Na última quarta‑feira, 21 de outubro de 2026, a pesquisa Meio/Ideia divulgou os resultados que medem a percepção da população sobre a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, poucos dias antes do segundo turno da eleição presidencial. O levantamento, realizado por telefone com 1.500 eleitores em todo o país, traz números que mostram uma avaliação negativa maior que a positiva quando se analisa a administração como um todo.
Avaliação geral da administração
Quando os respondentes foram convidados a classificar o governo em cinco categorias — ótimo, bom, regular, ruim e péssimo —, 31,7% escolheram as duas primeiras opções, enquanto 40,6% apontaram as duas últimas como a realidade vivida. O segmento que respondeu “regular” ficou em 22,6%.
Essa distribuição indica que, embora haja uma parcela considerável que vê o governo de forma favorável, a percepção negativa supera a positiva em termos absolutos. O resultado reflete a polarização que tem marcado o cenário político nas semanas que antecedem o pleito.
Vale notar que a avaliação da administração difere da pergunta direta sobre aprovação presidencial, pois a primeira mede a impressão geral sobre o governo, enquanto a segunda investiga a opinião sobre a condução do trabalho do presidente.
Aprovação do presidente Lula
Ao serem questionados especificamente sobre a forma como Lula está exercendo seu mandato, 46,4% dos entrevistados manifestaram aprovação, contra 48,2% de desaprovação. A diferença de 1,8 ponto percentual está dentro da margem de erro geral da pesquisa, de 2,5 pontos, o que indica que os dois indicadores estão praticamente equilibrados.
Essa proximidade entre aprovação e desaprovação evidencia a divisão do eleitorado, que ainda não se consolidou em torno de um candidato definitivo para o segundo turno.
O instituto também destacou que a margem de erro de 2,5 pontos percentuais se aplica ao conjunto das 1.500 entrevistas, sendo que os subgrupos analisados têm bases menores e, portanto, margens de erro específicas.
Diferenças regionais e religiosas
Os recortes regionais revelam disparidades marcantes. No Nordeste, a aprovação de Lula chega a 60,5%, o maior índice entre as regiões pesquisadas. Em contraste, no Centro‑Oeste, apenas 35% dos entrevistados aprovam o presidente.
As regiões Sul, Sudeste e Norte apresentam resultados intermediários, mas a tendência geral aponta para uma maior simpatia ao presidente nas áreas mais ao norte do país.
Quando a religião é considerada, a divisão também é significativa. Entre os católicos, 55,5% aprovam o trabalho de Lula, enquanto entre os evangélicos esse número cai para 26,9%.
Os evangélicos concentram a maior resistência ao presidente, sendo o grupo religioso que mais desaprova a gestão. Já os católicos mostram uma maioria favorável, indicando que a religião pode ser um fator determinante nas escolhas eleitorais.
- Nordeste: 60,5% de aprovação
- Centro‑Oeste: 35% de aprovação
- Católicos: 55,5% de aprovação
- Evangelicos: 26,9% de aprovação
Esses cruzamentos apontam que a avaliação do presidente varia de forma expressiva conforme o segmento analisado, mas a pesquisa não permite atribuir as diferenças a causas específicas.
Metodologia e considerações finais
A pesquisa Meio/Ideia foi conduzida entre 15 e 19 de outubro, por telefone, com eleitores com 16 anos ou mais. A amostra totaliza 1.500 entrevistas, e a margem de erro geral é de 2,5 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.
O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-08251/2026‑BRASIL, garantindo a transparência dos dados e a possibilidade de auditoria por órgãos competentes.
Em síntese, a pesquisa indica que a percepção da população sobre o governo Lula está dividida, com uma leve vantagem para a avaliação negativa quando se trata da administração como um todo, mas com a aprovação presidencial praticamente equilibrada. Esses números sugerem que o segundo turno da eleição ainda pode ser altamente competitivo, e que fatores regionais e religiosos terão papel crucial na decisão dos eleitores.








