Uma pesquisa divulgada nesta quarta‑feira, 23 de setembro, trouxe novos números sobre a disputa pelo governo de Minas Gerais. O estudo entrevistou quase 1.800 eleitores entre os dias 15 e 20 de setembro, revelando o posicionamento atual dos principais candidatos.
Cenário atual da corrida
Os resultados indicam que o senador Cleitinho Azevedo, do Republicanos, consolidou a liderança com 39,3% das intenções de voto. Essa porcentagem coloca o candidato à frente da lista e demonstra uma vantagem considerável sobre os demais concorrentes.
Logo atrás, o deputado federal Patrus Ananias, do PT, aparece com 31,0%, representando o candidato oficial do presidente Lula no estado. Embora ainda distante da liderança, o número mostra que o petista mantém uma base sólida de apoio.
O ex‑prefeito de Belo Horizonte Alexandre Kalil, do PDT, aparece em terceiro lugar, mas com apenas 8,3% das intenções. Esse resultado evidencia a dificuldade da candidatura petista de se manter relevante frente à campanha de Kalil.
Outros nomes têm participação marginal: Indira Xavier (UP) registra 0,3% e o professor Túlio Lopes (PCB) 0,2%. Henrique Áreas (PCO) e Rafael Duda (PSTU) não pontuaram nas respostas.
- Cleitinho Azevedo (Republicanos) – 39,3%
- Patrus Ananias (PT) – 31,0%
- Alexandre Kalil (PDT) – 8,3%
- Indira Xavier (UP) – 0,3%
- Professor Túlio Lopes (PCB) – 0,2%
- Henrique Áreas (PCO) – 0,0%
- Rafael Duda (PSTU) – 0,0%
Detalhes da pesquisa e margem de erro
O levantamento foi realizado por telefone, com amostragem aleatória em todas as regiões do estado. A margem de erro é de dois pontos percentuais, o que significa que os números podem variar dentro desse intervalo sem alterar a tendência geral.
O nível de confiança adotado é de 95%, padrão para pesquisas eleitorais no Brasil. Essa taxa indica que há 95% de chance de que os resultados reflitam a opinião real dos eleitores dentro da margem de erro.
O registro oficial da pesquisa foi feito no Tribunal Superior Eleitoral, sob o número MG-03290/2026, garantindo transparência e conformidade com as normas da Justiça Eleitoral.
Além do recorte temporal, a amostra considerou fatores como idade, sexo, nível de escolaridade e renda, buscando representar fielmente a diversidade da população mineira.
Implicações para o segundo turno
Com a consolidação de Cleitinho Azevedo como favorito, a estratégia das campanhas passa a focar na mobilização de eleitores indecisos e na tentativa de reduzir a diferença para Patrus Ananias.
Segundo a projeção, se o segundo turno ocorrer, a diferença entre os dois principais candidatos pode chegar a 12 pontos percentuais, o que ainda permite margem para reviravoltas, sobretudo se houver alianças ou mudanças de discurso.
Patrus Ananias, apesar de estar em segundo, tem potencial para atrair eleitores de Kalil e dos candidatos menores, caso consiga apresentar propostas que conversem com as demandas regionais.
Kalil, por sua vez, pode desempenhar o papel de “candidato de corte”, influenciando o resultado final ao direcionar seus apoiadores para um dos dois candidatos mais fortes.
Os partidos menores, ainda que com números reduzidos, podem ser decisivos em municípios estratégicos, onde a diferença entre candidatos pode ser mínima.
Historicamente, Minas Gerais tem sido um estado decisivo nas eleições presidenciais e estaduais, e a dinâmica atual reflete um eleitorado ainda em processo de definição.
Os analistas apontam que a campanha de Cleitinho tem investido pesado em presença nas mídias digitais, enquanto Patrus tem reforçado a agenda de políticas públicas voltadas para a classe trabalhadora.
Outro ponto relevante é a participação de grupos de interesse, como sindicatos e associações empresariais, que podem direcionar recursos e apoio logístico para um dos candidatos.
As próximas semanas serão decisivas para a consolidação de alianças, definição de estratégias de campanha e mobilização de bases eleitorais.
É importante observar que a pesquisa não captura ainda possíveis mudanças de opinião geradas por debates, comícios ou escândalos que possam surgir nos próximos dias.
Portanto, a corrida ainda está longe de ser encerrada, e a margem de erro deixa espaço para ajustes nas projeções.
Os candidatos ainda têm oportunidade de ampliar seus números, sobretudo por meio de visitas a cidades do interior, onde a adesão ao voto pode ser mais volátil.
Em síntese, a liderança atual de Cleitinho Azevedo representa um indicativo forte, mas não definitivo, de que ele deve avançar para o segundo turno com vantagem.
Patrus Ananias, embora atrás, possui uma base que pode ser ampliada, especialmente se conseguir atrair eleitores descontentes com a campanha de Cleitinho ou com a postura de Kalil.
O cenário futuro dependerá de como cada campanha responderá às críticas, às demandas da população e às movimentações dos adversários nos próximos dias.
Assim, a disputa em Minas Gerais segue em aberto, com a pesquisa servindo como um termômetro, mas não como uma sentença final.








