A pesquisa Quaest, divulgada nesta quinta‑feira (17), revelou as intenções de voto para o primeiro turno das eleições presidenciais de 2026, realizada em todo o território nacional. Os resultados mostram Luiz Inácio Lula (PT) na frente com 39 % das preferências, seguido por Flávio Bolsonaro (PL) com 34 %.
Distribuição regional dos eleitores
Nas regiões Sudeste e Sul, o candidato do PT manteve vantagem confortável, refletindo o histórico de apoio nas áreas metropolitanas. Já no Centro‑Oeste, a disputa ficou mais equilibrada, com Flávio Bolsonaro ganhando terreno entre eleitores de classe média.
No Norte, a preferência por Lula alcançou 42 %, impulsionada por políticas sociais que ainda ressoam na população. Enquanto isso, no Nordeste, a margem de liderança chegou a 45 % para o ex‑presidente, consolidando a base tradicional do partido.
Em termos de variação percentual, a diferença entre as regiões não ultrapassa cinco pontos, mas a margem de erro de dois pontos indica que o líder permanece firme em todo o país.
Perfil por gênero e idade
Entre os eleitores masculinos, Flávio Bolsonaro registrou 36 % das intenções, ligeiramente acima dos 33 % de Lula. Entre as mulheres, o cenário se inverte, com 41 % de apoio ao candidato do PT contra 31 % ao do PL.
Na faixa etária de 16 a 24 anos, a preferência está mais dividida: 38 % para Lula e 35 % para Flávio Bolsonaro. Já entre os 45 a 59 anos, Lula lidera com 42 % contra 32 % de seu concorrente.
Os eleitores acima de 60 anos demonstram maior afinidade com o PT, registrando 44 % de apoio, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 30 % nesse grupo.
Impacto da escolaridade, renda e religião
Com relação ao nível de escolaridade, quem tem ensino superior completo tende a favorecer Lula (44 %), enquanto os que possuem apenas ensino fundamental apresentam preferência por Flávio Bolsonaro (38 %).
Na análise de renda, famílias com renda mensal acima de cinco salários mínimos dão 43 % de apoio ao PT, enquanto famílias com renda até dois salários mínimos dão 35 % a Flávio Bolsonaro.
Quanto à religião, eleitores evangélicos mostraram 36 % de preferência por Flávio Bolsonaro, ao passo que católicos e sem religião deram 41 % a Lula.
Desempenho dos demais candidatos
Além dos dois líderes, a pesquisa aponta que Ronaldo Caiado (PSD) e Augusto Cury (Avante) ficaram empatados em 4 % cada, indicando nichos de apoio específicos.
Renan Santos, do Missão, conquistou 3 % das intenções, enquanto Romeu Zema (Novo) obteve apenas 1 %.
Esses números sugerem que, embora o foco esteja nos dois principais concorrentes, há espaço para candidatos menores influenciarem o segundo turno.
- Lula (PT): 39 %
- Flávio Bolsonaro (PL): 34 %
- Ronaldo Caiado (PSD): 4 %
- Augusto Cury (Avante): 4 %
- Renan Santos (Missão): 3 %
- Romeu Zema (Novo): 1 %
A amostra da Quaest incluiu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais, coletadas entre 24 e 27 de setembro. A margem de erro de dois pontos percentuais e o nível de confiança de 95 % garantem a robustez dos resultados.
O número de registro da pesquisa é BR-06520/2026, o que permite sua verificação junto ao Tribunal Superior Eleitoral.
Analistas apontam que a diferença de cinco pontos entre Lula e Flávio Bolsonaro elimina o empate técnico observado na semana anterior, sinalizando que a corrida está se definindo.
Entretanto, o cenário ainda pode mudar até a data da votação, considerando a volatilidade típica de campanhas presidenciais.
Especialistas em comportamento eleitoral destacam a importância das redes sociais e dos debates televisivos para movimentar eleitores indecisos, sobretudo nos grupos de 25 a 34 anos.
Além disso, a questão da inflação e do desemprego tem sido central nas discussões, influenciando a percepção de desempenho econômico dos candidatos.
O PT tem reforçado sua narrativa de retomada de políticas sociais, enquanto o PL foca na segurança pública e em propostas de liberalização econômica.
Em termos de estratégia de campanha, Lula tem investido em visitas a estados do interior, buscando consolidar a base tradicional, enquanto Flávio Bolsonaro tem priorizado eventos em grandes centros urbanos.
Os candidatos menores, como Caiado e Cury, ainda buscam nichos específicos, como a defesa da agricultura familiar e a proposta de reformas educacionais.
É importante notar que a pesquisa também capturou dados sobre identificação política, revelando que eleitores que se declaram “centristas” tendem a dividir apoio entre os dois principais candidatos.
Os resultados da Quaest chegam em um momento crítico, com a campanha intensificando-se nas próximas semanas e com o debate presidencial marcado para o próximo mês.
O eleitorado brasileiro demonstra, portanto, um panorama diversificado, onde fatores regionais, demográficos e econômicos se entrelaçam para definir a escolha final.
Com a margem de erro reduzida e a amostra representativa, a pesquisa oferece um panorama confiável para analistas, jornalistas e partidos políticos.
Os próximos dias serão decisivos para observar possíveis oscilações nas intenções de voto, especialmente à medida que surgirem novas propostas e alianças.
Em síntese, a pesquisa Quaest indica que o primeiro turno está se aproximando de um resultado claro, mas ainda há espaço para movimentações estratégicas que podem alterar o cenário até o dia da votação.








