A mais recente pesquisa da empresa Futura, divulgada nesta quarta‑feira, 21 de outubro, revelou que Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva estão praticamente empatados nas intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento considerou apenas votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, e mostrou uma diferença numérica de 2,2 pontos percentuais entre os candidatos.
Metodologia e margem de erro
A pesquisa entrevistou 2.000 eleitores em todo o território nacional entre os dias 19 e 20 de outubro. A margem de erro declarada é de 2,2 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, o que significa que os resultados podem oscilar dentro desse intervalo sem indicar vantagem clara.
Por causa dessa margem, Flávio Bolsonaro (51,1%) e Lula (48,9%) são tecnicamente empatados nos votos válidos. Qualquer variação dentro de 2,2 pontos ainda manteria o cenário de empate.
Os dados foram coletados por telefone e internet, garantindo representatividade de diferentes faixas etárias, gêneros e regiões, conforme os padrões de amostragem da Futura.
Cenários de pergunta e resultados
Quando os entrevistados foram estimulados com o nome dos candidatos, Flávio Bolsonaro obteve 48,9% das intenções de voto, enquanto Lula ficou com 46,8%. Outros 2% declararam voto em branco ou nulo, e 2,3% permaneceram indecisos.
No cenário espontâneo, em que os nomes não foram apresentados, Flávio chegou a 47,2% e Lula a 46,1%. A diferença caiu para apenas 1,1 ponto percentual, reforçando a proximidade dos candidatos.
Os resultados por cenário podem ser resumidos em:
- Votos válidos: Flávio 51,1% | Lula 48,9% (diferença 2,2pp)
- Estimulado: Flávio 48,9% | Lula 46,8% (diferença 2,1pp)
- Espontâneo: Flávio 47,2% | Lula 46,1% (diferença 1,1pp)
Em todas as situações, a diferença permanece dentro da margem de erro, indicando que nenhum candidato tem vantagem estatística definida.
Comportamento por gênero, idade e região
O recorte por gênero revelou um abismo de preferências: entre as mulheres, Lula lidera com 53,5% contra 42,3% de Flávio, diferença de 11,2 pontos. Entre os homens, a situação se inverte, com Flávio alcançando 56% e Lula 39,5%, diferença de 16,5 pontos.
Nas faixas etárias, o candidato mais jovem (16‑24 anos) favorece Lula (50,8% vs 47%). Nas faixas de 25‑34 e 35‑44 anos, Flávio supera Lula com 51,5% e 53,5% respectivamente, enquanto Lula registra 45,3% e 42,1%. Entre os 45‑59 anos, Flávio mantém a frente (49,1% vs 45,8%). Já os eleitores com 60 anos ou mais dão ligeira vantagem a Lula (49,9% vs 45,2%).
Regionalmente, o Nordeste é o forte de Lula, que soma 62,5% contra 33,3% de Flávio. No Sul, o padrão se inverte: Flávio 68,2% e Lula 27,3%. No Sudeste, Flávio tem 52,4% e Lula 42,2%; no Centro‑Oeste, 53,1% contra 44,7%; e no Norte, a disputa está mais equilibrada, com Flávio 49,9% e Lula 48,3%.
Rejeição e percepção de divisão política
A rejeição aos candidatos também foi quase idêntica: 47,3% dos entrevistados afirmaram que não votariam em Lula, enquanto 45,2% rejeitaram Flávio Bolsonaro. Essa diferença de 2,1 pontos está dentro da margem de erro, indicando rejeição equilibrada.
Os números de rejeição variam por gênero: 54,2% dos homens rejeitam Lula contra 37,6% que rejeitam Flávio; entre as mulheres, 52,3% rejeitam Flávio e 41% rejeitam Lula.
Regionalmente, a rejeição a Lula chega a 65% no Sul e 52,9% no Centro‑Oeste, enquanto a rejeição a Flávio atinge 60% no Nordeste. No Norte, os percentuais são quase iguais (46,9% para Lula e 46,7% para Flávio).
Quando perguntados sobre a divisão política do país, 28,4% dos entrevistados se identificaram como “dividido/cansado”, 28% se alinharam ao lado de Lula e 24,1% ao lado de Bolsonaro. Outros 12,5% disseram não estar divididos e 7% não souberam ou não responderam, mostrando que a polarização é intensa, mas não absoluta.








