A pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta‑feira, 24 de setembro, indica que o duelo entre João Campos (PSB) e a atual governadora Raquel Lyra (PSD) permanece em empate técnico para o governo de Pernambuco. O levantamento aponta 48% de intenção de voto para Raquel e 44% para João, dentro da margem de erro de três pontos percentuais.
Contexto da disputa
Desde a saída de Paulo Câmara, a corrida pelo governo do estado tem sido marcada por intensas campanhas e debates sobre desenvolvimento econômico, segurança pública e investimentos em infraestrutura. Raquel Lyra, eleita em 2022, busca a reeleição prometendo continuidade nas políticas de saúde e educação, enquanto João Campos, ex‑prefeito de Recife, apresenta uma agenda de renovação administrativa.
Ambos os candidatos têm bases eleitorais consolidadas em diferentes regiões do estado. Raquel conta com apoio forte no interior, especialmente nas áreas agrícolas, enquanto João tem maior adesão nas capitais e nas cidades costeiras, onde sua gestão anterior como prefeito ainda gera lembrança positiva.
Os analistas políticos apontam que a polarização entre os dois nomes reflete também a divisão ideológica entre o centro‑direita representado pelo PSD e o centro‑esquerda do PSB, o que pode influenciar a mobilização dos eleitores nas próximas semanas de campanha.
Detalhes da pesquisa Datafolha
O instituto entrevistou 1.204 eleitores de Pernambuco entre os dias 22 e 24 de setembro, aplicando o método de amostragem aleatória estratificada para garantir representatividade nos diferentes municípios. A margem de erro de três pontos percentuais para mais ou para menos foi calculada com nível de confiança de 95%.
Os resultados mostram que, além dos dois principais concorrentes, nenhum outro candidato ultrapassou 2% da preferência, indicando que a disputa está concentrada quase que exclusivamente entre Raquel e João.
Quando a pesquisa é analisada em duas rodadas, o cenário muda ligeiramente: no segundo turno, Raquel lidera com 51% das intenções, enquanto João atinge 45%, números quase idênticos aos divulgados em setembro passado.
- Intenção de voto na primeira rodada: Raquel Lyra – 48%;
- Intenção de voto na primeira rodada: João Campos – 44%;
- Intenção de voto no segundo turno: Raquel Lyra – 51%;
- Intenção de voto no segundo turno: João Campos – 45%.
O protocolo de registro da pesquisa no TSE é PE‑08125/2026, o que garante transparência e acompanhamento por parte das autoridades eleitorais.
Implicações para o segundo turno
Com o cenário de empate técnico, a campanha de ambos os candidatos deve intensificar a busca por eleitores indecisos, especialmente nos municípios de médio porte, onde a margem de vitória costuma ser menor.
Especialistas em comunicação política sugerem que a narrativa de governabilidade será central para Raquel, que pretende destacar os projetos concluídos durante seu mandato. Já João deve apostar em propostas de inovação tecnológica e gestão fiscal mais austera.
O uso de redes sociais, anúncios televisivos e encontros presenciais será decisivo para mobilizar a base e atrair eleitores que ainda não definiram sua preferência. Em particular, as plataformas digitais têm se mostrado eficazes para alcançar eleitores jovens, que representam cerca de 30% do eleitorado ativo.
Além disso, a questão da segurança pública tem ganhado destaque nas pesquisas de opinião, com 62% dos entrevistados considerando a violência um dos principais problemas a ser resolvido. Tanto Raquel quanto João apresentaram planos específicos, mas a percepção de eficácia ainda varia entre as regiões.
Outro ponto crítico é a economia regional. O PIB de Pernambuco tem apresentado crescimento moderado, mas a taxa de desemprego ainda se mantém acima da média nacional, o que pode influenciar a decisão dos eleitores nas áreas industriais.
Em resumo, o próximo ciclo eleitoral em Pernambuco promete ser altamente competitivo, com os dois principais candidatos precisando consolidar alianças estratégicas e apresentar propostas concretas para conquistar o eleitorado indeciso.
Os próximos dias serão marcados por debates televisivos, visitas a municípios-chave e a intensificação das estratégias de mobilização de bases partidárias. A expectativa é que a disputa se mantenha acirrada até a data da segunda votação.
Para os analistas, o empate técnico sinaliza que pequenos movimentos de campanha podem ser decisivos para alterar o panorama final, tornando cada ponto percentual uma batalha estratégica.








