A pesquisa divulgada nesta terça‑feira, 22 de setembro, mostrou que a corrida pelo governo de Pernambuco está praticamente empatada entre a atual governadora e o ex‑prefeito da capital. O levantamento, realizado pelo instituto AtlasIntel, ouviu 1.836 eleitores entre 15 e 20 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. Os números apontam uma diferença de poucos décimos a favor da mandatária, mas ainda dentro da margem de erro.
Detalhes da pesquisa e metodologia
Para compor o estudo, os pesquisadores selecionaram uma amostra representativa dos eleitores de todas as regiões do estado, garantindo que áreas urbanas e rurais fossem contempladas de forma equilibrada. Cada entrevistado respondeu a um questionário estruturado, que incluiu perguntas sobre intenção de voto, avaliação de desempenho e preferências por políticas públicas. O método de coleta foi presencial, permitindo maior controle sobre a qualidade das respostas.
Os resultados revelam que, no primeiro turno, a governadora registra 48,6% das intenções de voto, enquanto o candidato da oposição tem 47,4%. Nenhum outro concorrente ultrapassou a marca de dois dígitos, e o terceiro colocado, ex‑vereador da capital, ficou com menos de 2% das preferências. Esses números mantêm o cenário de disputa acirrada, já que a diferença entre os dois principais é de apenas 1,2 ponto percentual.
Cenário para um eventual segundo turno
Embora a pesquisa não indique a necessidade de um segundo turno, ela deixa a possibilidade em aberto. Caso nenhum candidato alcance a maioria absoluta, as urnas podem ser convocadas novamente no final de outubro, obrigando os eleitores a escolher entre os dois líderes mais bem posicionados. Nesse cenário hipotético, a leve vantagem numérica da mandatária pode ser decisiva, mas ainda dependerá da mobilização dos eleitores indecisos.
Comparando com o levantamento anterior, realizado em 16 de setembro, observa‑se que a governadora perdeu quase um ponto percentual, enquanto o ex‑prefeito subiu pouco mais de um ponto. Ambas as variações permanecem dentro da margem de erro, o que indica estabilidade nas preferências eleitorais nos últimos dias de campanha.
Percepções dos eleitores sobre a gestão
Além da intenção de voto, o instituto questionou se a população considera que a atual governadora merece um novo mandato. Aproximadamente 55% dos entrevistados responderam afirmativamente, enquanto 38% acreditam que outro candidato seria mais adequado. Os demais se declararam indecisos ou não responderam.
O levantamento também comparou a avaliação dos dois candidatos em diferentes áreas de atuação, como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Em quase todos os segmentos, a incumbente recebeu notas superiores, exceto na categoria de impostos e carga tributária, onde o concorrente foi visto como mais competente.
- Saúde
- Educação
- Segurança pública
- Infraestrutura
- Impostos e carga tributária (onde o adversário lidera)
Essas percepções podem influenciar o comportamento do eleitorado nas próximas semanas, especialmente em municípios onde questões fiscais têm sido tema de debate intenso. Analistas apontam que a diferença de poucos décimos pode ser revertida se campanhas de comunicação focarem em pontos vulneráveis da gestão atual.
Outro aspecto relevante mencionado pelos entrevistados foi a confiança nas propostas de governo. Enquanto 62% dos apoiadores da mandatária acreditam que suas políticas trarão continuidade e estabilidade, 57% dos apoiadores do ex‑prefeito consideram que suas ideias representarão mudança e renovação. Essa polarização de expectativas pode intensificar a disputa nas redes sociais e nos debates televisivos.
Impacto das alianças políticas e de movimentos sociais
Durante a campanha, surgiram alianças estratégicas entre partidos menores e os dois principais concorrentes. O apoio de lideranças do PSOL, por exemplo, foi decisivo para manter o ex‑vereador da capital na disputa, ainda que sem alcançar números significativos. Por outro lado, movimentos sociais ligados ao setor agrário têm manifestado apoio ao candidato da oposição, reforçando sua base no interior do estado.
Entretanto, a pesquisa indica que essas alianças ainda não foram suficientes para alterar substancialmente o quadro geral. A maioria dos eleitores permanece focada nas propostas de governo e na avaliação da gestão passada, ao invés de seguir apenas linhas partidárias.
Próximos passos da campanha
Com a proximidade da data de votação, os candidatos intensificarão suas visitas a municípios estratégicos, especialmente nas regiões onde a margem de erro ainda pode ser decisiva. Roteiros de campanha incluem debates ao vivo, encontros com lideranças comunitárias e produção de conteúdo digital direcionado a eleitores jovens.
Especialistas em comunicação política recomendam que ambas as campanhas invistam em mensagens claras sobre saúde e segurança, áreas que ainda geram dúvidas entre a população. Ao mesmo tempo, a questão tributária deve ser abordada com transparência, já que a percepção de que o adversário tem vantagem nesse ponto pode ser explorada como ponto de ataque.
Em resumo, a pesquisa confirma que a disputa está em um ponto de equilíbrio delicado, onde pequenas variações de opinião podem definir o vencedor. A decisão final dos eleitores ainda depende de como as campanhas conseguirão mobilizar seus apoiadores e convencer os indecisos nas próximas semanas que antecedem o pleito.








