O presidente do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Edson Fachin, apresentou nesta terça‑feira (29) o balanço do seu primeiro ano à frente do órgão, destacando conquistas e desafios. A sessão, realizada em Brasília, trouxe números, análises e as direções estratégicas para o período até 2026.
Balanço do primeiro ano
Durante a reunião, Fachin destacou que foram analisados 34 processos administrativos disciplinares, com penalidade aplicada em 30 casos, reforçando o compromisso com a ética institucional. O Conselho também aprovou 47 resoluções e sete recomendações, demonstrando atividade legislativa intensa.
Um dos indicadores mais relevantes foi a queda de 10% nos processos pendentes, que passaram de 16,40 milhões em dezembro de 2025 para 14,76 milhões em julho de 2026. Essa redução evidencia a eficácia das medidas de gestão adotadas.
Resultados e indicadores
Fachin ressaltou a criação de uma rede nacional de magistrados especializados, que tem facilitado a troca de boas práticas e a padronização de procedimentos. Essa iniciativa contribui para a uniformidade da atuação judicial em todo o país.
Outro ponto forte foi a implementação do contracheque único, que trouxe maior transparência à remuneração da magistratura. A Corregedoria, em parceria com o CNJ, intensificou a fiscalização desse novo modelo, reduzindo divergências e suspeitas de irregularidades.
- 34 processos administrativos disciplinares analisados
- 30 penalidades aplicadas
- 47 resoluções aprovadas
- 7 recomendações emitidas
- Redução de 10% nos processos pendentes
Prioridades para 2026
Para o próximo ciclo, Fachin definiu três frentes estratégicas que concentrarão os esforços do Conselho. Cada frente foi pensada para fortalecer a justiça como serviço ao cidadão, e não como um fim em si mesmo.
- Modernização tecnológica: ampliação de sistemas digitais, integração de bases de dados e uso de inteligência artificial para agilizar processos.
- Uniformização de procedimentos: criação de protocolos padronizados para atos processuais, garantindo segurança jurídica e redução de custos operacionais.
- Capacitação e bem‑estar dos magistrados: programas de treinamento contínuo, apoio psicológico e revisão de políticas de remuneração para melhorar a motivação e a eficiência.
Essas metas foram acompanhadas de metas quantitativas, como a meta de reduzir em mais 5% o número de processos pendentes até o final de 2026, e a meta de digitalizar 80% dos atos processuais de primeira instância.
Desafios e perspectivas
Apesar dos avanços, Fachin reconheceu que ainda há obstáculos a superar, como a resistência cultural à mudança tecnológica em alguns tribunais e a necessidade de maior integração entre órgãos de controle. A proposta é criar canais de comunicação permanente entre o CNJ e as unidades judiciais, facilitando a troca de informações e a solução de conflitos.
Outro desafio apontado foi a manutenção da independência institucional diante de pressões externas. O ministro enfatizou que a transparência nas decisões e a participação da sociedade civil são pilares para garantir a legitimidade do Conselho.
Com a agenda traçada, o CNJ pretende consolidar sua posição como agente de transformação do sistema judicial brasileiro, oferecendo serviços mais ágeis, justos e acessíveis a toda a população.








