O furacão Simón, de categoria 3 na escala Saffir‑Simpson, atravessou a costa do Pacífico mexicano na segunda‑feira, 12 de setembro, causando morte e danos materiais. As autoridades confirmaram que o ciclone ainda representa risco de nova incursão, agora voltada para o estado de Sinaloa.
Impactos imediatos na costa do Pacífico
Nos primeiros momentos de contato com a terra, Simón gerou ventos de até 185 km/h, o que provocou a queda de estruturas frágeis e alagamentos em áreas baixas. Em Guerrero, um morador de 71 anos perdeu a vida quando um muro desabou sobre ele, segundo a governadora Evelyn Salgado.
As chuvas intensas inundaram ruas do balneário de Acapulco, transformando avenidas em rios temporários e dificultando o trânsito local. Apesar da força inicial, o ciclone começou a perder intensidade ao encontrar a cordilheira da Sierra Madre do Sul, o que reduziu a velocidade dos ventos.
Puerto Vallarta, destino turístico de renome, foi poupado de danos graves. A manhã de segunda‑feira apresentou céu limpo e um arco‑íris, enquanto moradores aproveitavam o calçadão para exercícios, mesmo com ondas ainda fortes ao longo da orla.
Reação das autoridades e medidas de defesa civil
Imediatamente após a passagem, a Defesa Civil do México ativou protocolos de emergência nas regiões mais afetadas. A coordenadora nacional, Laura Velázquez, destacou a importância da evacuação preventiva e do reforço de estruturas vulneráveis.
- Instalação de abrigos temporários em escolas e ginásios.
- Distribuição de kits de emergência contendo água potável, alimentos não perecíveis e kits de primeiros socorros.
- Monitoramento contínuo das cheias e deslizamentos de terra por meio de satélites e drones.
Além das ações de socorro, as autoridades reforçaram a comunicação com a população, usando rádios comunitárias, mensagens de texto e redes sociais para alertar sobre riscos residuais, como poças de água contaminada e fios elétricos caídos.
O governo federal também liberou recursos financeiros emergenciais para as famílias afetadas, garantindo assistência imediata e apoio à reconstrução de moradias danificadas.
Previsões para Sinaloa e o papel do El Niño
De acordo com o Centro Nacional de Furacões (NHC) dos Estados Unidos, Simón deve se deslocar novamente rumo ao norte, atingindo o estado de Sinaloa na noite de quarta‑feira, ainda como furacão de categoria 1. A coordenadora da Defesa Civil ressaltou que Mazatlán será a principal cidade a receber o impacto.
O fenômeno El Niño, que eleva a temperatura da superfície do oceano Pacífico, está intensificando a temporada de ciclones na região. Essa elevação térmica fornece mais energia para a formação e fortalecimento de sistemas tropicais, aumentando a frequência e a intensidade de furacões como Simón.
Especialistas meteorológicos alertam que, embora Simón tenha enfraquecido ao cruzar a Sierra Madre, a combinação de águas mais quentes e ventos de cisalhamento reduzido pode permitir que o ciclone recupere parte de sua força ao alcançar o Golfo de Califórnia.
Para a população de Sinaloa, as recomendações incluem:
- Manter-se informado sobre os boletins meteorológicos oficiais.
- Preparar kits de emergência com documentos, medicamentos e alimentos.
- Evacuar áreas de risco identificadas, como zonas litorâneas baixas e encostas instáveis.
O que os turistas podem esperar
Acapulco e Puerto Vallarta, ainda que tenham escapado dos danos mais graves, permanecem sob vigilância. Hotéis e operadores de turismo estão seguindo protocolos de segurança, oferecendo reembolsos ou remarcações para clientes que desejam adiar a viagem.
Os visitantes que já estão nas praias são aconselhados a evitar nadar em áreas onde as ondas ainda estejam fortes, pois correntes de retorno podem ser perigosas. Além disso, a presença de destroços nas áreas de areia pode representar risco de cortes ou perfurações.
Para quem planeja chegar a Mazatlán nos próximos dias, a recomendação é monitorar as atualizações da Defesa Civil local e considerar alternativas de hospedagem em áreas mais afastadas da costa até que o alerta seja suspenso.
Em resumo, o furacão Simón demonstra como um fenômeno meteorológico pode evoluir rapidamente, gerando impactos locais significativos e, ao mesmo tempo, mantendo a possibilidade de novas ameaças em regiões vizinhas. A combinação de preparação governamental, comunicação eficaz e consciência pública será crucial para minimizar perdas humanas e patrimoniais nas próximas 48 horas.








