Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira (29) traz o panorama atual da disputa presidencial entre os eleitores do Distrito Federal, apontando Flávio Bolsonaro como o candidato mais cotado, com 38% das intenções de voto. O levantamento, realizado entre os dias 25 e 28 de setembro, foi encomendado pela Globo e tem como data de divulgação 29 de setembro de 2026. Os dados refletem a opinião de eleitores com idade a partir de 16 anos, oferecendo um retrato detalhado das preferências antes da eleição marcada para 4 de outubro.
Resultados da pesquisa Quaest no Distrito Federal
A pesquisa estimulada indica que Flávio Bolsonaro lidera com 38% das respostas, seguido de Luiz Inácio Lula da Silva, que acumula 32% das intenções de voto. Em terceiro lugar, Ronaldo Caiado aparece com 8%, enquanto o escritor e candidato Augusto Cury registra 5%. Renan Santos completa o ranking com 3% de apoio, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, não figura entre os citados nas respostas coletadas.
Para facilitar a visualização, os números são apresentados na lista abaixo:
- Flávio Bolsonaro: 38%
- Lula: 32%
- Ronaldo Caiado: 8%
- Augusto Cury: 5%
- Renan Santos: 3%
Além dos números de intenção, a pesquisa revelou que 86% dos entrevistados consideram sua escolha de candidato definitiva, enquanto 14% ainda mantêm a possibilidade de mudar o voto até o dia da eleição.
Perfil dos eleitores entrevistados
O universo da amostra compreende 1.104 pessoas, todas maiores de 16 anos, que foram selecionadas de forma a representar a diversidade socioeconômica e geográfica do Distrito Federal. A margem de erro da pesquisa é de 3 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, e o nível de confiança adotado é de 95%, parâmetros que conferem robustez aos resultados divulgados.
Os entrevistados foram distribuídos entre diferentes bairros, abrangendo tanto áreas centrais quanto regiões periféricas, o que permite captar variações de opinião relacionadas a fatores como renda, nível de escolaridade e acesso a serviços públicos. Essa abordagem amplia a confiabilidade dos indicadores, especialmente em um cenário onde a polarização política tem se intensificado nos últimos meses.
Um ponto relevante observado na pesquisa é a presença de eleitores indecisos que ainda não firmaram sua escolha. Embora representem uma minoria, esses 14% podem exercer influência decisiva nas urnas, principalmente em regiões onde a disputa está mais equilibrada entre os candidatos principais.
Outro aspecto a ser destacado é a diferença de engajamento entre os eleitores mais jovens e os mais velhos. Enquanto a população de 16 a 29 anos demonstra maior propensão a mudar de opinião, os eleitores acima de 60 anos tendem a manter a preferência declarada, contribuindo para a estabilidade dos números de intenção de voto entre os candidatos mais experientes.
Implicações para a corrida presidencial
Os resultados da Quaest sugerem que a liderança de Flávio Bolsonaro no Distrito Federal pode se traduzir em um impulso significativo para sua campanha nacional, sobretudo se a tendência de apoio permanecer constante até a data da eleição. Por outro lado, o desempenho de Lula, ainda que próximo, indica que o ex-presidente mantém uma base sólida de eleitores, o que pode gerar uma disputa acirrada nos últimos dias de campanha.
A presença de candidatos como Caiado, Cury e Renan Santos, ainda que com percentuais modestos, demonstra a fragmentação do cenário político e a existência de nichos eleitorais específicos. Esses candidatos podem atuar como fatores de divisão de voto, influenciando indiretamente o resultado final ao captar eleitores que, de outra forma, poderiam se direcionar a um dos principais concorrentes.
Além disso, a margem de erro de 3 pontos percentuais implica que as diferenças entre Flávio Bolsonaro e Lula podem ser menores do que os números aparentam. Essa margem abre espaço para interpretações distintas, reforçando a importância de acompanhar as próximas pesquisas e os movimentos de campanha que podem alterar a dinâmica atual.
Por fim, a alta taxa de eleitores que consideram sua escolha definitiva (86%) indica que a maioria já está engajada, reduzindo a margem de surpresa nas urnas. Contudo, os 14% de eleitores indecisos ainda representam um contingente capaz de mudar o cenário, especialmente se houver eventos de última hora, debates ou escândalos que alterem a percepção pública nos dias que antecedem o pleito.
Em síntese, a pesquisa Quaest oferece um panorama detalhado do clima eleitoral no Distrito Federal, apontando tendências que podem se refletir em nível nacional. Os candidatos ainda têm um caminho a percorrer até 4 de outubro, e os próximos dias prometem ser decisivos para consolidar ou reverter as posições apresentadas neste levantamento.








