Quatro dias antes da votação do segundo turno da eleição presidencial, três pesquisas recentes apontam que Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva permanecem praticamente empatados nas intenções de voto. Os levantamentos foram divulgados na manhã desta quarta‑feira, 21 de outubro, e cobrem diferentes amostras de eleitores em todo o Brasil. As diferenças numéricas entre os candidatos ficam dentro das margens de erro, indicando que ainda não há um vencedor técnico.
Metodologias e margens de erro dos institutos
Os institutos Quaest, Meio/Ideia e Futura adotaram abordagens distintas, mas todos trabalharam com nível de confiança de 95 %. A Quaest entrevistou 2.154 eleitores entre 17 e 20 de outubro, apresentando margem de erro de dois pontos percentuais. A Meio/Ideia consultou 1.500 pessoas entre 15 e 19 de outubro, com margem de 2,5 %. Por fim, a Futura ouviu 2.000 eleitores entre 19 e 20 de outubro, usando margem de 2,2 %.
Essas variações na amostra e no período de coleta são relevantes para interpretar os resultados, pois pequenas oscilações podem ser apenas reflexo da margem de erro. Mesmo assim, os três institutos convergem ao mostrar que nenhum dos candidatos tem vantagem clara fora desse intervalo estatístico.
Resultados detalhados por instituto
Os números divulgados revelam uma proximidade surpreendente entre Flávio Bolsonaro e Lula. Na pesquisa da Quaest, Flávio registra 45 % das intenções de voto, enquanto Lula aparece com 44 %. Na Meio/Ideia, os números sobem para 48 % a 46 %, respectivamente. Já a Futura apresenta 48,9 % a 46,8 % no cenário estimulado.
Quando se excluem votos em branco, nulos e indecisos – os chamados votos válidos – a diferença se estreita ainda mais. Tanto a Meio/Ideia quanto a Futura mostram Flávio com 51,1 % dos válidos contra 48,9 % de Lula. Essa margem de dois pontos percentuais está dentro das margens de erro de ambas as pesquisas.
- Quaest: 45 % Flávio x 44 % Lula (margem de erro 2 %)
- Meio/Ideia: 48 % Flávio x 46 % Lula (margem de erro 2,5 %)
- Futura: 48,9 % Flávio x 46,8 % Lula (margem de erro 2,2 %)
Além dos votos totais, a Futura também mediu a intenção espontânea, registrando 47,2 % para Flávio e 46,1 % para Lula, diferença ainda menor. Nos dois primeiros institutos, os índices de branco ou nulo variam entre 2 % e 3,4 %, enquanto a parcela de indecisos gira em torno de 9 %.
Rejeição, indecisos e o panorama final
A rejeição dos candidatos também foi mensurada, oferecendo outra camada de análise. Na Quaest, 52 % dos entrevistados rejeitam Flávio, contra 54 % que rejeitam Lula. Na Meio/Ideia, a rejeição se aproxima: 46,5 % contra 47,7 % respectivamente. Já a Futura indica 45,2 % de rejeição para Flávio e 47,3 % para Lula.
Esses índices de rejeição são importantes porque, embora não se traduzam diretamente em votos, podem influenciar a decisão de eleitores indecisos. No conjunto das três pesquisas, a parcela de eleitores que ainda não definiu a escolha permanece em torno de 9 %, o que pode ser decisivo nas últimas horas de campanha.
Em síntese, a proximidade dos números evidencia que a disputa está extremamente equilibrada. Nenhum dos institutos encontrou diferença suficiente para declarar um líder técnico, e as variações observadas permanecem dentro das margens de erro estabelecidas. O cenário indica que a campanha ainda tem espaço para movimentos de última hora, tanto em termos de captação de indecisos quanto de mudança nas percepções de rejeição.
Com a votação marcada para o próximo domingo, os analistas políticos ressaltam a importância de acompanhar as pesquisas de última hora, que podem captar alterações de humor do eleitorado. Enquanto isso, candidatos e partidos continuam mobilizando suas bases, reforçando mensagens e buscando converter os eleitores ainda em dúvida.








