Uma nova pesquisa Real Time Big Data será publicada na terça‑feira, 20 de outubro de 2026, trazendo os últimos indicadores da corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento, realizado entre 15 e 19 de outubro, tem como objetivo atualizar as intenções de voto, medir a rejeição e analisar a opinião dos eleitores sobre um amplo conjunto de propostas para o futuro do país.
Metodologia e amostragem
A pesquisa foi conduzida por 2.000 entrevistas presenciais e por telefone, cobrindo todas as regiões do Brasil e respeitando a distribuição demográfica de idade, gênero, escolaridade e renda. O instituto adotou margem de erro de até 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, garantindo a robustez dos resultados.
Do total, metade dos entrevistados respondeu a uma pergunta espontânea, indicando seu candidato preferido sem lista pré‑definida. A outra metade participou da modalidade estimulada, onde foram apresentadas as opções Lula, Flávio, voto branco, nulo ou indecisão.
Além disso, o questionário incluiu a pergunta sobre o voto no primeiro turno, permitindo cruzar os dados e identificar possíveis migrações de eleitores entre as duas fases da eleição.
Intenções de voto e rejeição
Nos resultados preliminares, Lula mantém liderança nas duas modalidades, embora a diferença tenha se estreitado em relação à pesquisa anterior de 4 de outubro. Flávio Bolsonaro registra aumento de apoio entre eleitores indecisos, especialmente nas regiões Sudeste e Sul.
O índice de rejeição também foi mensurado: a maioria dos entrevistados que não pretende votar em Lula apontou Flávio como a alternativa menos rejeitada, enquanto o inverso ocorre para os apoiadores de Flávio, que mostram maior aversão a Lula.
Os dados revelam que cerca de 12% dos eleitores ainda não definiram sua escolha, indicando que a campanha nas próximas semanas pode ser decisiva para mobilizar esse contingente.
Avaliação de propostas de segurança e institucional
O questionário abordou diversas propostas relacionadas à segurança pública, ao funcionamento das instituições e à organização do governo federal. Cada item foi avaliado como favorável, contrário ou sem opinião formada.
- Criação de cinco novos presídios federais de segurança máxima;
- Classificação de facções criminosas como organizações narcoterroristas;
- Redução da maioridade penal de 18 para 16 anos;
- Instituição de um Ministério da Segurança Pública para integrar ações federais e estaduais.
Na esfera institucional, foram apresentadas medidas como a redução de pelo menos dez ministérios, a limitação de decisões individuais de ministros do STF e a proposta de acabar com a reeleição presidencial. Também se discutiu a retirada da prerrogativa presidencial de indicar ministros do STF.
Os resultados mostram que a maioria dos eleitores é favorável à criação do Ministério da Segurança Pública, mas demonstra resistência à redução da maioridade penal, refletindo preocupações sobre políticas punitivas.
Impactos econômicos e sociais das propostas
O levantamento também analisou a opinião sobre iniciativas econômicas, de emprego e programas sociais. Entre as propostas avaliadas, destacam‑se:
- Ampliação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para investimentos em infraestrutura e indústria;
- Expansão do Farmácia Popular para incluir exames de diagnóstico e acompanhamento médico;
- Extensão do programa Pé‑de‑Meia a estudantes universitários;
- Perdão de dívidas para microempreendedores individuais (MEIs) que atendam a critérios específicos;
- Redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas sem diminuição salarial.
Os entrevistados mostraram forte apoio à ampliação do PAC e ao fortalecimento do Farmácia Popular, indicando que a população valoriza políticas que estimulem o crescimento econômico e melhorem o acesso à saúde.
Por outro lado, a proposta de redução da jornada de trabalho gerou respostas divididas, com cerca de 40% a favor, 35% contrários e o restante sem opinião formada, revelando dúvidas sobre os efeitos no mercado de trabalho.
Em síntese, a pesquisa Real Time Big Data oferece um panorama detalhado da situação política a poucos dias do segundo turno, apontando tanto a estabilidade das lideranças quanto a volatilidade de eleitores indecisos e a importância das propostas de governo para a decisão final.








