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Pesquisa Quaest indica disputa acirrada por duas vagas ao Senado de Pernambuco

Uma pesquisa realizada pela Quaest revelou que a disputa pelas duas vagas ao Senado de Pernambuco está extremamente equilibrada, com quatro candidatos disputando intensamente a preferência dos eleitores. O levantamento foi divulgado na tarde desta terça‑feira, 8 de setembro, e abrangeu entrevistas com 1.302 eleitores do estado. Os resultados apontam margens de erro de três pontos percentuais e nível de confiança de 95%.

Panorama geral da corrida

Os números mostram que a ex‑deputada federal Marília Arraes (PDT) lidera a intenção de votos, alcançando 17% do eleitorado pesquisado. Apesar da liderança, a proximidade dos demais candidatos indica que o cenário ainda está aberto e sujeito a mudanças nos próximos dias.

Ao lado de Arraes, o senador Humberto Costa (PT), que busca a reeleição, figura empatado tecnicamente com a mesma porcentagem, dentro da margem de erro. Esse empate evidencia a força da aliança entre a esquerda pernambucana e a capacidade de mobilização de suas bases.

Do outro lado do espectro político, o deputado Mendonça Filho (PL) registra 16% das intenções de voto, também dentro do limite de erro que o coloca em igualdade prática com Arraes e Costa. Essa coincidência numérica reforça a ideia de que a disputa será decidida nos detalhes da campanha.

Por fim, o deputado Eduardo da Fonte (PP) aparece com 7% das intenções, empatado tecnicamente com Mendonça Filho, mas ainda distante dos três primeiros colocados. Sua presença, no entanto, evidencia a fragmentação da direita pernambucana.

Detalhes dos candidatos e suas posições

Marília Arraes, filhinha do ex‑governador Miguel Arraes, tem se destacado por sua agenda progressista, focada em educação, saúde pública e combate à desigualdade. Sua campanha tem sido marcada por visitas a comunidades vulneráveis e por um discurso que enfatiza a necessidade de renovação política.

Humberto Costa, veterano do Partido dos Trabalhadores, conta com a experiência de dois mandatos no Senado e com um histórico de atuação em comissões importantes, como a de Constituição e Justiça. Seu programa de governo prioriza a defesa dos direitos trabalhistas e a ampliação de políticas sociais.

Mendonça Filho, filho do ex‑governador Paulo Câmara, representa a ala mais conservadora da direita. Seu plano de ação inclui a redução de impostos, incentivo ao agronegócio e fortalecimento da segurança pública. Ele tem estreitos laços com a governadora Raquel Lyra (PSD), que atualmente lidera as pesquisas de reeleição.

Eduardo da Fonte, também alinhado à direita, tem buscado se diferenciar ao enfatizar projetos de infraestrutura e desenvolvimento econômico regional. Seu discurso destaca a necessidade de investimentos em estradas, portos e energia para atrair investimentos privados.

Além desses perfis, vale notar que os candidatos de direita compartilham apoio da atual administração estadual, o que pode influenciar a distribuição de recursos de campanha e a visibilidade nas mídias locais.

Implicações para o cenário político de Pernambuco

O estreito resultado da pesquisa sugere que a eleição para o Senado poderá ser decisiva para definir o equilíbrio de forças entre esquerda e direita no estado. Caso a aliança entre Arraes e Costa consiga consolidar seus votos, a bancada pernambucana poderá se tornar mais progressista, influenciando a agenda nacional.

Por outro lado, se Mendonça Filho conseguir ampliar seu apoio, especialmente nas áreas rurais e nas cidades do interior, a bancada poderia se inclinar para políticas mais liberais e favoráveis ao setor produtivo.

A presença de Eduardo da Fonte, ainda que com percentual menor, indica que há espaço para candidatos que apostam em projetos de infraestrutura. Seu desempenho poderá ser decisivo em situações de segundo turno ou em alianças posteriores.

É importante destacar que a pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PE-00285/2026, conferindo-lhe validade oficial e possibilitando que partidos e candidatos utilizem os dados para ajustar estratégias de campanha.

Analistas políticos apontam que o período entre a divulgação da pesquisa e a campanha oficial será intensamente disputado, com debates, visitas a municípios e a intensificação de propaganda nas redes sociais. Cada candidato tem buscado reforçar sua presença digital, produzindo conteúdo em vídeo, podcasts e transmissões ao vivo para engajar eleitores jovens.

Além das questões partidárias, temas como a crise hídrica, a retomada econômica pós‑pandemia e a segurança pública têm ocupado o centro do debate. Os eleitores parecem exigir respostas concretas, o que pode favorecer candidatos que apresentem propostas detalhadas e viáveis.

Em resumo, a pesquisa da Quaest mostra um cenário de alta competitividade, onde pequenos deslocamentos de voto podem mudar drasticamente o resultado final. A corrida pelas duas vagas ao Senado de Pernambuco promete ser um dos capítulos mais interessantes das eleições de 2026, tanto para o estado quanto para a política nacional.

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