Uma pesquisa divulgada nesta segunda‑feira, 28 de setembro, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva lidera as intenções de voto no Pará, o maior colégio eleitoral da região Norte, a apenas cinco dias da votação. O levantamento, realizado entre 23 e 26 de setembro, ouviu 1.600 eleitores e apresenta margem de erro de dois pontos percentuais com confiança de 95%.
Contexto da pesquisa
A amostra foi selecionada para representar a diversidade demográfica do estado, que conta com mais de 6,2 milhões de eleitores aptos a votar em 2026. O método de coleta incluiu entrevistas presenciais e por telefone, garantindo cobertura tanto nas áreas urbanas quanto nas regiões rurais e indígenas.
O Pará detém cerca de 3,95% do eleitorado nacional, o que o torna estratégico para qualquer candidatura que busque consolidar apoio no Norte. Historicamente, o estado tem sido um bastião do Partido dos Trabalhadores, mas nas últimas eleições viu a ascensão de candidatos de direita, especialmente nas áreas metropolitanas.
Detalhes dos resultados
No primeiro turno, Lula aparece com 45% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registra 36%. Nenhum outro candidato alcançou a marca de 5%, indicando uma polarização clara entre os dois principais concorrentes.
Os números revelam diferenças regionais dentro do próprio estado. Nas capitais e cidades de maior renda, como Belém e Ananindeua, o candidato de direita tem desempenho ligeiramente superior, enquanto nas áreas interioranas e nas comunidades indígenas o petista mantém vantagem confortável.
- Lula: 45% das intenções de voto
- Flávio Bolsonaro: 36% das intenções de voto
- Outros candidatos: menos de 5% cada
- Margem de erro: ±2 pontos percentuais
- Confiança: 95%
A pesquisa foi registrada no sistema do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-00891/2026, o que garante transparência e validade dos dados apresentados.
Implicações para a corrida presidencial
Com a vantagem de quase dez pontos percentuais, Lula tem condições de consolidar seu apoio no Norte e transformar o Pará em um ponto de partida para ampliar sua margem em outros estados da região. A diferença ainda permite margem para movimentos de campanha intensivos nos últimos dias, sobretudo nas cidades onde a disputa está mais equilibrada.
Para Flávio Bolsonaro, o resultado indica a necessidade de redobrar esforços de mobilização, especialmente nas áreas onde a população jovem e os trabalhadores informais ainda não foram totalmente engajados. Estratégias de comunicação digital e visitas a comunidades indígenas podem ser decisivas para reduzir a diferença.
Analistas políticos apontam que, se a tendência se mantiver, o Pará poderá contribuir significativamente para a vitória de Lula no primeiro turno, evitando a necessidade de um segundo turno nacional. Contudo, a proximidade da data de votação pode gerar variações inesperadas, especialmente se houver eventos de última hora que influenciem a opinião pública.
Em resumo, a pesquisa evidencia um cenário de competição acirrada, mas com vantagem clara para o presidente. Os próximos dias serão decisivos para definir se a diferença será ampliada ou se a corrida se tornará ainda mais disputada.








