Uma nova pesquisa do Instituto PoderData em parceria com a Aya revelou, na segunda‑feira, 19 de outubro, que Flávio Bolsonaro aparece à frente de Luiz inácio Lula nas intenções de voto válidas para o segundo turno da eleição presidencial. O levantamento exclui votos em branco, nulos e eleitores indecisos, focando apenas nas preferências definitivas.
Metodologia e resultados gerais
O estudo considerou apenas os votos válidos, ou seja, aqueles em que o entrevistado já tem decisão clara. Nessa métrica, Flávio alcançou 52% e Lula 48%, uma diferença de 4 pontos percentuais que ainda está dentro da margem de erro do inquérito.
Quando analisados os votos totais, incluindo brancos, nulos e indecisos, Flávio ficou com 49% das intenções e Lula com 46%, enquanto 4% dos respondentes optaram por voto em branco ou nulo e 2% ainda não sabem em quem votar.
O relatório destaca que, embora a pesquisa exclua brancos, nulos e indecisos, a contagem oficial nas urnas também desconsidera as abstenções, o que pode gerar pequenas variações entre os resultados da pesquisa e o resultado final.
Desempenho por perfil demográfico
Os dados revelam disparidades marcantes entre os diferentes grupos de eleitores. Entre os homens, Flávio lidera com 57% contra 40% de Lula; entre as mulheres, a situação se inverte, com Lula obtendo 51% e Flávio 42%.
Na faixa etária, os jovens de 16 a 24 anos preferem Lula (51%) a Flávio (43%). Já nas faixas de 25 a 44, 45 a 64 e acima de 65 anos, Flávio mantém vantagem, chegando a 51% contra 43% em algumas delas.
Quanto à renda, eleitores que recebem até dois salários mínimos dão a preferência a Lula (50% a 42%). Entre quem ganha entre dois e cinco salários, Flávio lidera com 57% contra 40% de Lula, e entre os que recebem mais de cinco salários, a vantagem de Flávio é de 53% a 44%.
Nas questões religiosas, os católicos apresentam quase empate (Lula 49% x Flávio 48%). Entre os evangélicos, Flávio tem 61% das intenções, enquanto Lula registra apenas 33%. Entre os sem religião, Lula lidera com 58% contra 33% de Flávio.
Análise regional e socioeconômica
- Nordeste: Lula 61% x Flávio 34%;
- Sul: Flávio 62% x Lula 32%;
- Centro‑Oeste: Flávio 60% x Lula 36%;
- Sudeste: Flávio 53% x Lula 42%;
- Norte: Flávio 47% x Lula 46%.
Essas diferenças regionais reforçam a polarização geográfica que tem marcado a corrida presidencial. O Nordeste permanece como reduto forte de Lula, enquanto o Sul e o Centro‑Oeste favorecem claramente Flávio.
O estudo também investigou a migração de eleitores de candidatos eliminados no primeiro turno. Dos que votaram em Augusto Cury, 56% migraram para Flávio e 31% para Lula; dos que apoiaram Renan Santos, 36% foram para Flávio, 29% para Lula e 29% optaram por voto em branco ou nulo; já entre os eleitores de Ronaldo Caiado, 46% escolheram Flávio, 19% Lula e 25% branco ou nulo.
Intenções de voto e percepções de governo
Quando perguntados sobre a exclusividade do voto, 44% dos entrevistados afirmaram que votariam somente em Flávio, enquanto 8% disseram que poderiam escolher entre ele e outro candidato. O mesmo padrão se repetiu para Lula, com 42% declarando voto exclusivo e 7% abertos a outras opções.
A rejeição ao presidente Lula chega a 48%, enquanto 44% dos eleitores o aprovam. Em contrapartida, Flávio tem 44% de aprovação e 50% de desaprovação entre os entrevistados.
Sobre a avaliação do desempenho pessoal do presidente, 44% o aprovam e 50% o desaprovam; na avaliação geral do governo, 45% aprovam e 50% desaprovam, com 5% sem opinião definida.
Entre os eleitores que já declararam voto em Lula para o segundo turno, 92% aprovam o governo; entre os que já decidiram por Flávio, 93% desaprovam. Quando a pergunta mudou para quem tem maior chance de vencer, 52% apontaram Flávio como favorito e 41% Lula, com 7% sem resposta.








