Uma nova pesquisa realizada pela Datafolha revelou um empate técnico entre o senador Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para o segundo turno das eleições presidenciais, divulgada dez dias antes da votação. O levantamento foi feito em todo o território nacional, contemplando todas as regiões e perfis demográficos. Os resultados consideram apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos.
Principais números da pesquisa
Os números apontam que 51% dos entrevistados declararam intenção de voto em Flávio Bolsonaro, enquanto 49% optariam por Lula. Quando incluídos os votos em branco e nulos, a diferença diminui para 47% contra 45%, mantendo o empate técnico.
A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, o que significa que a diferença entre os candidatos está dentro do intervalo estatístico de variação.
- 51% para Flávio (votos válidos)
- 49% para Lula (votos válidos)
- 47% para Flávio (votos totais)
- 45% para Lula (votos totais)
Esses dados contrastam com a pesquisa anterior, divulgada no dia 8, que mostrava 52% a favor de Flávio e 48% a favor de Lula, indicando uma leve retração do candidato do PL.
Metodologia e amostragem
A pesquisa foi contratada pela Empresa Folha da Manhã S.A., responsável pela publicação da Folha de S.Paulo, e contou com 2.520 entrevistas presenciais realizadas em todo o Brasil.
A amostra foi selecionada por meio de um desenho em múltiplos estágios, garantindo representatividade das cinco regiões do país, da natureza dos municípios, além de cotas de gênero, faixa etária e ajustes por escolaridade quando necessário.
Os entrevistadores aplicaram um questionário eletrônico, e ao menos 20% dos questionários de cada entrevistador foram submetidos a checagem para validar a consistência das respostas.
O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-02949/2026, assegurando a transparência e a rastreabilidade dos dados coletados.
Contexto político e implicações
O empate técnico surge em um momento de alta volatilidade nas intenções de voto, com eleitores ainda avaliando propostas, desempenho econômico e questões de segurança pública.
Para o candidato do PT, o resultado reforça a necessidade de mobilizar a base e conquistar eleitores indecisos, sobretudo nos estados do Nordeste e Centro-Oeste, onde a votação tem sido historicamente favorável.
Já para Flávio Bolsonaro, a diminuição de dois pontos percentuais em relação à pesquisa anterior pode indicar uma perda de impulso, exigindo estratégias de reforço em regiões como o Sul e o Sudeste.
A presença de uma margem de erro de dois pontos significa que, até a data da eleição, ainda há espaço para mudanças significativas nos índices, seja por novos eventos de campanha ou por variações nas preferências dos eleitores.
Analistas apontam que o desempenho dos candidatos nas redes sociais, bem como a cobertura da mídia tradicional, podem influenciar a decisão final dos eleitores nos próximos dias.
O que observar nas próximas semanas
Nos próximos dias, novas pesquisas de diferentes institutos deverão ser divulgadas, oferecendo um panorama mais completo sobre a tendência do eleitorado.
É fundamental acompanhar a evolução dos índices de abstenção, que historicamente podem impactar o resultado final, sobretudo em um cenário de empate técnico.
Além disso, o debate sobre políticas econômicas, reformas estruturais e questões de segurança deve continuar a moldar a opinião pública, podendo alterar a percepção dos eleitores sobre os candidatos.
Os partidos políticos também intensificarão suas campanhas de mobilização, com foco em bases regionais e grupos demográficos específicos, como jovens, mulheres e trabalhadores do setor informal.
Por fim, a transparência dos processos de coleta de dados e a confiabilidade das pesquisas serão cruciais para garantir a credibilidade do pleito, evitando a disseminação de informações equivocadas ou manipuladas.








