A Quaest divulgará, na terça‑feira, 22 de setembro, os resultados de uma nova pesquisa que analisa a corrida presidencial entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) no estado da Paraíba. O levantamento, que cobre todo o território paraibano, foi realizado entre 18 e 21 de setembro e traz informações sobre a metodologia, perfil dos eleitores e custos da pesquisa. Esta reportagem traz uma análise aprofundada dos dados que serão publicados.
Metodologia adotada pela pesquisa
A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral em 16 de setembro, sob o número BR‑09990/2026, e conta com margem de erro de até 3 pontos percentuais, tanto para mais quanto para menos, com nível de confiança de 95%.
O trabalho de campo foi conduzido por entrevistadores treinados, que utilizaram tablets ou dispositivos eletrônicos para aplicar questionários estruturados a eleitores com idade a partir de 16 anos.
O desenho amostral segue a técnica de conglomerados em três estágios: primeiro, a seleção aleatória dos municípios que participarão; segundo, a escolha de setores censitários dentro desses municípios; e, por fim, a definição dos domicílios e dos entrevistados conforme as cotas estabelecidas.
Para garantir a qualidade dos dados, as entrevistas passaram por procedimentos de consistência, georreferenciamento e checagem de áudio em 30% das amostras coletadas.
Todo o processo foi supervisionado por profissionais de pesquisa de opinião, assegurando que os resultados reflitam fielmente o comportamento do eleitorado paraibano.
Perfil dos eleitores entrevistados
A amostra totaliza 804 eleitores, distribuídos de forma a representar sexo, faixa etária, renda familiar e escolaridade do estado.
Quanto à composição de gênero, 53% dos entrevistados são mulheres e 47% são homens, proporcionando equilíbrio na análise de preferências.
A segmentação etária foi definida da seguinte maneira:
- 33% com idade entre 16 e 34 anos;
- 45% entre 35 e 59 anos;
- 22% com 60 anos ou mais.
Em relação à renda domiciliar, a distribuição ficou assim:
- 47% com renda de até dois salários mínimos;
- 39% entre dois e cinco salários mínimos;
- 14% acima de cinco salários mínimos.
Essas categorias permitem identificar tendências de voto entre diferentes grupos socioeconômicos, o que é essencial para entender a dinâmica da disputa.
A pesquisa também coleta informações sobre nível de escolaridade, ocupação e frequência de consumo de mídia, fatores que influenciam a formação de opinião dos eleitores.
Custos, registro e abrangência da pesquisa
O investimento total da Quaest para a realização deste levantamento foi de R$ 97.887, valor que cobre a logística de campo, remuneração dos entrevistadores, tecnologia de coleta e análise de dados.
Todo o procedimento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR‑09990/2026, garantindo transparência e conformidade com as normas eleitorais.
A abrangência geográfica inclui municípios de diferentes regiões da Paraíba, de áreas urbanas a zonas rurais, assegurando que a amostra reflita a diversidade do estado.
Além da coleta presencial, a pesquisa utilizou técnicas de georreferenciamento para validar a localização dos domicílios entrevistados, reduzindo possíveis vieses de amostragem.
Os resultados finais, que serão publicados a partir de 22 de setembro, deverão ser analisados à luz desses parâmetros metodológicos, oferecendo uma base sólida para interpretações políticas.
Expectativas para a disputa presidencial na Paraíba
Em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva conquistou 66,62% dos votos válidos na Paraíba, enquanto Jair Bolsonaro obteve 33,38%, quase metade da marca do petista.
Com a entrada de Flávio Bolsonaro como candidato oficial do PL, a dinâmica eleitoral pode sofrer alterações, especialmente entre eleitores jovens e de renda mais alta.
Os dados demográficos revelam que eleitores de 16 a 34 anos representam um terço da amostra, um grupo que historicamente demonstra maior propensão a mudanças de voto.
Já os eleitores com renda superior a cinco salários mínimos, embora em menor número (14%), tendem a ter maior acesso a informações e podem influenciar a narrativa política nas mídias sociais.
Analistas apontam que a margem de erro de 3 pontos pode ser decisiva em uma corrida apertada, tornando cada ponto percentual relevante para a campanha de ambos os candidatos.
Portanto, a divulgação dos resultados da Quaest será observada atentamente por partidos, candidatos e especialistas, que buscarão identificar oportunidades e riscos nas próximas etapas da campanha presidencial.








