Na tarde de 16 de setembro de 2026, o grupo insurgente houthis divulgou que abatou um caça F-15 da Força Aérea da Arábia Saudita sobrevoando a cidade de Marib, no Iêmen. As imagens dos destroços foram postadas em canais oficiais do movimento, gerando ampla repercussão internacional. O incidente marca mais um ponto de escalada em um conflito que já dura mais de uma década.
Houthis anunciam derrubada do F-15
Segundo o porta‑voz houthis Yahya Saree, o avião foi abatido durante uma “operação hostil” que visava impedir intervenções aéreas sauditas. Em fotos distribuídas, combatentes do grupo posam ao lado dos restos carbonizados da aeronave, mostrando a fuselagem, asas e motores danificados. O comunicado enfatiza que a ação demonstra a capacidade de defesa do movimento contra o poder militar saudita.
As imagens foram analisadas por equipes de verificação do g1, que confirmaram a autenticidade das fotos por meio de comparação de metadados e cruzamento com imagens de satélite. Não foram encontradas indícios de manipulação digital, reforçando a veracidade da alegação houthis.
Reação da Arábia Saudita e verificação internacional
Até o momento da publicação, o governo saudita ainda não emitiu um pronunciamento oficial sobre a suposta perda do caça. Fontes próximas ao Ministério da Defesa indicam que o incidente está sendo investigado e que a Força Aérea pode estar avaliando a possibilidade de um ataque cibernético ou falha mecânica.
Entretanto, o Reino Saudita tem mantido sua retórica agressiva, acusando os houthis de ataques recentes contra alvos civis, inclusive a cidade sagrada de Meca. O grupo negou qualquer ataque a locais religiosos, afirmando que “não ataca locais sagrados”.
Escalada do conflito e ameaças ao estreito de Bab el‑Mandeb
Nos últimos dias, os houthis avançaram territorialmente, tomando cidades estratégicas na costa oeste do Iêmen e a ilha de Perim, que controla o estreito de Bab el‑Mandeb. Esse corredor marítimo é vital para o tráfego de petróleo e gás, e sua captura poderia “catastrófica” para a economia global, segundo analistas do Catar.
A Reuters informou que o grupo está próximo de consolidar o controle total do estreito, pressionando ainda mais a Arábia Saudita, que já enfrenta bloqueios marítimos e interrupções no oleoduto leste‑oeste devido a ataques de drones.
- 450 bombardeios sauditas registrados na última semana.
- Alvos incluíram posições houthis em Marib e áreas costeiras.
- Retaliações houthis atingiram refinaria de Yanbu e base aérea no sul da Arábia Saudita.
Essas trocas de ataques aéreos aumentam o risco de um conflito aberto que poderia se expandir para navios comerciais que cruzam o estreito.
Impactos regionais e perspectivas futuras
O bloqueio ao transporte marítimo no Mar Vermelho já provocou a elevação dos preços do petróleo, afetando exportações sauditas e gerando preocupação nos mercados internacionais. Além disso, a interrupção do oleoduto leste‑oeste, atribuída a milícias apoiadas pelo Irã no Iraque, ampliou a vulnerabilidade energética da região.
Autoridades iemenitas afirmam que, apesar da pressão, os houthis mantêm controle efetivo sobre quase toda a costa oeste, dificultando operações de limpeza e assistência humanitária. O cenário aponta para uma possível intensificação das campanhas aéreas sauditas, que podem recorrer a tecnologia de defesa avançada para proteger seus aviões.
Especialistas em segurança destacam que a resolução do conflito dependerá de negociações multilaterais que incluam o Irã, a Arábia Saudita e atores internacionais como os Estados Unidos e a ONU. Enquanto isso, a população civil continua a sofrer com deslocamentos forçados, escassez de alimentos e interrupções nos serviços básicos.
Em síntese, a queda do F-15 simboliza a crescente capacidade militar dos houthis e a vulnerabilidade das forças aéreas sauditas em um terreno cada vez mais contestado. O desenvolvimento do controle de Bab el‑Mandeb pode redefinir rotas comerciais globais e transformar a dinâmica de poder no Oriente Médio.








