O irmão da falecida princesa Diana, Charles Spencer, divulgou em seu novo livro uma conversa telefônica acalorada com o rei Charles III, na qual o monarca teria afirmado que a família “esqueceria” a princesa pouco tempo após sua morte. A revelação foi publicada em Swan Song: Diana, My Sister, previsto para chegar às livrarias no dia 22 de setembro de 2024. O relato surge quase três décadas depois do trágico acidente que tirou a vida da princesa em Paris.
Revelações do livro de Charles Spencer
Em Swan Song, Spencer descreve a conversa que teve com o então príncipe Charles logo após o funeral de Diana, em 1997. Segundo o autor, o futuro rei teria expressado, de forma fria, que a família “ficaria tranquila” e “esqueceria” a princesa em breve. A frase, segundo o livro, foi proferida em meio a um fluxo de raiva que não foi interrompido por Spencer.
O autor também relata que a discussão incluiu a presença dos príncipes William e Harry no cortejo fúnebre. Na época, William tinha 15 anos e Harry, 12, e Spencer se opôs à participação dos meninos, argumentando que a experiência seria emocionalmente traumática para eles.
- Data da conversa: 1997, poucos dias após o funeral de Diana.
- Participantes: Charles Spencer e o então príncipe Charles.
- Frase controversa: “Fiquem tranquilos. Vamos esquecê‑la em breve”.
- Idades dos príncipes William e Harry: 15 e 12 anos.
- Objetivo do livro: apresentar a história de Diana sob a perspectiva do irmão.
Spencer afirma que a intenção do livro é preservar a memória da irmã e oferecer uma narrativa que contraste com a versão oficial da família real. Ele destaca que, durante o funeral, pronunciou um elogio que buscava honrar Diana de forma “abertamente positiva”.
O contexto da conversa telefônica
De acordo com o relato de Spencer, a chamada telefônica ocorreu em um momento de intensa pressão midiática. O luto público, que se transformou em um espetáculo global, teria provocado irritação no príncipe Charles, que se sentia incomodado com a constante exposição da família.
A conversa se desenrolou em tom de desabafo, onde Charles teria descarregado seu ressentimento reprimido em relação à irmã. Spencer descreve que, após uma breve pausa, o futuro rei lançou a frase que viria a ser o ponto central da controvérsia.
O autor também menciona que a chamada foi feita em um ambiente privado, mas que a repercussão das palavras se espalhou rapidamente nos corredores de Buckingham e nos veículos de imprensa. O livro indica que o discurso de Charles refletia não apenas frustração pessoal, mas também uma estratégia de contenção da narrativa pública sobre o falecimento de Diana.
Além da frase central, Spencer traz à tona outras observações feitas por Charles durante a ligação, como críticas ao papel da mídia e ao tratamento dado à princesa após o divórcio. Esses detalhes ajudam a compor um quadro mais amplo das tensões internas que marcaram a família real nos anos 1990.
Repercussões e respostas oficiais
O anúncio do conteúdo do livro gerou uma onda de comentários nas redes sociais e na imprensa internacional. Muitos jornalistas destacaram a importância de ter acesso a uma fonte tão próxima da princesa, enquanto críticos questionaram a veracidade das declarações e o possível viés de Spencer.
Um porta‑voz do Palácio de Buckingham respondeu afirmando que as declarações de Charles Spencer refletem o luto fraternal e podem “nublar a razão”. O comunicado ressaltou que, por princípios, o Palácio não costuma comentar sobre obras ainda não publicadas, mas reconheceu que o rei está ciente das alegações.
Especialistas em comunicação real observaram que a estratégia de divulgação do livro segue um padrão de “memória seletiva”, onde familiares próximos utilizam narrativas pessoais para influenciar a opinião pública. O uso de frases impactantes, como a citada por Spencer, costuma gerar cliques e debates, beneficiando tanto as vendas quanto a agenda do autor.
Nas redes, usuários dividiram opiniões em duas frentes: alguns defenderam que a revelação traz à luz uma verdade dolorosa que merece ser conhecida, enquanto outros consideraram que a exposição de conversas privadas poderia ser vista como um ataque à dignidade da família real.
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Para os leitores que desejam entender o contexto histórico, o livro também inclui capítulos que revisitam o casamento de Diana com Charles, os escândalos da imprensa e o papel da família real na década de 1990. Essa abordagem ampliada oferece um panorama que vai além da única frase controversa.
Em resumo, a publicação de Swan Song: Diana, My Sister promete reacender o debate sobre o legado da princesa Diana, ao mesmo tempo em que coloca em evidência as tensões internas da monarquia britânica. A expectativa é que, a partir de 22 de setembro, o livro se torne um dos títulos mais comentados do ano, gerando discussões tanto em círculos acadêmicos quanto entre o público geral.
Os leitores interessados podem encontrar o livro nas principais livrarias físicas e digitais, bem como em plataformas de e‑book. A editora responsável destacou que haverá uma edição especial com fotos inéditas da família Spencer, o que deve atrair colecionadores e fãs de história real.








