Luiza Ambiel contou que foi vítima de assédio sexual por parte do ator Serginho Hondjakoff durante as gravações do reality “Made In Japão” em 2020, na emissora Record. O relato, divulgado recentemente, reacende o debate sobre condutas inadequadas em programas de TV ao vivo.
Contexto do incidente
O episódio teria ocorrido enquanto os participantes aguardavam o início de uma prova. Todos vestiam macacões e microfones, o que permitiu que o áudio da reação de Luiza fosse captado, ainda que as câmeras não estivessem posicionadas naquele ponto.
Segundo a modelo, ela estava na última posição da fila feminina quando Serginho, que estava logo atrás, pressionou partes íntimas contra o seu corpo. A situação provocou um grito imediato da participante, que descreveu como “um instante de choque e medo”.
Ao perceber a reação, Luiza afirmou que se lançou contra o ator, xingando-o e tentando se desvencilhar. As demais concorrentes precisaram segurá‑la para evitar que a situação escalasse ainda mais.
Repercussão na produção
O áudio captado pelos microfones chegou à direção do programa, que convocou Luiza para uma conversa interna. A produção, então, decidiu retirar Serginho da competição, mas divulgou um motivo diferente ao público: alegou que o ator saiu por dores nas costas.
Luiza destacou que, apesar da explicação oficial, ela percebeu a real razão da remoção. “Ele foi tirado do programa, como se ele tivesse saído com dor nas costas. Não foi, foi por causa disso”, declarou.
A modelo explicou ainda por que não procurou a polícia. Ela contou que a esposa de Serginho estava grávida na época, o que influenciou sua decisão de não acionar as autoridades.
Reações de outros envolvidos
Na mesma semana em que o caso foi lembrado, Serginho Hondjakoff participou de uma entrevista com Daniel Erthal e Lucas Bissoli. O ator negou ter tocado Ana Bruna de forma inadequada e afirmou que o abraço pedido foi feito apenas com uma sunga, sem intenção de assédio.
Erthal questionou se o ator forçou alguma aproximação com a colega de confinamento, ao que Serginho respondeu que apenas solicitou o abraço e que não houve contato das partes íntimas.
A equipe de representação de Serginho também emitiu nota nas redes sociais, classificando a situação como “vergonhosa” e afirmando que acompanharão os desdobramentos do caso.
Impacto no debate público
O relato de Luiza Ambiel reacende discussões sobre a necessidade de ambientes seguros nos reality shows. Especialistas apontam que a presença de microfones pode servir como ferramenta de prova, mas que a falta de câmeras em momentos críticos dificulta a transparência.
Além disso, a reação da produção da Record levanta dúvidas sobre a prática de ocultar verdadeiras motivações de afastamento de participantes, gerando desconfiança entre o público.
Organizações de direitos das mulheres ressaltam que a decisão de não denunciar casos de assédio por questões pessoais, como gravidez de familiares do acusado, é compreensível, mas destaca a importância de mecanismos internos que protejam as vítimas.
- Microfones como evidência: a gravação de áudio pode ser decisiva em casos de assédio.
- Políticas de proteção: programas de TV precisam de protocolos claros para lidar com denúncias.
- Transparência da produção: comunicar a real causa de afastamentos evita especulações.
Enquanto o caso ganha novos contornos, o público acompanha de perto as declarações de ambas as partes. A narrativa demonstra como situações de abuso podem permanecer ocultas por longos períodos, sobretudo em ambientes competitivos e de alta exposição.
O futuro de Serginho Hondjakoff no entretenimento ainda é incerto, mas o episódio evidencia a necessidade de reforçar mecanismos de prevenção e apoio às vítimas dentro da indústria televisiva.








