Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira (21) pelo Real Time Big Data apontou que cinco nomes estão na corrida pelas duas vagas ao Senado Federal pelo Paraná. O levantamento, realizado entre 11 e 15 de setembro, ouviu 1.600 eleitores e tem margem de erro de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
Quem são os candidatos e quais são as intenções de voto
Os nomes que aparecem no ranking são bem diversificados em termos de trajetória política e filiação partidária. O ex‑deputado Deltan Dallagnol, do Novo, lidera com 19% das intenções de voto. Logo atrás, empatados com 18% cada, estão o deputado estadual Alexandre Curi (Republicanos) e o deputado federal Filipe Barros (PL).
A ex‑ministra Gleisi Hoffmann, do PT, aparece com 16%, enquanto a jornalista Cristina Graeml, do PSD, registra 15% de apoio. Todos os percentuais estão dentro da margem de erro, o que indica uma disputa tecnicamente apertada.
- Deltan Dallagnol (Novo) – 19%
- Alexandre Curi (Republicanos) – 18%
- Filipe Barros (PL) – 18%
- Gleisi Hoffmann (PT) – 16%
- Cristina Graeml (PSD) – 15%
O cenário político e a vantagem da esquerda
Mesmo com números semelhantes, o contexto político pode favorecer quem tem maior coesão de eleitorado. Gleisi Hoffmann é a única representante da esquerda entre os cinco, o que a coloca em posição estratégica para concentrar o voto de eleitores progressistas.
Os demais candidatos são alinhados à direita ou centro‑direita, o que pode diluir o voto desse bloco ao dividir a preferência entre três nomes diferentes. Essa fragmentação pode ser decisiva, sobretudo em um pleito onde o eleitor escolherá dois senadores.
Como funciona a votação para o Senado
No Brasil, cada estado elege dois senadores a cada eleição. O eleitor tem direito a dois votos, podendo distribuí‑los entre candidatos de partidos diferentes ou da mesma sigla.
Essa regra cria dinâmicas específicas: candidatos que conseguem formar alianças ou que são percebidos como complementares tendem a se beneficiar. Por isso, observar as combinações de votos projetadas pela pesquisa é essencial para entender quem tem mais chances de ser eleito.
Detalhes da pesquisa e seu registro oficial
A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-00532/2026, garantindo transparência e possibilitando a verificação dos dados por qualquer interessado.
O método adotado incluiu entrevistas presenciais e por telefone, cobrindo todas as regiões do estado, desde a capital até o interior. A amostra de 1.600 eleitores foi ponderada para refletir a distribuição demográfica e socioeconômica do Paraná.
Além das porcentagens, a pesquisa também analisou a intenção de voto duplo, mostrando como os eleitores combinam os candidatos. Essa informação revela que muitos eleitores pretendem dividir seu voto entre um nome de esquerda e um de direita, buscando equilíbrio.
Implicações para a campanha
Os candidatos já começaram a ajustar suas estratégias de comunicação. Deltan Dallagnol tem investido em presença digital, aproveitando sua notoriedade na Operação Lava‑Jato para atrair eleitores que valorizam o combate à corrupção.
Alexandre Curi e Filipe Barros, por sua vez, têm focado em visitas a municípios menores, buscando consolidar a base de apoio nas áreas rurais, onde a agricultura tem grande peso econômico.
Gleisi Hoffmann tem reforçado sua mensagem de justiça social e defesa dos direitos trabalhistas, tentando mobilizar sindicatos e movimentos sociais que ainda mantêm forte presença no estado.
Cristina Graeml, jornalista de carreira, aposta na credibilidade e na comunicação clara, apresentando propostas de transparência e combate à desinformação.
O que esperar para o futuro próximo
Com a campanha oficial ainda em fase inicial, os números podem mudar rapidamente. A proximidade das eleições de 2026 aumenta a pressão sobre os candidatos para definir alianças e consolidar apoios.
Analistas políticos destacam que a disputa pode se intensificar nos próximos meses, sobretudo se houver debates televisivos ou eventos regionais que coloquem os candidatos frente a frente.
Além disso, fatores externos como a situação econômica nacional, a aprovação do governo federal e questões regionais – como a crise hídrica e os investimentos em infraestrutura – podem influenciar o comportamento do eleitorado.
Em resumo, a pesquisa do Real Time Big Data oferece um panorama inicial, mas a corrida pelo Senado do Paraná ainda está longe de ser decidida. Os eleitores terão a oportunidade de escolher dois representantes, o que pode gerar combinações inesperadas e surpreender as projeções atuais.








