Uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira, 23 de setembro, revelou que o presidente Luiz Inácio Lula da da Silva continua à frente nas intenções de voto em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. O levantamento, realizado entre 15 e 20 de setembro, cobre 1.799 eleitores do estado e tem margem de erro de dois pontos percentuais com 95% de confiança.
Contexto da pesquisa
A AtlasIntel, empresa de consultoria política, conduziu o estudo com amostragem proporcional às principais regiões de Minas Gerais. Os entrevistados foram selecionados por telefone e internet, garantindo representatividade de diferentes faixas etárias, renda e escolaridade. A metodologia segue as normas do Tribunal Superior Eleitoral, que registrou a pesquisa sob o número BR-06996/2026.
O objetivo foi mapear a preferência dos eleitores para o segundo turno da eleição presidencial, que ocorrerá em menos de duas semanas. O cenário analisado inclui apenas os candidatos oficialmente habilitados a disputar o pleito, excluindo aqueles que não atingiram a cota mínima de votos nas primeiras etapas.
Detalhes dos resultados
Lula aparece como favorito com 45,3% das intenções de voto, enquanto o senador Flávio Bolsonaro registra 44,9%. A diferença de 0,4 ponto está dentro da margem de erro, o que indica um empate técnico entre os dois nomes. Essa proximidade demonstra que a corrida está extremamente acirrada no segundo maior colégio eleitoral do Brasil.
Além dos dois principais, a pesquisa traz o desempenho de candidatos menores, que acumulam percentuais insignificantes. Os resultados são apresentados a seguir:
- Hertz Dias (PSTU) – 0,4%
- Edmilson Costa (PCB) – 0,2%
- Rui Costa Pimenta (PCO) – 0,1%
- Samara (UP) – 0,1%
Outros nomes como Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), o veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Samara (UP) não obtiveram pontuação relevante na amostra. Esses percentuais baixos reforçam a concentração de votos nos dois principais candidatos.
Implicações para o segundo turno
O empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro pode influenciar estratégias de campanha nas próximas semanas. Ambos os candidatos deverão intensificar a presença nas redes sociais, visitar cidades-chave e buscar alianças com lideranças regionais para consolidar apoio.
Especialistas apontam que a disputa em Minas Gerais pode servir de termômetro para outros estados decisivos, como São Paulo e Rio de Janeiro. Um desempenho forte em Minas pode gerar impulso psicológico e logístico para a campanha vencedora.
Além disso, a margem de erro de dois pontos percentuais indica que pequenas variações na mobilização de eleitores podem mudar o cenário. Por isso, campanhas de base, com porteiros e voluntários, são essenciais para garantir a presença nas urnas no dia da votação.
Os analistas também ressaltam que fatores externos, como a situação econômica, a segurança pública e as políticas de saúde, ainda podem mudar a percepção dos eleitores até o dia da eleição. A volatilidade do eleitorado brasileiro é bem conhecida, e pesquisas de última hora costumam revelar alterações significativas.
Em resumo, a pesquisa da AtlasIntel mostra um cenário de alta competitividade em Minas Gerais, onde o presidente Lula mantém a liderança nominal, mas enfrenta um empate técnico com Flávio Bolsonaro. O resultado destaca a importância de campanhas bem estruturadas e da mobilização de eleitores nos dias que antecedem o pleito.








