Na manhã desta terça‑feira, o senador eleito Carlos Jordy (PL‑RJ) confirmou que Flávio Bolsonaro (PL) deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos. A informação foi divulgada em rede social e vem em meio a uma disputa política acirrada que envolve o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, do STF. O deslocamento ocorreu logo após a derrota de Jair Bolsonaro no segundo turno da eleição presidencial.
Contexto da decisão judicial e a ordem de entrega de documentos
Em 30 de outubro, o ministro Alexandre de Moraes determinou que Flávio Bolsonaro entregasse seus passaportes – tanto o comum quanto o diplomático – à Polícia Federal. A exigência fazia parte de uma investigação sobre supostas práticas de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligadas ao advogado Willer Tomaz.
O prazo para a entrega encerrou‑se na manhã de terça‑feira, mas o senador não cumpriu a ordem. Como consequência, os documentos foram cancelados pela autoridade competente, o que elevou a tensão entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário.
Apesar da desobediência, Flávio não foi considerado foragido, pois não há mandado de prisão em seu nome. Ainda assim, a sua saída do país pode gerar novas medidas restritivas por parte do Supremo Tribunal Federal.
Reação dos aliados e a confirmação de Carlos Jordy
Logo após a divulgação da ordem de Moraes, aliados de Flávio Bolsonaro começaram a especular sobre a possibilidade de o senador buscar refúgio no exterior. Em mensagem publicada no X, Carlos Jordy escreveu: “Confirmado! Flávio Bolsonaro foi para os EUA para não ser usado como moeda de troca contra o impeachment de Moraes”.
Jordy não detalhou o itinerário nem as circunstâncias da viagem, mas reforçou que a decisão visava evitar que a situação do senador fosse instrumentalizada politicamente.
Outros membros do bloco bolsonarista também manifestaram apoio, alegando que a medida judicial representava uma perseguição política e que o deslocamento era uma forma de garantir a segurança pessoal do senador.
Implicações políticas e possíveis desdobramentos
A saída de Flávio Bolsonaro dos limites territoriais brasileiros ocorre em um momento crítico: o país vive a primeira fase de um processo de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, que tem sido alvo de críticas de setores conservadores.
Analistas apontam que a ausência do senador pode dificultar a articulação de estratégias de defesa no Congresso, especialmente diante da necessidade de mobilizar votos contra a medida judicial.
Além disso, a viagem pode influenciar a percepção internacional sobre a estabilidade política do Brasil, já que a presença de figuras de destaque em território estrangeiro costuma ser interpretada como sinal de crise interna.
Em resposta, a Justiça Eleitoral recebeu um pedido de Flávio Bolsonaro para cassar a chapa presidencial de Luiz Inácio Lula da Silva e do candidato a vice, Geraldo Alckmin, alegando irregularidades no processo eleitoral.
Detalhes da viagem e a investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal está analisando as circunstâncias da saída do país. Inicialmente, havia rumores de que o senador teria passado pela Argentina, mas autoridades argentinas afirmaram não ter registrado a entrada de Flávio Bolsonaro.
Até o momento, não há informações oficiais sobre o aeroporto de partida nem sobre o voo utilizado. A PF continua acompanhando as movimentações financeiras e a comunicação do senador com assessores no exterior.
O caso ainda está aberto, e novos desdobramentos podem surgir à medida que as investigações avançam.
- Data da ordem judicial: 30/10/2024
- Prazo para entrega dos passaportes: encerrado na manhã de 01/11/2024
- Confirmação da viagem: 02/11/2024, por Carlos Jordy
- Destino: Estados Unidos da América








