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Pesquisa aponta novo cenário no Senado de São Paulo após desistência de Ricardo Salles

Na última segunda‑feira, 29 de setembro, o deputado Ricardo Salles (Novo) desistiu da disputa pelo Senado de São Paulo e anunciou apoio ao candidato Guilherme Derrite (PP). A primeira pesquisa realizada após a saída de Salles foi divulgada na terça‑feira, 28 de setembro, pelo instituto Real Time Big Data. O levantamento entrevistou 2 000 eleitores paulistas entre 24 e 28 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e confiança de 95%.

Desistência de Ricardo Salles e seu impacto imediato

A retirada de Salles chegou no último dia do campo de coleta, o que fez com que seu nome ainda aparecesse nas intenções de voto, registrando 6 % de apoio. Essa presença residual indica que parte dos eleitores ainda não recebeu a informação da desistência ou mantém preferência simbólica. O apoio anunciado a Guilherme Derrite pode mudar a dinâmica de alianças, já que Salles traz consigo uma base de eleitores conservadores.

Analistas políticos apontam que a decisão de Salles pode ser estratégica, buscando garantir influência nas decisões do futuro senador. Ao apoiar Derrite, o deputado do Novo tenta manter relevância dentro do bloco de centro‑direita, mesmo fora da corrida. Essa movimentação pode também abrir espaço para negociações de cargos ou apoio em projetos legislativos.

Resultados da pesquisa Real Time Big Data

O cenário apresentado pela pesquisa coloca Guilherme Derrite na liderança, com 22 % das intenções de voto. Ele empata tecnicamente com o deputado estadual André do Prado (PL), que registra 20 %, e com a ex‑ministra Simone Tebet (PSB), que aparece com 18 %. A ex‑ministra Marina Silva (Rede) segue em quarto lugar, com 15 %, empatada tecnicamente com Tebet e Do Prado.

Os candidatos de menor expressão – Petter Maahs (PCB), William Teixeira (Agir), Maíra de Souza (UP), Marcio Alves (UP), Ednelson Cesaretti (PCO), Dra. Eliana Ferreira (PSTU) e Weller Gonçalves (PSTU) – somaram apenas 1 % dos votos e foram classificados como “outros”.

  • Petter Maahs (PCB)
  • William Teixeira (Agir)
  • Maíra de Souza (UP)
  • Marcio Alves (UP)
  • Ednelson Cesaretti (PCO)
  • Dra. Eliana Ferreira (PSTU)
  • Weller Gonçalves (PSTU)

A pesquisa considerou tanto a primeira quanto a segunda preferência dos eleitores, já que em 2026 cada cidadão escolherá dois candidatos ao Senado. Essa metodologia permite observar como os eleitores distribuem seu apoio entre pares de candidatos, revelando possíveis coligações informais.

Análise das lideranças e possíveis alianças

Guilherme Derrite, ao assumir a liderança, ganha força não apenas por seu número absoluto, mas também pela capacidade de atrair o segundo voto de eleitores indecisos. A proximidade de sua porcentagem com a de André do Prado e Simone Tebet indica que alianças regionais ou programáticas podem ser decisivas. Por exemplo, um acordo de apoio mútuo entre Derrite e do Prado poderia consolidar a base conservadora e ampliar o alcance nas áreas metropolitanas.

Simone Tebet, ex‑ministra do Desenvolvimento, tem mantido forte apelo entre eleitores centristas e progressistas, especialmente nas capitais. Seu desempenho de 18 % sugere que ainda possui margem para crescer, sobretudo se conseguir atrair o segundo voto de eleitores que ainda consideram Derrite ou do Prado como primeira opção.

Marina Silva, com 15 %, permanece como a principal representante do ecologismo e da agenda ambiental. Sua posição pode ser fortalecida se houver um consenso entre eleitores que buscam alternativas ao tradicional bipartidarismo. A possibilidade de um segundo voto cruzado entre Silva e Tebet pode criar uma frente de centro‑esquerda.

O que esperar para as eleições de 2026

Com a desistência de Salles, a corrida ao Senado de São Paulo entra em uma fase de consolidação de lideranças. Os números indicam que a disputa será bastante apertada, com três candidatos principais disputando quase 60 % do eleitorado. As estratégias de campanha deverão focar na obtenção do segundo voto, essencial para alcançar a maioria absoluta.

Os partidos menores, classificados como “outros”, ainda podem exercer influência ao direcionar seu pequeno bloco de eleitores para um dos grandes candidatos. Essa prática costuma acontecer nas convenções partidárias, onde acordos de apoio são firmados em troca de cargos ou visibilidade.

O registro da pesquisa no TSE (código SP‑06293/2026) garante a transparência dos dados e permite que outras institutos reproduzam a metodologia. Essa rastreabilidade é importante para que candidatos e analistas verifiquem a consistência dos resultados ao longo do tempo.

Em termos de cronograma, a campanha oficial terá início em 2025, mas as pré‑campanhas já se intensificam. Os candidatos que conseguirem firmar alianças estratégicas agora podem ganhar vantagem competitiva, especialmente no que tange ao financiamento de mídia e ao engajamento nas redes sociais.

Por fim, a participação do eleitorado paulista tem se mostrado alta nas pesquisas, refletindo o interesse crescente nas eleições de 2026. O cenário ainda pode mudar, mas a atual configuração aponta para uma disputa acirrada, onde o segundo voto será o verdadeiro divisor de águas.

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