Home / Política / Eletricista é citado como tesoureiro de ONG de Karina da Gama e tem nome usado em movimentação de R$ 83 milhões

Eletricista é citado como tesoureiro de ONG de Karina da Gama e tem nome usado em movimentação de R$ 83 milhões

Vanderlei Magalhães Natividade, eletricista industrial da zona norte de São Paulo, foi apontado nesta segunda‑feira (14) como tesoureiro formal do Instituto Conhecer Brasil (ICB), organização vinculada à empresária Karina da Gama. A Polícia Federal identificou sua assinatura em documentos que movimentaram cerca de R$ 83 milhões em um único ano, e a casa do profissional foi alvo de operação autorizada pelo ministro Flávio Dino, do STF, na quinta‑feira (10).

Contexto da investigação

A investigação da Polícia Federal começou a ganhar força após denúncias de supostas irregularidades financeiras no ICB, que mantém contrato milionário com a Prefeitura de São Paulo. Os investigadores localizaram assinaturas de Vanderlei em notas fiscais, extratos bancários e contratos que totalizavam mais de oitenta e três milhões de reais.

Em 1º de junho, a Polícia Civil de São Paulo realizou busca e apreensão na residência de Vanderlei, situada na Vila Brasilândia, zona norte da capital. A operação da PF, ocorrida em 10 de setembro, ampliou o alcance da investigação ao incluir documentos eletrônicos, caixas‑postais e dispositivos móveis.

Segundo o portal G1, o eletricista se apresenta nas redes sociais como profissional que realiza reparos industriais e residenciais, sem mencionar qualquer vínculo com entidades sem fins lucrativos. Contudo, documentos públicos registram que ele figura como tesoureiro estatutário do ICB desde sua fundação, há aproximadamente 12 anos.

  • 14/09 – Advogados de Vanderlei declaram que ele nunca exerceu atividade no instituto.
  • 10/09 – Min. Flávio Dino autoriza operação da PF.
  • 01/06 – Busca e apreensão da Polícia Civil na casa de Vanderlei.
  • Maio – Equipe da TV Globo grava na residência do eletricista.

O papel de Vanderlei Nascimento segundo a defesa

Os advogados Miguel Kupermann e Matheus Yasbeck Montenegro sustentam que o nome de Vanderlei foi usado apenas como apoio logístico na fase de criação do ICB, a pedido de sua prima, Karina da Gama. Segundo a nota oficial, ele teria fornecido seus dados pessoais para facilitar o registro da ONG, mas nunca chegou a movimentar recursos ou assinar documentos financeiros.

“Há 12 anos, a pedido de sua prima, Vanderlei forneceu seus dados para auxiliar na constituição do Instituto Conhecer Brasil, ocasião em que foi registrado formalmente como tesoureiro estatutário”, afirma a defesa. Eles ressaltam que a proximidade familiar e a confiança mútua explicam a escolha de seu nome para o estatuto, sem que isso implique responsabilidade administrativa ou penal.

A equipe jurídica ainda destaca que Vanderlei nunca recebeu ordem de pagamento, não assinou cheques nem autorizou transferências. O eletricista, que mora em um imóvel vizinho à família de Karina, teria sido apenas um “cobertura formal” para cumprir exigências burocráticas de registro de entidades sem fins lucrativos.

Em entrevista, Vanderlei declarou que continua exercendo sua atividade de eletricista e que não tem conhecimento detalhado das finanças do instituto. Ele afirmou que colaborou apenas com a entrega de documentos de identidade e comprovantes de residência, itens exigidos pela legislação para a abertura de ONGs.

Repercussões políticas e judiciais

A defesa de Karina Ferreira da Gama apresentou, no mesmo dia da operação da PF, uma reclamação constitucional ao STF, alegando violação de competência jurisdicional e buscando garantir o cumprimento das decisões presidenciais do tribunal. O advogado Ricardo Sayeg explicou que a medida não questiona o mérito da investigação, mas visa proteger o direito ao devido processo legal.

Karina, que também está sob investigação por supostos esquemas de instalação de Wi‑Fi em escolas públicas e pela produção do filme “Dark Horse”, teria entregado à PF mais de 20 mil páginas de documentos na última sexta‑feira, segundo informações divulgadas pela imprensa.

O ministro Flávio Dino, ao autorizar a operação, mencionou Vanderlei Natividade como pessoa cuja assinatura consta nos documentos analisados, reforçando a necessidade de averiguar se houve uso indevido de identidade para legitimar transações financeiras.

Até o momento, o Instituto Conhecer Brasil não respondeu ao pedido de comentário do G1. A Polícia Federal continua analisando os extratos bancários e as notas fiscais vinculadas ao ICB, enquanto a defesa de Vanderlei aguarda o desfecho da ação constitucional no STF.

Deixe um Comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

loader-image
Guarulhos, BR
5:44 am, set 17, 2026
temperature icon 10°C
Névoa
1024 mb
Hora
6:00 am
temperature icon
10°/10°°C 0.01 mm 36% 12 Km/h 94% 1026 mb 0 cm
9:00 am
temperature icon
11°/12°°C 0.01 mm 30% 12 Km/h 89% 1026 mb 0 cm
12:00 pm
temperature icon
12°/12°°C 0.02 mm 29% 13 Km/h 86% 1025 mb 0 cm
3:00 pm
temperature icon
12°/12°°C 0.01 mm 30% 14 Km/h 88% 1024 mb 0 cm
6:00 pm
temperature icon
11°/11°°C 0.01 mm 37% 12 Km/h 94% 1025 mb 0 cm
9:00 pm
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 38% 12 Km/h 95% 1026 mb 0 cm
12:00 am
temperature icon
11°/11°°C 0 mm 36% 11 Km/h 95% 1024 mb 0 cm
3:00 am
temperature icon
11°/11°°C 0.02 mm 32% 12 Km/h 90% 1024 mb 0 cm