Com a disputa do segundo turno da eleição presidencial se aproximando, ex-ministro Fernando Haddad e o ex-prefeito Eduardo Paes intensificam a campanha do petista Luiz Inácio Lula da Silva. Nos últimos dias, ambos anunciaram atos de mobilização em São Paulo e no Rio de Janeiro, buscando transformar a vantagem de Flávio Bolsonaro em uma vitória para Lula.
Mobilização em São Paulo
Em São Paulo, Haddad assumiu oficialmente a coordenação da campanha de Lula. No domingo, 11 de outubro, realizou um grande comício na Avenida Paulista, que reuniu milhares de apoiadores da esquerda. O objetivo era reforçar a mensagem de esperança e apresentar o candidato como a alternativa viável ao governo de Bolsonaro.
Para manter o ritmo, Haddad convocou um novo encontro na terça‑feira, 13 de outubro, no Largo da Batata, em Pinheiros. O evento, batizado de “Grande Ato da Virada”, tem a proposta de virar o jogo eleitoral, criando um marco simbólico de renovação política. A escolha do local, no coração da zona oeste da capital, visa atrair tanto eleitores tradicionais quanto jovens indecisos.
O programa do ato inclui discursos de lideranças do PT, apresentações culturais e a presença de voluntários que distribuirão material informativo. Haddad destacou que a mobilização de rua ainda é a ferramenta mais eficaz para convencer o eleitorado de que Lula representa um futuro de justiça social.
- Data: 13/10/2026
- Local: Largo da Batata, Pinheiros (SP)
- Objetivo: Reverter a vantagem de Bolsonaro no primeiro turno
- Atividades: discursos, música ao vivo, distribuição de panfletos
Além do grande ato, Haddad tem coordenado uma série de visitas a bairros periféricos, onde promete apresentar propostas concretas de investimento em saúde, educação e transporte público. Cada visita termina com a coleta de assinaturas para petições que exigem maior apoio federal ao estado.
Ações de Eduardo Paes no Rio de Janeiro
No Rio de Janeiro, a participação de Eduardo Paes tem gerado expectativas. Após semanas de silêncio, o ex-prefeito usou suas redes sociais na noite de 12 de outubro para declarar apoio explícito a Lula, citando a importância de políticas públicas que atendam às necessidades da população carioca.
Paes escreveu: “Acabou o fim de semana no sítio! Agora é luta para o Rio entender o quanto o presidente Lula ajudou esse lugar. É hora de falar de vida real! Terra plana e ideologia de gênero não enchem barriga nem tornam mais fácil a vida de ninguém!”. A mensagem, compartilhada amplamente, indicou que o ex-prefeito pretende organizar mobilizações populares semelhantes às de Haddad.
Embora ainda não tenha anunciado um ato oficial, Paes participou de duas manifestações em 12 de outubro: uma na praia de Copacabana e outra na Lapa. Ambas contaram com milhares de participantes que entoaram o nome de Lula e carregaram bandeiras do PT.
Especialistas políticos apontam que a presença de Paes pode ser decisiva para atrair eleitores de centro‑direita que ainda se mostram indecisos. O ex-prefeito tem histórico de boa relação com setores empresariais e com a classe média, o que pode ampliar a base de apoio de Lula no estado.
Cenário político e expectativas para o segundo turno
O primeiro turno terminou com Flávio Bolsonaro à frente por quase dois pontos percentuais. Essa diferença estreita cria um ambiente de alta competitividade, onde cada mobilização pode influenciar a decisão dos eleitores indecisos.
Haddad e Paes foram derrotados em suas respectivas disputas estaduais: Haddad perdeu para Tarcísio de Freitas, enquanto Paes foi surpreendido por Douglas Ruas. Apesar das derrotas, ambos mantêm influência dentro dos partidos e podem canalizar recursos e voluntários para a campanha de Lula.
Analistas apontam que a estratégia de “ataques de rua” tem se mostrado eficaz nas últimas eleições brasileiras. A presença física dos candidatos e de seus aliados cria um sentimento de proximidade com o eleitor, algo que as mídias digitais sozinhas não conseguem reproduzir.
Além dos atos programados, a campanha de Lula tem investido em anúncios segmentados nas redes sociais, focando em temas como saúde pública, segurança e geração de empregos. A combinação de presença física e digital busca maximizar o alcance da mensagem.
Observadores também ressaltam a importância dos debates televisivos que ocorrerão nas próximas semanas. Haddad e Paes têm se preparado para responder a críticas e apresentar argumentos que reforcem a viabilidade do governo de Lula.
Em resumo, a mobilização liderada por Haddad em São Paulo e por Paes no Rio de Janeiro representa um esforço coordenado para reverter a vantagem de Bolsonaro e garantir a vitória de Lula no segundo turno. O sucesso desses atos dependerá da capacidade de engajar eleitores ainda indecisos e de transformar a esperança em voto efetivo nas urnas.








