Uma nova opção genérica de empagliflozina foi lançada no Brasil em 2024, ampliando o acesso a pacientes com diabetes tipo 2, doença renal crônica e insuficiência cardíaca. O medicamento já está disponível nas farmácias de todo o país, graças à rede de distribuição nacional da Prati-Donaduzzi.
Inovação no tratamento do diabetes
A empagliflozina pertence à classe dos inibidores de SGLT2, que reduzem a absorção de glicose pelos rins, facilitando sua eliminação pela urina. Essa ação permite um melhor controle da glicemia sem causar hipoglicemia severa, o que a torna uma escolha segura para muitos pacientes.
Além do controle glicêmico, estudos realizados ao longo da última década demonstraram que o fármaco tem efeitos positivos sobre a saúde cardiovascular e renal. Essa dupla ação foi um marco na farmacologia, pois pela primeira vez um medicamento antidiabético mostrou benefícios sistêmicos tão amplos.
Benefícios cardiovasculares e renais da empagliflozina
Os resultados de ensaios clínicos apontam que a empagliflozina pode reduzir em até 38% o risco de morte cardiovascular em pacientes de alto risco. Também há evidência de diminuição de internações por insuficiência cardíaca, o que alivia a pressão sobre hospitais.
No âmbito renal, o uso contínuo da droga tem sido associado à desaceleração da progressão da doença renal crônica, preservando a taxa de filtração glomerular por vários anos. Essa proteção é crucial, considerando que a insuficiência renal é uma das principais causas de mortalidade entre diabéticos.
Impacto econômico dos genéricos no Brasil
Segundo a legislação de genéricos, o novo medicamento deve ser vendido com, no mínimo, 35% de desconto em relação ao produto de referência. Essa política de preços pode representar uma economia de milhares de reais por paciente ao longo do tratamento.
Para ilustrar o potencial de economia, veja a lista abaixo:
- Redução de custos com medicamentos em até R$ 1.200 por ano;
- Diminuição de internações hospitalares em cerca de 15%;
- Menor necessidade de procedimentos de diálise, que custam em média R$ 30 mil por sessão.
Esses números reforçam a importância de ampliar o acesso a genéricos, sobretudo em um país onde mais de 20 milhões de pessoas convivem com diabetes.
Perspectivas de acesso e futuro da terapia
A gerente de marketing da Prati-Donaduzzi, Juliana Mendes, destaca que “o avanço científico precisa ser acompanhado de condições para que esse cuidado chegue ao paciente e tenha continuidade”. Essa visão orienta a estratégia da empresa de levar o genérico a todas as regiões, inclusive as mais remotas.
Especialistas apontam que a combinação de empagliflozina com outras classes de antidiabéticos pode potencializar ainda mais os resultados clínicos, criando protocolos de tratamento mais personalizados. A expectativa é que, nos próximos anos, novos estudos ampliem as indicações da droga para populações ainda não contempladas.
Enquanto isso, a médica Larissy Degani, consultora de prescrição da Prati-Donaduzzi, reforça que a empagliflozina “pode reduzir o risco de morte cardiovascular, de internações por insuficiência cardíaca e de progressão da doença renal crônica”. Essa afirmação sustenta a confiança dos profissionais de saúde na nova formulação genérica.
Com a chegada desse medicamento ao mercado brasileiro, pacientes, médicos e gestores de saúde ganham uma ferramenta adicional para enfrentar a epidemia de diabetes e suas complicações. O cenário futuro aponta para um tratamento mais acessível, eficaz e integrado.








