Na véspera do primeiro turno das eleições para o Senado Federal, a pesquisa de opinião da Quaest revelou os candidatos mais bem posicionados no Tocantins. O levantamento, divulgado neste sábado, 3 de outubro, mostra que Eduardo Gomes (PL) lidera com 25% dos votos válidos, seguido por Gaguim (União) com 21% e Alexandre Guimarães (MDB) com 17%.
Contexto e metodologia da pesquisa
A Quaest realizou duas etapas distintas de questionamento: a espontânea, onde os eleitores foram convidados a citar nomes sem receber a lista de candidatos, e a estimulada, que apresentou os nomes e partidos. Na fase espontânea, 52% dos entrevistados não lembraram de nenhum candidato, sendo classificados como indecisos.
Esse alto percentual de indecisos indica que o eleitorado ainda está em processo de consolidação de preferências, o que pode gerar alterações significativas nos resultados finais. A pesquisa estimulada, por sua vez, exigiu que cada participante escolhesse dois nomes, refletindo a realidade do voto duplo no Senado.
O modelo utilizado foi o “likely voter”, que pondera as respostas de eleitores com maior probabilidade de comparecer às urnas. Para isso, foram considerados fatores como idade, histórico de comparecimento e intenção de voto declarada.
O levantamento contou com 1.800 eleitores com idade mínima de 16 anos, entrevistados entre 2 e 3 de outubro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
- Data da pesquisa: 2 a 3 de outubro de 2026
- Número de entrevistados: 1.800
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Nível de confiança: 95%
Resultados detalhados
Considerando apenas os votos válidos – excluindo brancos, nulos e indecisos – Eduardo Gomes alcançou 25% das intenções, enquanto Gaguim obteve 21% e Alexandre Guimarães, 17%.
Quando se inclui o total de votos (válidos, brancos, nulos e indecisos), a distribuição muda levemente, mas a liderança de Gomes permanece. O estudo indica ainda que 20% dos eleitores ainda podem mudar de opinião, enquanto 79% afirmam ter decisão definitiva.
Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa superar 50% dos votos válidos mais um voto. Nenhum dos concorrentes chegou perto desse patamar, o que sugere a necessidade de um segundo turno.
Os resultados também revelam a importância das duas vagas disponíveis. Cada eleitor escolheu um candidato para a primeira vaga e outro para a segunda, o que pode gerar combinações estratégicas entre os partidos.
Os números de votos válidos foram obtidos a partir de um cálculo que exclui brancos, nulos e abstenções, seguindo a forma como o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga os resultados oficiais.
Implicações para a campanha e o segundo turno
Com a liderança de Eduardo Gomes, a campanha do PL no Tocantins ganha impulso, mas ainda precisa conquistar os eleitores indecisos que representam um quinto do eleitorado pesquisado. Estratégias de mobilização e debates podem ser decisivas.
Gaguim, candidato da União, tem margem para crescer, especialmente ao atrair eleitores que ainda não definiram sua escolha. O candidato pode explorar temas regionais como desenvolvimento econômico e infraestrutura.
Alexandre Guimarães, representando o MDB, ocupa a terceira posição, mas ainda possui espaço para melhorar seu desempenho, sobretudo em áreas onde o partido tem tradição histórica.
Os partidos também podem negociar alianças para o segundo turno, considerando que o voto duplo permite combinações entre candidatos de diferentes siglas. Essas alianças podem influenciar a distribuição dos votos válidos e alterar o cenário final.
Além das estratégias de campanha, a divulgação de resultados parciais nas redes sociais e na mídia local pode influenciar a percepção dos eleitores indecisos. A transparência dos números e a comunicação clara dos programas de governo são fatores críticos.
O estudo foi encomendado pela TV Anhanguera, reforçando a importância da mídia regional na produção de dados eleitorais confiáveis. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o número TO-01946/2026.
Em resumo, a corrida pelo Senado do Tocantins permanece aberta, com Eduardo Gomes à frente, mas com margem para reviravoltas até o dia da votação. Os eleitores ainda têm tempo para avaliar propostas, comparar trajetórias e decidir quem ocupará as duas vagas em Brasília.








