Em 26 de setembro de 2024, a fabricante sul-coreana FineMTEC divulgou um comunicado negando que suas dobradiças sejam a causa das fissuras observadas em alguns iPhone Duo. A empresa, que fornece componentes estruturais para smartphones dobráveis, afirmou que ainda não há evidência técnica suficiente para vincular o defeito a uma peça específica. O anúncio foi feito em resposta à crescente onda de relatos nas redes sociais e à cobertura da imprensa internacional.
Reação da FineMTEC e posicionamento oficial
A FineMTEC descreveu a situação como um caso de desinformação que pode prejudicar sua reputação no mercado global. No comunicado publicado em seu site oficial, a companhia destacou que a responsabilidade por um problema de qualidade só pode ser atribuída após a realização de testes controlados que comprovem a relação causal entre o componente e o dano observado.
Segundo a empresa, a dobradiça metálica que sustenta a tela flexível é projetada para distribuir uniformemente as forças durante a abertura e o fechamento do aparelho. Contudo, a FineMTEC ressaltou que a simples presença de uma peça não implica automaticamente em falha, especialmente quando o conjunto completo do dispositivo ainda não foi analisado por laboratórios independentes.
Além disso, a fabricante alertou que poderá adotar medidas civis e criminais contra quem divulgar informações falsas que possam comprometer sua imagem. A empresa não citou diretamente a Apple nem o modelo iPhone Duo, mas o comunicado foi claramente direcionado aos rumores que circulavam nas redes sociais e em veículos de tecnologia.
Posicionamento da Apple e análises independentes
A Apple reconheceu, na mesma data, estar ciente de um problema que afeta a tela interna de “um pequeno número” de unidades do iPhone Duo. Em resposta ao portal 9to5Mac, a companhia orientou os usuários afetados a contatar o suporte AppleCare para solicitar a substituição do aparelho, indicando que o defeito costuma se manifestar rapidamente nas unidades problemáticas.
Especialistas do iFixit desmontaram o iPhone Duo e identificaram regiões onde componentes estruturais ficam próximos aos pontos de ruptura da tela. Uma das hipóteses levantadas pelos técnicos é que a barra central de suporte pode não recuar totalmente ao fechar o dispositivo, gerando um ponto de pressão excessivo sobre o painel flexível.
Outras análises independentes apontam que o problema pode estar relacionado a falhas de montagem, tolerâncias de fabricação ou até mesmo a um processo de dobragem inadequado durante a linha de produção. Até o momento, nenhuma evidência concreta foi divulgada que indique claramente qual peça ou etapa do processo seria a culpada.
Impactos no mercado financeiro e nas finanças dos consumidores
As especulações sobre a origem das rachaduras tiveram reflexo imediato nas ações da FineMTEC, que registraram queda superior a 15% na bolsa de valores de Seul logo após a divulgação dos rumores. Analistas de mercado alertam que a volatilidade pode se intensificar caso novas informações confirmem falhas em componentes críticos.
No Brasil, o iPhone Duo tem preço de partida em R$ 21.999, tornando‑se um dos smartphones mais caros disponíveis no país. A substituição da tela interna, por sua vez, pode chegar a R$ 10.989, o que representa quase metade do valor de compra do aparelho. Esse cenário gera preocupação entre os consumidores, que temem ficar presos a um produto de alto custo com custos de reparo proibitivos.
Para mitigar os efeitos financeiros, a Apple recomendou que os usuários afetados acionem o programa de reparo gratuito, evitando assim despesas adicionais. Enquanto isso, a FineMTEC tem buscado tranquilizar seus investidores, reforçando seu compromisso com a qualidade e anunciando a abertura de uma investigação interna detalhada.
- Investigação técnica aprofundada por laboratórios independentes;
- Acompanhamento das ações judiciais contra difamação;
- Comunicação transparente com investidores e parceiros;
- Monitoramento contínuo da reputação da marca nas redes sociais.
Em síntese, o caso ainda está em fase de apuração, e tanto a Apple quanto a FineMTEC evitam apontar culpados até que provas conclusivas estejam disponíveis. Consumidores, investidores e analistas permanecem atentos às próximas atualizações, que deverão esclarecer se o problema está realmente ligado ao design da dobradiça ou a outras variáveis do processo de fabricação.








