A pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta‑feira (11) revela que, em Pernambuco, quatro candidatos estão tecnicamente empatados nas intenções de voto para o Senado. O levantamento, realizado entre 8 e 20 de setembro, cobre as duas vagas que serão disputadas nas eleições de outubro. A margem de erro da sondagem é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Contexto da disputa senatorial em Pernambuco
O cenário político pernambucano tem se tornado cada vez mais competitivo, sobretudo porque o estado dispõe de duas vagas no Senado Federal que serão preenchidas em outubro de 2026. Os principais nomes que aparecem nas pesquisas são Marília Arraes, do PDT, Humberto Costa, do PT, Mendonça Filho, do PL, e Eduardo da Fonte, do PP. Cada um desses políticos traz uma trajetória distinta, o que aumenta a complexidade da decisão dos eleitores.
Marília Arraes, conhecida por sua atuação no legislativo estadual e por sua ligação com a família Arraes, tem conquistado apoio nas áreas urbanas. Humberto Costa, veterano do PT, aposta em sua experiência no Congresso e em projetos de saúde pública. Mendonça Filho, que já ocupou cargos executivos no governo estadual, busca reforçar sua imagem de gestor. Eduardo da Fonte, representante do PP, tem focado em propostas de desenvolvimento econômico regional.
Detalhes da pesquisa e metodologia
A pesquisa foi contratada pela TV Globo e pelo jornal Folha de S.Paulo, e contou com a entrevista de 1.204 eleitores em todo o estado. O método utilizado foi o de entrevista presencial, garantindo a representatividade dos diferentes perfis socioeconômicos da população pernambucana.
Os entrevistados foram questionados de duas formas distintas: na pesquisa espontânea, em que não foram mostrados os nomes dos candidatos, e na pesquisa estimulada, na qual os nomes foram apresentados. Enquanto 58 % dos respondentes permaneceram indecisos na versão espontânea, a versão estimulada trouxe números mais precisos.
- Marília Arraes (PDT) – 18 %
- Humberto Costa (PT) – 16 %
- Mendonça Filho (PL) – 12 %
- Eduardo da Fonte (PP) – 10 %
Além desses quatro nomes, a lista incluía o Pastor Gilvan Costa, do Democrata, cuja candidatura foi indeferida pela Justiça Eleitoral. O caso ainda está pendente de julgamento no Tribunal Superior Eleitoral, o que pode influenciar a dinâmica da corrida.
Análise dos números e cenários possíveis
Os resultados indicam um empate técnico entre os quatro principais candidatos, já que a diferença entre eles está dentro da margem de erro de três pontos. Isso significa que, ao considerar a variação estatística, qualquer um dos quatro pode assumir a primeira ou a segunda vaga.
Os eleitores que ainda estão indecisos – 58 % na pesquisa espontânea – representam um bloco decisivo que pode mudar o cenário nas próximas semanas. Campanhas de mobilização, debates e a divulgação de propostas específicas deverão ser intensificadas para atrair esse público.
Quando analisamos o comportamento dos eleitores em relação ao primeiro e ao segundo voto, observamos que alguns candidatos são mais citados para a primeira vaga, enquanto outros aparecem como segunda escolha. Essa estratégia de “voto de apoio” pode ser crucial para definir quem ocupará a segunda vaga, caso o candidato mais bem colocado já tenha garantido a primeira.
Implicações para a corrida eleitoral
O fato de a pesquisa ter sido realizada por uma empresa reconhecida como o Datafolha confere credibilidade aos números, mas também gera expectativa nos partidos. Cada legenda deverá analisar os pontos fortes e fracos revelados pela sondagem para ajustar suas estratégias de campanha.
A situação jurídica do Pastor Gilvan Costa pode gerar um efeito cascata. Caso a Justiça Eleitoral confirme o indeferimento, os eleitores que o apoiavam precisarão redirecionar seu voto, possivelmente reforçando um dos quatro candidatos em destaque.
Além disso, a presença de candidatos de diferentes partidos – PDT, PT, PL e PP – evidencia a fragmentação do espectro político em Pernambuco. Essa diversidade pode levar a alianças de segundo turno ou a acordos de apoio mútuo entre partidos que compartilham agendas semelhantes.
Em termos de comunicação, a campanha digital tem sido um elemento central. Os candidatos têm investido em redes sociais, produção de conteúdo em vídeo e interação direta com eleitores por meio de aplicativos de mensagem. Essa estratégia visa reduzir a taxa de indecisão, apresentando propostas de forma clara e acessível.
Por fim, o eleitorado pernambucano demonstra um alto nível de exigência quanto à transparência e ao histórico dos candidatos. A divulgação de documentos, a participação em debates e a postura em relação a questões como saúde, educação e segurança pública serão fatores determinantes nas próximas semanas que antecedem o pleito.
Com as eleições de outubro se aproximando, a dinâmica apresentada pela pesquisa Datafolha indica que a disputa está longe de se definir. O equilíbrio entre os quatro principais candidatos, aliado ao grande número de eleitores indecisos, cria um cenário de alta competitividade que deve ser acompanhado de perto pelos analistas políticos e pelos próprios candidatos.








