Em 2026, a procura por smartphones Android de gama média tornou‑se mais cara e complexa, com preços que variam entre R$ 2 mil e R$ 7 mil, dependendo da marca e das especificações. O aumento reflete a pressão da corrida por chips mais potentes e a integração de recursos de inteligência artificial (IA) nos aparelhos. As principais lojas online do Brasil registram esses valores a partir de outubro de 2026.
Causas do aumento de preço nos smartphones intermediários
A primeira razão para a alta nos preços é a escassez global de semicondutores, que afeta tanto os processadores quanto a memória RAM. Fabricantes como MediaTek, Qualcomm e Samsung Exynos têm concentrado suas linhas de produção em chips que suportam algoritmos de IA, elevando o custo de cada unidade.
Em segundo lugar, a demanda por recursos de IA – como assistentes de voz mais avançados, fotografia computacional e otimizações de bateria – exige hardware especializado, como núcleos de processamento neural. Esses componentes ainda são caros e limitam a margem de lucro das marcas que desejam oferecer desempenho competitivo em um segmento de preço médio.
Além disso, a competição entre fabricantes para oferecer telas com altas taxas de atualização (120 Hz ou 144 Hz) e câmeras com múltiplos sensores aumenta ainda mais o preço final. Enquanto no ano passado o teto dos smartphones intermediários era cerca de R$ 3 mil, este ano o valor máximo ultrapassa R$ 7 mil.
- Escassez de chips e memória RAM
- Integração de núcleos de IA
- Demandas por telas de alta taxa de atualização
- Melhorias em fotografia computacional
Comparativo detalhado dos cinco modelos testados
O Guia de Compras recebeu, em regime de empréstimo, cinco aparelhos que representam a gama intermediária atual: Jovi V70, Moto Edge 70 Pro, Oppo Reno 16, Realme 16 e Samsung Galaxy A57. Cada um foi avaliado em design, especificações técnicas, desempenho, bateria e qualidade de câmera.
Design e ergonomia
O Realme 16 destaca‑se pelo acabamento em branco fosco, que chama atenção nas prateleiras virtuais. O Moto Edge 70 Pro traz um visual “vinho fosco” e tela curvada nas bordas, conferindo um toque premium. O Oppo Reno 16, o menor do grupo, lembra o design do iPhone 17, oferecendo um formato compacto que agrada quem busca portabilidade. Jovi V70 e Samsung Galaxy A57 compartilham um estilo mais tradicional, com acabamento azul e lentes alinhadas na traseira.
Tamanhos e taxas de atualização
Jovi V70 e Moto Edge 70 Pro exibem os maiores displays, ambos com 6,8 polegadas. O Galaxy A57 segue com 6,7 polegadas, o Realme 16 tem 6,5 polegadas e o Oppo Reno 16 apresenta 6,3 polegadas. Em termos de taxa de atualização, o Edge 70 Pro é o único com 144 Hz, proporcionando transições mais suaves em jogos e rolagens rápidas; os demais ficam em 120 Hz.
Processadores e memória
Jovi V70, Moto Edge 70 Pro e Realme 16 utilizam variantes da linha MediaTek: Dimensity 7360 Turbo, 8500 Extreme e 6400 Turbo, respectivamente. O Oppo Reno 16 está equipado com o Qualcomm Snapdragon 7 Gen 4, enquanto o Samsung Galaxy A57 traz o Exynos 1680, desenvolvido internamente. O Edge 70 Pro se destaca com 12 GB de RAM, contra 8 GB nos demais modelos.
Desempenho em testes práticos
Nos benchmarks de desempenho geral, o Moto Edge 70 Pro e o Samsung Galaxy A57 lideram com resultados quase idênticos, dividindo a primeira colocação. O Jovi V70 e o Oppo Reno 16 ficam logo atrás, enquanto o Realme 16 ocupa a última posição. Na avaliação gráfica – que mede a fluidez em vídeos e jogos – o Edge 70 Pro mantém a liderança, seguido por Oppo, Samsung, Jovi e Realme.
Duração da bateria
Jovi V70 e Realme 16 possuem as maiores baterias, ambas de 7.000 mAh, seguidas pelo Edge 70 Pro (6.500 mAh) e pelo Oppo Reno 16 (6.000 mAh). O Galaxy A57 tem a menor capacidade, 5.000 mAh. Contudo, a autonomia não depende apenas da capacidade; o gerenciamento de energia varia entre os fabricantes. No teste de uso contínuo, o Jovi V70 durou 27 h 15 min, o Realme 16 registrou 19 h 39 min, enquanto Edge 70 Pro e Reno 16 empataram em 16 h 47 min. O Galaxy A57 ficou com 17 h 32 min, surpreendendo ao superar alguns concorrentes com bateria menor.
Conclusões e recomendações de compra
O panorama atual indica que escolher um smartphone intermediário envolve equilibrar preço, desempenho de IA e autonomia. Se a prioridade for fluidez em jogos e tarefas que exigem alta taxa de atualização, o Moto Edge 70 Pro se destaca, embora seu preço seja próximo ao limite superior da categoria. Para quem busca um aparelho robusto com boa bateria e custo‑benefício, o Jovi V70 oferece excelente duração e desempenho sólido, ainda que seu design seja menos inovador.
Quem valoriza um dispositivo compacto e moderno pode optar pelo Oppo Reno 16, que combina tamanho reduzido, boa performance gráfica e preço intermediário. O Realme 16, apesar de ficar em último lugar nos testes de desempenho, compensa com bateria de alta capacidade e design diferenciado, sendo uma alternativa atraente para quem prefere estética única.
Por fim, o Samsung Galaxy A57 entrega desempenho equilibrado e boa relação custo‑benefício, sendo uma escolha segura para consumidores que desejam confiança de marca sem pagar preços de topo. Em resumo, a decisão deve considerar o uso principal (jogos, fotografia, autonomia) e o orçamento disponível, lembrando que os preços podem variar significativamente entre lojas e promoções.








