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Lula encerra campanha na Avenida Paulista e celebra a mobilização popular no segundo turno

Lula da Silva realizou, neste sábado (24), o último ato de sua campanha para a reeleição nas eleições de 2026, escolhendo a icônica Avenida Paulista, em São Paulo, como palco. O evento começou pouco antes das 16h, reunindo milhares de apoiadores, lideranças políticas e a própria família do presidente. A presença de figuras como a esposa Janja, o vice‑presidente Geraldo Alckmin e representantes de diversos partidos reforçou a mensagem de unidade nacional.

Presença de lideranças e representantes

Ao chegar ao local, Lula foi acompanhado por um grupo diversificado de políticos, ativistas e personalidades públicas. Entre eles estavam:

  • Rosangela da Silva (Janja), esposa do presidente
  • Geraldo Alckmin (PSB), vice‑presidente da República
  • Guilherme Boulos (PSOL), candidato à prefeitura de São Paulo
  • Márcio França (PSB), governador de São Paulo
  • Simone Tebet (PSB), candidata ao Senado
  • Ex‑ministros Fernando Haddad (PT) e Marina Silva (Rede)

Essas presenças foram destacadas como símbolo da convergência de diferentes correntes políticas em torno de um objetivo comum: garantir a continuidade das políticas sociais e econômicas iniciadas em 2023.

Mobilização popular no segundo turno

Lula ressaltou que a campanha do segundo turno se diferenciou por uma participação cidadã sem precedentes. Ele comparou o atual cenário ao pleito de 1989, afirmando que, “há muitos anos, nem os mais velhos que faziam campanha política tinham visto uma mobilização como a que vemos hoje”.

Segundo o candidato, a sociedade brasileira assumiu a responsabilidade de transformar a eleição em um debate sobre pessoas, não apenas partidos. “É o povo que está organizando, e não partidos”, declarou, enfatizando a força dos movimentos de base que se espalharam por municípios de todo o país, inclusive nas regiões mais remotas do Amazonas.

Os números divulgados pelos monitores independentes apontam que, no dia 18 de outubro, cerca de 71,8 mil apoiadores de Flávio Bolsonaro ocuparam a mesma avenida, demonstrando a intensidade da disputa. Contudo, no último ato, a presença de objetos simbólicos, como um lápis inflável gigante, contrastou com o “míssil” usado pelos adversários, reforçando a mensagem de paz e construção.

Comparativo com atos anteriores

No dia 11 de outubro, a campanha de Lula havia ocupado todos os 18 quarteirões da Paulista, de Paraíso à Consolação, concentrando-se em 12 deles. Na ocasião, a equipe de campanha proibiu o sobrevoo de drones de monitoramento por questões de segurança, o que gerou críticas de organizações como a USP e a ONG More in Common.

Já no último ato, a organização foi mais aberta, permitindo a presença de jornalistas, fotógrafos e transmissões ao vivo, o que ampliou a cobertura nas redes sociais. A diferença de tom entre os dois eventos reflete a estratégia de “última chamada”, que buscou consolidar a imagem de um movimento popular sólido e bem coordenado.

Além disso, a participação de ex‑ministros como Fernando Haddad e Marina Silva trouxe um peso institucional ao evento. Haddad, ao chegar por volta das 15h30, cumprimentou os apoiadores e reforçou a importância da continuidade dos programas de educação e saúde. Marina Silva, por sua vez, celebrou a democracia em um discurso poético, descrevendo a Paulista como “o mar vermelho que se abre para a esperança do povo”.

Mensagens de esperança e confiança na vitória

Lula concluiu seu discurso afirmando estar convencido da vitória nas urnas. “Estou convencido que vamos ganhar as eleições amanhã. A sociedade brasileira quer mudança estrutural, não retrocesso”, declarou com firmeza.

Simone Tebet, embora limitada a um breve pronunciamento por questões de regulamentação eleitoral, reforçou a ideia de unidade nacional, lembrando que “todos somos nordestinos, sulistas, nortistas e brasileiros”. Ela destacou a importância de que as novas gerações e os aposentados participem ativamente do processo democrático.

Marina Silva encerrou sua fala com um apelo à soberania e à diversidade, proclamando: “Viva a democracia, viva o povo brasileiro, viva a Constituição”. Essa mensagem ecoou entre os presentes, que responderam com aplausos e cantos de apoio.

Ao final do evento, a presença de milhares de simpatizantes, a energia dos discursos e a simbologia dos objetos infláveis criaram um clima de otimismo. A expectativa é que a mobilização vista na Paulista se reflita nas urnas, consolidando a vitória de Lula e de sua coalizão.

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