Esta semana, duas importantes pesquisas de intenção de voto serão divulgadas, trazendo os primeiros números do segundo turno das eleições presidenciais de 2026. As sondagens, realizadas pela Quaest e pelo Datafolha, chegam em meio à disputa entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que se enfrentam no dia 14 de outubro.
Metodologia das pesquisas e cronograma de divulgação
A Quaest tem previsto a publicação de seu levantamento na quarta‑feira, 14 de outubro, após concluir as entrevistas entre os dias 10 e 13. O estudo foi encomendado pela Globo e pelo jornal O Globo, e segue rigorosamente as normas do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Segundo o registro TSE número BR-08729/2026, a amostra inclui 2.154 eleitores com 16 anos ou mais, distribuídos em todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
Já o Datafolha divulgará seu resultado na quinta‑feira, 15 de outubro, após entrevistas realizadas entre 13 e 15 de outubro. A pesquisa foi contratada pela Folha de S.Paulo e está registrada sob o número BR-00466/2026.
O levantamento do Datafolha contempla 2.520 entrevistados, também com idade mínima de 16 anos, e apresenta a mesma margem de erro e nível de confiança da pesquisa da Quaest.
Resultados preliminares e comparativo com a última sondagem
Na pesquisa anterior, divulgada na semana passada, Flávio Bolsonaro liderava com 49% das intenções de voto, enquanto Lula registrava 45%. Esses números indicavam uma disputa apertada, mas ainda sem definição clara de quem teria vantagem no segundo turno.
Os novos dados da Quaist e do Datafolha prometem atualizar esse cenário, oferecendo um panorama mais próximo da data da votação. Analistas políticos afirmam que pequenas variações nas margens de erro podem mudar a percepção pública sobre a competitividade dos candidatos.
Além das porcentagens de intenção de voto, ambas as pesquisas trazem informações sobre a confiança dos eleitores nos candidatos, a percepção sobre a economia e a avaliação das propostas de governo. Esses indicadores ajudam a entender não apenas quem está na frente, mas também quais temas podem influenciar o eleitorado nas próximas semanas.
Impacto das pesquisas na campanha e nas estratégias dos candidatos
Os números divulgados pela Quaist e pelo Datafolha são monitorados de perto pelas equipes de campanha, que ajustam suas estratégias de comunicação com base nos resultados. Se Flávio Bolsonaro mantiver a liderança, seu time pode intensificar a mensagem de continuidade e segurança, enquanto Lula pode focar em reforçar sua agenda de justiça social.
Por outro lado, caso os resultados mostrem uma inversão de tendência, ambos os candidatos podem acelerar a mobilização de eleitores indecisos, reforçar a presença nas redes sociais e intensificar os debates presenciais nos estados-chave.
Especialistas apontam que, além das margens de erro, a forma como a mídia apresenta os números pode influenciar a percepção de vitória ou derrota, gerando efeitos de “bandwagon” ou “underdog” que impactam diretamente o comportamento do eleitorado.
- Entrevistas realizadas em domicílio ou via telefone, garantindo representatividade geográfica.
- Aplicação de questionário padronizado, com perguntas sobre intenção de voto, avaliação de desempenho e prioridades de políticas públicas.
- Controle de qualidade por auditoria independente, assegurando a confiabilidade dos dados.
Contexto político e expectativas para o segundo turno
O segundo turno das eleições de 2026 coloca frente a frente dois candidatos com trajetórias distintas: Flávio Bolsonaro, filho do ex‑presidente Jair Bolsonaro, representa a linha conservadora e liberal‑clássica, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, veterano da esquerda, traz a promessa de retomar políticas de inclusão social.
Ambos os candidatos enfrentam desafios significativos. Flávio precisa contornar questões de imagem relacionadas à família e à gestão anterior, enquanto Lula lida com críticas sobre a condução econômica nos seus mandatos anteriores.
As pesquisas de quinta‑feira e sexta‑feira serão cruciais para medir a eficácia das últimas ações de campanha, como comícios, debates e anúncios de propostas. O desempenho nas urnas dependerá também da mobilização dos eleitores nas áreas rurais e urbanas, onde as dinâmicas de voto variam consideravelmente.
Além disso, o cenário internacional, com tensões econômicas e debates sobre sustentabilidade, pode influenciar a opinião pública, especialmente entre eleitores mais jovens, que demonstram preocupação com questões climáticas e direitos humanos.
Como acompanhar os resultados e o que esperar
Os resultados completos das duas pesquisas estarão disponíveis nos sites oficiais da Quaist e do Datafolha, bem como em veículos de mídia parceiros, como a Globo e a Folha de S.Paulo. Os leitores podem acessar os detalhes metodológicos, gráficos e análises aprofundadas que acompanham cada levantamento.
Para quem deseja acompanhar a evolução da corrida presidencial, recomenda‑se acompanhar também as atualizações diárias de outras pesquisas, bem como os debates e entrevistas programados para a semana que antecede o segundo turno.
Em resumo, a divulgação das sondagens da Quaist e do Datafolha fornece um termômetro essencial da corrida eleitoral, oferecendo insights valiosos para candidatos, analistas e eleitores que buscam entender as nuances do pleito que decidirá o futuro político do Brasil nos próximos quatro anos.








