O senador Flávio Bolsonaro (PL) ampliou a vantagem sobre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em uma pesquisa divulgada na segunda‑feira, 19 de outubro, realizada pelo PoderData em parceria com o Aya Bancah. O levantamento, que abrangeu 3 mil entrevistas telefônicas em 695 municípios, indica que o candidato do PL soma 52% dos votos válidos, enquanto Lula registra 48%.
Cenário da pesquisa e variações recentes
Comparada à rodada anterior, publicada três dias antes, a nova pesquisa mostra um ganho de dois pontos percentuais para Flávio e uma perda equivalente para Lula. A diferença entre os candidatos passou de empate (50% a 50%) para uma vantagem de quatro pontos percentuais a favor do senador.
A margem de erro declarada é de 1,8 ponto percentual, com nível de confiança de 95%, o que impede a sobreposição dos intervalos de confiança entre os dois candidatos. Assim, o cenário de votos válidos indica uma tendência clara de afastamento entre as duas lideranças.
No cenário de votos totais, que inclui brancos, nulos e indecisos, Flávio avançou de 47% para 49%, enquanto Lula recuou de 47% para 46%. Os votos em branco e nulos somam 4% e os indecisos representam 2% do total.
- Votos válidos: Flávio 52% | Lula 48%
- Votos totais: Flávio 49% | Lula 46%
- Margem de erro: ±1,8 ponto percentual
Desempenho por regiões e grupos demográficos
Os números revelam diferenças marcantes entre as regiões brasileiras. No Sul, Flávio Bolsonaro registra 62% das intenções de voto, enquanto no Centro‑Oeste a marca chega a 60%.
No Sudeste, região que concentra a maior parte do eleitorado, o senador ainda lidera com 53% contra 42% de Lula. Já no Nordeste, o presidente mantém a vantagem, obtendo 61% das intenções, frente a 34% do adversário.
Entre as mulheres, Lula aparece à frente, com 51% das preferências, enquanto Flávio obtém 42%. Essa diferença evidencia a importância dos segmentos de gênero na disputa.
Outros recortes demográficos apontam que a população de 30 a 45 anos tem tendência a apoiar Flávio, enquanto eleitores acima de 60 anos mostram maior inclinação ao presidente.
Rejeição, aprovação e avaliação da gestão
A pesquisa também mensurou a rejeição dos candidatos. Quarenta e oito por cento dos entrevistados afirmam que não votariam em Lula de jeito nenhum, enquanto 44% declaram o mesmo sobre Flávio Bolsonaro.
A rejeição ao senador recuou um ponto percentual, passando de 45% para 44% em relação à pesquisa anterior. Já a rejeição ao presidente permaneceu estável em 48%.
Quanto à avaliação pessoal, 44% dos entrevistados aprovam Lula, 50% desaprovam e 6% não souberam responder. Na avaliação da administração federal, 45% aprovam o governo e 50% desaprovam.
Esses indicadores sugerem que, apesar da vantagem numérica, a percepção de desempenho ainda é dividida entre os eleitores.
Metodologia e transparência do levantamento
A pesquisa PoderData/Aya foi realizada entre os dias 16 e 18 de outubro, usando amostragem aleatória por telefone, com linhas fixas e celulares. O campo de estudo incluiu 695 municípios de todas as 27 unidades da Federação.
O número total de entrevistas foi de 3.000, garantindo representatividade nos principais grupos sociais e econômicos. O estudo foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-02586/2026.
A empresa PoderData, integrante do grupo Poder360, conduziu o levantamento com recursos próprios e contou com a parceria de divulgação do Aya Bancah.
Os resultados foram divulgados na segunda‑feira, 19 de outubro, exatamente seis dias antes do segundo turno da eleição presidencial, marcado para domingo, 25 de outubro.
Em síntese, a nova pesquisa indica que Flávio Bolsonaro recuperou terreno e cria uma diferença de quatro pontos percentuais sobre Lula nos votos válidos, ao mesmo tempo em que a rejeição ao presidente permanece ligeiramente superior à do senador.
Os analistas apontam que, embora a margem de erro impeça conclusões definitivas, a tendência de afastamento entre os candidatos pode influenciar estratégias de campanha nas últimas semanas antes do pleito.
Observa‑se ainda que o cenário regional continua fragmentado, com o Sul e Centro‑Oeste favoráveis a Flávio, o Nordeste e as mulheres inclinados a Lula, e o Sudeste ainda em disputa.
Com o segundo turno a poucos dias, os candidatos deverão intensificar a presença nos estados‑chave, buscando converter indecisos e reduzir a rejeição.
O acompanhamento de novas pesquisas será crucial para entender se a vantagem de Flávio se consolidará ou se Lula conseguirá fechar a lacuna nos últimos dias de campanha.








