Luiz Inácio Lula da Silva concorre novamente à Presidência da República, com o número 13 nas urnas. A disputa se intensifica no segundo turno, marcado para 25 de outubro de 2026, em todo o território nacional.
Detalhes da candidatura de Lula
Lula é candidato oficial do Partido dos Trabalhadores (PT) e busca a reeleição após um mandato marcado por políticas de inclusão social e retomada econômica. O número 13, tradicionalmente associado ao líder sindical, aparecerá em todas as seções eleitorais do país. A candidatura foi confirmada após a homologação dos documentos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em junho de 2026.
Além do número de urna, a candidatura traz um conjunto de propostas voltadas para a classe trabalhadora, pequenos empreendedores e setores vulneráveis. Entre as propostas, destaca‑se a ampliação do programa de renda mínima e a criação de um novo pacote de apoio ao microempreendedor individual (MEI). O candidato também prometeu reforçar a política externa, mantendo o Brasil como ator relevante nos fóruns internacionais.
O histórico eleitoral de Lula inclui quatro vitórias presidenciais, duas derrotas e uma série de cargos legislativos e executivos. Seu currículo ainda conta com a fundação do programa Bolsa Família, a criação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e a assinatura de acordos comerciais estratégicos. Essa bagagem tem sido usada como argumento central nas campanhas de mídia e nos debates.
Como funciona a votação no segundo turno
No segundo turno, o eleitorado brasileiro terá menos opções de voto do que no primeiro turno, pois apenas o cargo de presidente será disputado na maioria das localidades. Em algumas regiões, porém, o eleitor também precisará escolher governador, dependendo da situação política local.
Para os estados onde há eleição para governador simultaneamente, a urna exibirá primeiro a tela de votação para governador e, em seguida, a tela para presidente. O eleitor deverá digitar dois dígitos para cada cargo, seguindo a ordem apresentada.
- Acre
- Amazonas
- Distrito Federal
- Rio Grande do Norte
- Espírito Santo
- Tocantins
Em municípios sem segunda volta para governador, a única escolha será o presidente, simplificando o processo. A interface da urna eletrônica apresenta o número de dois dígitos, o nome do candidato e a foto, facilitando a confirmação antes da confirmação final.
Caso o eleitor deseje corrigir um voto, basta pressionar o botão de correção (⟲) antes de confirmar. Após a confirmação, o voto é registrado de forma criptografada, garantindo a segurança e a integridade do resultado.
Perfil dos eleitores e dados do TSE
De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral, o Brasil conta com 158,7 milhões de eleitores aptos a votar em 2026. Dessas pessoas, cerca de 70% têm idade entre 18 e 49 anos, enquanto a parcela acima de 60 anos representa aproximadamente 15% do total.
O TSE também divulgou que a taxa de comparecimento nas eleições passadas ficou em torno de 80%, indicando um alto engajamento cívico. Nas urnas, a maioria dos eleitores utiliza o voto eletrônico, que tem sido adotado desde 1996 e passou por aprimoramentos de segurança nos últimos anos.
Além dos números de eleitores, o tribunal disponibiliza informações detalhadas sobre cada candidato, como histórico eleitoral, declaração de bens e gastos de campanha. Esses dados podem ser acessados na ferramenta “Quem são os candidatos”, disponível no portal do g1.
Os gastos de campanha são monitorados em tempo real, permitindo que a sociedade civil acompanhe a origem dos recursos e a destinação das despesas. Transparência tem sido um ponto central nas reformas eleitorais recentes, visando coibir práticas de financiamento ilícito.
O que esperar da campanha
A campanha de Lula para o segundo turno deve focar em consolidar a base de apoio nos estados onde o PT tem tradicionalmente maior adesão, como o Nordeste e o Sul. Ao mesmo tempo, o candidato buscará ampliar sua presença nas regiões centrais, onde a disputa costuma ser mais acirrada.
As estratégias de comunicação incluem o uso intensivo de redes sociais, anúncios em televisão aberta e fechada, além de encontros presenciais em cidades estratégicas. A mensagem central girará em torno da continuidade dos programas sociais e da necessidade de estabilidade econômica.
Os adversários políticos deverão concentrar esforços em críticas ao desempenho econômico do governo atual, apontando questões como inflação, desemprego e dívida pública. O debate sobre o futuro do programa de apoio ao MEI também deve ganhar destaque, já que o segmento representa mais de 10 milhões de trabalhadores formais no país.
Por fim, a dinâmica do segundo turno pode ser influenciada por fatores externos, como a situação econômica global, a cotação do dólar e as negociações comerciais. Observadores apontam que a capacidade de Lula de articular alianças com partidos menores será decisiva para garantir a maioria absoluta no Colégio Eleitoral.








