Uma nova pesquisa da Real Time Big Data está avaliando a disputa presidencial entre os eleitores da Bahia, o quarto maior colégio eleitoral do Brasil. O levantamento será conduzido entre os dias 23 e 26 de setembro e os resultados serão publicados em 28 de setembro. O objetivo é mapear as intenções de voto e a percepção dos eleitores sobre os principais candidatos.
Metodologia e abrangência
A amostra inclui 1.600 eleitores selecionados de forma aleatória, garantindo representatividade nos diferentes municípios baianos. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%, o que confere robustez aos dados coletados.
Os entrevistados responderam a duas versões do questionário: uma estimulada, com lista de candidatos, e outra espontânea, onde indicam a escolha sem sugestões. Essa abordagem permite comparar a preferência declarada com a tendência natural de voto.
Além das intenções de voto para presidente, o questionário mede a rejeição dos nomes apresentados e avalia a aprovação da gestão atual do governo federal. As opções de avaliação incluem ótimo, bom, regular, ruim e péssimo.
Cenário atual das intenções de voto
No primeiro turno, a pesquisa apresenta treze nomes à disposição dos eleitores. Os candidatos listados são:
- Lula (PT)
- Flávio Bolsonaro (PL)
- Ronaldo Caiado (PSD)
- Romeu Zema (Novo)
- Renan Santos (Missão)
- Augusto Cury (Avante)
- Leonardo Avalanche (PRTB)
- Clariana Barão (DC)
- Edmilson Costa (PCB)
- Hertz Dias (PSTU)
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara (UP)
- Wilson Grassi (Democrata)
Na rodada anterior, divulgada em 9 de setembro, Lula liderava com 55% das intenções de voto no cenário estimulado, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 24%. Outros candidatos ficaram abaixo de 5% de preferência, demonstrando um cenário concentrado nos dois principais nomes.
Os eleitores que não declararam preferência ou optaram por voto em branco e nulo somaram 6% no segundo turno hipotético, indicando um pequeno, porém relevante, contingente indeciso.
Análises e projeções para o segundo turno
Para o possível segundo turno, a pesquisa testou o confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. Nesse cenário, Lula alcançava 61% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro ficava com 30%.
Esses números sugerem que, caso a disputa se reduza a esses dois candidatos, o candidato de esquerda manteria uma vantagem considerável sobre o representante do centro‑direita.
A avaliação da aprovação do atual presidente também foi incluída. Entre os entrevistados, a maioria classificou a gestão como boa ou regular, refletindo um nível de satisfação moderado com as políticas federais.
Outro ponto investigado foi a rejeição dos nomes. Mesmo os candidatos menos votados apresentaram taxas de rejeição acima de 50%, o que pode influenciar a migração de eleitores para os principais concorrentes.
Os resultados ainda serão analisados em conjunto com outras pesquisas regionais, permitindo identificar tendências de mudança de comportamento eleitoral nas semanas que antecedem o pleito.
Especialistas apontam que a participação dos eleitores baianos será decisiva, já que o estado possui mais de 12 milhões de eleitores aptos a votar, representando cerca de 12% do total nacional.
Além disso, a presença de candidatos de partidos menores pode exercer efeito spoiler, desviando votos de candidatos maiores e alterando o cálculo das estratégias de campanha.
Os analistas de mídia ressaltam a importância de acompanhar a evolução das preferências nas próximas pesquisas, especialmente após os debates televisivos que devem ocorrer nas próximas semanas.
O cenário político nacional também influencia a Bahia, já que alianças e pactos entre partidos podem mudar rapidamente a dinâmica da disputa.
Em síntese, a pesquisa oferece um panorama detalhado do momento eleitoral baiano, destacando a liderança de Lula, a posição de Flávio Bolsonaro como principal concorrente e a fragmentação dos demais candidatos.
Os dados coletados servirão como base para campanhas, estratégias de comunicação e decisões de investimento em mídia, sobretudo nas regiões onde a disputa ainda é apertada.
Por fim, a divulgação dos resultados em 28 de setembro permitirá comparar as projeções com a realidade nas urnas, contribuindo para o aprimoramento das metodologias de pesquisa eleitoral no país.








