Uma pesquisa recente do Real Time Big Data revelou que a disputa presidencial em Minas Gerais está extremamente equilibrada, com o presidente Lula e o senador Flávio Bolsonaro praticamente empatados nas intenções de voto. O levantamento foi divulgado na segunda‑feira, 21 de setembro de 2026, e abrangeu 2 mil eleitores do estado. Os dados apontam que Minas Gerais continua sendo um estado‑pêndulo decisivo nas eleições nacionais.
Resultados do primeiro turno
No cenário do primeiro turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera com 39% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 35%. Essa diferença de quatro pontos percentuais está dentro da margem de erro de dois pontos, o que significa que, estatisticamente, os dois candidatos podem estar empatados.
Além dos dois principais, outros candidatos coletivos somam apenas 1% das intenções, sendo classificados como “outros”. Essa parcela inclui nomes como Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Clariana Barão (DC), Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanchae (PRTB).
- Rui Costa Pimenta (PCO)
- Samara Martins (UP)
- Edmilson Costa (PCB)
- Hertz Dias (PSTU)
- Clariana Barão (DC)
- Wilson Grassi (Democrata)
- Leonardo Avalanchae (PRTB)
Esses candidatos, embora representem nichos específicos, não exercem influência significativa no resultado global da corrida, mas podem ser decisivos em situações de segundo turno, caso consigam captar eleitores indecisos.
Perspectivas para o segundo turno
Quando a simulação considera um eventual segundo turno, Flávio Bolsonaro assume a dianteira com 46% das intenções de voto, superando Lula, que aparece com 45%. Novamente, a diferença de um ponto percentual está dentro da margem de erro, indicando um empate técnico.
Essa inversão de posição entre os turnos sugere que o eleitorado mineiro pode mudar de opinião conforme avançam as campanhas, debates e estratégias de mobilização. A proximidade dos números reforça a importância de cada campanha focar em micro‑segmentos e em questões regionais que ressoam com a população.
Além das intenções de voto, a pesquisa aponta que ambos os candidatos são os mais rejeitados no estado, com 50% de rejeição cada um. Esse alto nível de rejeição pode gerar volatilidade, já que eleitores descontentes podem migrar para outros candidatos ou abster-se.
Análise da rejeição e do cenário eleitoral
A taxa de rejeição de 50% para Lula e Flávio Bolsonaro indica que metade do eleitorado de Minas Gerais não se identifica com nenhum dos dois principais. Esse cenário abre espaço para negociações políticas, alianças e até mesmo para a entrada de candidatos de centro ou de partidos menores que possam atrair o eleitor descontente.
Especialistas apontam que a história eleitoral de Minas Gerais, que sempre foi decisiva para a vitória dos presidentes, reforça a necessidade de campanhas bem estruturadas. Desde a redemocratização, todos os presidentes eleitos venceram o estado, o que eleva ainda mais a importância de entender o comportamento dos eleitores mineiros.
O levantamento foi realizado entre 16 e 19 de setembro, com margem de erro de dois pontos percentuais e índice de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01531/2026, garantindo sua validade e transparência.
Analistas de comunicação ressaltam que a proximidade dos números pode levar a um aumento de investimento em mídia digital, visitas a comunidades locais e debates ao vivo. A estratégia de segmentação de público, baseada em dados comportamentais, será crucial para conquistar os eleitores indecisos.
Além disso, o cenário de alta rejeição pode incentivar os candidatos a adotarem mensagens de reconciliação e propostas de políticas públicas que atendam a demandas específicas, como saúde, educação e segurança, áreas que historicamente têm grande peso nas decisões de voto em Minas Gerais.
Em resumo, a pesquisa indica que Minas Gerais permanece como um estado‑pêndulo, onde pequenos movimentos de opinião podem determinar o resultado final da eleição presidencial. A disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro está tão equilibrada que qualquer mudança nas estratégias de campanha, nos debates ou nos acontecimentos externos pode alterar o panorama eleitoral.








