Em setembro de 2024, o primo de Ed Sheeran, Jethro Sheeran, publicou um desabafo nas redes sociais, revelando conflitos familiares e acusando o famoso cantor de atitudes negativas. O episódio ocorreu enquanto a turnê norte‑americana “LOOP” enfrentava controvérsias relacionadas ao rapper Macklemore.
Primo de Ed Sheeran lança críticas públicas
Jethro iniciou seu post afirmando que o comportamento recente de Ed Sheedanou ao público uma visão diferente do artista, que ele descreve como “egoísta” e “malicioso”. Ele declarou sentir vergonha de ser parente de Ed e afirmou que não aprecia a música do cantor.
Segundo o primo, Ed teria prejudicado sua saúde mental e até interferido em questões familiares, como a alimentação de sua filha, ao remover todas as músicas do artista de suas plataformas. Jethro menciona que seu advogado apresentou provas da Warner Music que apontariam para a responsabilidade de Ed.
O relato inclui ainda uma referência direta a uma frase dita por Ed: “Ele te mata com gentileza”, que Jethro interpreta como um indicativo de manipulação. O primo reforça que conhece Ed desde a infância e que, apesar de ter ajudado o cantor nos primeiros passos da carreira, agora o considera “uma pessoa ruim”.
Impacto na turnê e retirada de Macklemore
A polêmica de Jethro surge poucos dias depois da retirada do rapper Macklemore da etapa norte‑americana da turnê “LOOP”. Macklemore havia manifestado apoio à Palestina em shows no MetLife Stadium, em Nova Jersey, gerando pressão dos promotores e dos estádios.
A Messina Touring Group, responsável pela organização da turnê nos EUA, avisou que a permanência de Macklemore poderia levar ao cancelamento de vários shows, afetando centenas de milhares de fãs. O próprio Macklemore alegou que conversou com Ed Sheeran sobre a situação e que a decisão de sair foi imposta pelos responsáveis dos estádios.
Ed Sheeran, por sua vez, publicou uma declaração nas redes sociais afirmando que a retirada de Macklemore não foi sua decisão, mas sim do promotor e dos locais que receberiam os shows. Ele garantiu que tentou encontrar uma solução para manter o rapper no line‑up, mas não obteve sucesso.
Reações de outros artistas e da organização
Além de Macklemore, outros artistas que estavam programados para integrar a turnê anunciaram que deixariam o projeto. Entre eles estão Finneas, Lukas Graham, Beoga e Aaron Rowe, que manifestaram apoio ao rapper e à causa palestina.
- Finneas – produtor e irmão de Billie Eilish, conhecido por seu posicionamento político.
- Lukas Graham – banda dinamarquesa que tem defendido direitos humanos em turnês recentes.
- Beoga – grupo irlandês que costuma apoiar causas sociais.
- Aaron Rowe – cantor‑compositor que se pronunciou publicamente a favor da liberdade de expressão.
A Messina Touring Group reiterou que a decisão de excluir Macklemore foi tomada para evitar possíveis cancelamentos e garantir a segurança dos eventos. A empresa destacou que está trabalhando para reestruturar a programação e minimizar impactos para o público.
Contexto familiar e histórico de apoio
Jethro recordou que, no início da carreira de Ed, ele teria sido fundamental ao apresentar o futuro astro a pequenos palcos e ao participar de gravações iniciais. Ele menciona que foi responsável por levar Ed ao seu primeiro estúdio e até colaborou como rapper em algumas faixas.
Apesar desse apoio inicial, Jethro afirma que a relação se deteriorou ao longo dos anos, especialmente quando Ed alcançou fama internacional. O primo descreve episódios de bullying na escola, nos quais ele teria apoiado Ed, mas que agora são usados como evidência de um relacionamento complexo.
O desabafo de Jethro ainda inclui um alerta de gatilho, indicando que o conteúdo pode ser sensível para leitores que já enfrentaram abusos familiares ou problemas de saúde mental. Ele conclui reafirmando sua convicção de que Ed é “covarde” e “pessoa ruim”, baseando‑se em experiências pessoais que, segundo ele, duram toda a vida.
Enquanto isso, a comunidade de fãs acompanha de perto os desdobramentos da turnê, que pode sofrer alterações de agenda ou até mesmo cancelamentos de datas. A situação destaca como questões pessoais e políticas podem se entrelaçar em grandes produções musicais, influenciando tanto artistas quanto organizadores.








