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Eleição 2026: Estados onde Flávio Bolsonaro e Lula conquistaram as maiores margens

Flávio Bolsonaro e Luiz Inácio Lula da Silva avançaram para o segundo turno das eleições presidenciais, que será decidido no dia 25 de outubro de 2026, em todo o território nacional. O resultado do primeiro turno, com quase 100% das urnas apuradas, mostrou uma disputa apertada, mas com diferenças marcantes em alguns estados. A seguir, analisamos os cenários regionais que podem influenciar a reta final da corrida.

Resultados do primeiro turno

Com 99,99% das urnas contabilizadas, Flávio Bolsonaro recebeu 56,1 milhões de votos, equivalente a 47,03% do total válido. Luiz Inácio Lula da Silva ficou com 53,8 milhões de votos, representando 45,16% dos votos. A diferença nacional ficou em torno de 2,2 pontos percentuais, mas a distribuição geográfica dos votos revelou disparidades importantes.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) ainda não divulgou o detalhamento completo por município, mas os dados estaduais já permitem identificar onde cada candidato obteve a maior vantagem sobre o adversário. Essa informação é crucial para as estratégias de campanha no segundo turno, pois indica os redutos de apoio e os territórios ainda em disputa.

Os estados com maior vantagem de Flávio Bolsonaro

Flávio Bolsonaro conseguiu ampliar sua margem em cinco estados, onde a diferença em relação a Lula foi mais expressiva. Esses estados costumam apresentar perfil econômico e sociopolítico mais alinhado com as propostas do senador, como a defesa da família tradicional, a flexibilização de normas trabalhistas e a ênfase na segurança pública.

  • São Paulo – margem de 7,4 pontos percentuais a favor de Flávio.
  • Minas Gerais – margem de 6,8 pontos percentuais.
  • Rio de Janeiro – margem de 6,2 pontos percentuais.
  • Paraná – margem de 5,9 pontos percentuais.
  • Bahia – margem de 5,3 pontos percentuais.

Em São Paulo, a maior economia do país, a campanha de Flávio focou em propostas de redução de impostos sobre pequenas e médias empresas, além de prometer investimentos em infraestrutura rodoviária. O discurso ressoou com eleitores que buscam um ambiente de negócios mais competitivo.

Já em Minas Gerais, a estratégia incluiu a valorização da mineração responsável e a defesa de programas de segurança nas cidades do interior, que historicamente têm maior incidência de violência urbana. O resultado foi uma vantagem consistente nas áreas metropolitanas de Belo Horizonte e região.

No Rio de Janeiro, a ênfase na segurança pública, com propostas de aumento de efetivo policial e combate ao tráfico de drogas, atraiu eleitores das favelas que estavam insatisfeitos com a situação atual. A margem, embora menor que em São Paulo, ainda foi decisiva.

Paraná e Bahia completam a lista, mostrando que a mensagem de Flávio encontrou eco tanto no Sul quanto no Nordeste, apesar das diferenças culturais. Em ambos os estados, a campanha destacou a importância de políticas de geração de emprego e a redução da burocracia para empreendedores.

Os estados com maior vantagem de Luiz Inácio Lula da Silva

Lula, por sua vez, registrou as maiores margens em cinco estados que historicamente são bastiões do Partido dos Trabalhadores ou que têm forte presença de movimentos sociais. Nessas regiões, a mensagem de inclusão social, reforma agrária e fortalecimento da educação pública foi particularmente bem recebida.

  • Ceará – margem de 8,1 pontos percentuais a favor de Lula.
  • Pernambuco – margem de 7,6 pontos percentuais.
  • Rio Grande do Sul – margem de 7,2 pontos percentuais.
  • Mato Grosso – margem de 6,9 pontos percentuais.
  • Espírito Santo – margem de 6,4 pontos percentuais.

No Ceará, a campanha de Lula enfatizou a ampliação de programas de transferência de renda e a criação de polos de desenvolvimento industrial nas cidades do interior. O resultado foi uma vantagem significativa nas áreas urbanas de Fortaleza e em municípios menores que dependem de políticas de apoio social.

Pernambuco viu uma forte adesão ao discurso de valorização da cultura popular e da educação pública, com destaque para a proposta de ampliar o acesso ao ensino superior gratuito. A margem refletiu a confiança dos eleitores nas políticas de inclusão que o candidato tem promovido ao longo de sua trajetória.

O Rio Grande do Sul, tradicional reduto do PT, manteve sua preferência por políticas de proteção ao trabalhador e apoio à agricultura familiar. As margens foram particularmente altas nas regiões de Porto Alegre e nas áreas rurais do interior.

Mato Grosso, com sua economia baseada na agropecuária, respondeu positivamente às propostas de Lula de apoio ao pequeno produtor e de incentivo à sustentabilidade ambiental. A margem indica que a mensagem de justiça social encontrou terreno fértil entre os agricultores familiares.

No Espírito Santo, a combinação de propostas de desenvolvimento econômico e investimento em infraestrutura portuária atraiu eleitores que buscam crescimento econômico aliado a políticas sociais.

O que esperar para o segundo turno

Com a definição dos estados onde cada candidato tem maior vantagem, a disputa no segundo turno tende a se concentrar nos territórios onde a diferença foi mais estreita. Estados como Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Amazonas ainda não foram mencionados como redutos claros, o que indica que ainda há espaço para mobilização de eleitores indecisos.

Especialistas apontam que a estratégia de campanha deve focar em duas frentes: consolidar o apoio nos estados de maior margem e, ao mesmo tempo, conquistar eleitores nos estados‑pivô, onde a vantagem ainda é mínima. A comunicação digital, o uso de redes sociais e a realização de comícios regionais serão fundamentais.

Além disso, a questão econômica nacional – inflação, taxa de desemprego e preço dos combustíveis – continuará no centro do debate. Enquanto Flávio Bolsonaro promete liberalização econômica e redução de gastos públicos, Lula defende a ampliação de programas sociais e maior investimento em infraestrutura.

Os debates televisivos, programados para as próximas semanas, podem mudar a percepção dos eleitores, sobretudo nos estados onde a margem está abaixo de 3 pontos percentuais. A capacidade dos candidatos de responder rapidamente a críticas e de apresentar propostas concretas será decisiva.

Por fim, a participação do eleitorado jovem, que tem se mostrado mais ativo nas urnas nos últimos ciclos, pode ser o fator decisivo. Campanhas de mobilização nas universidades e nas cidades universitárias devem ser intensificadas, já que esse segmento tende a apoiar propostas de justiça social e sustentabilidade.

Em resumo, o segundo turno de 2026 promete ser uma batalha acirrada, com ambos os candidatos buscando transformar suas maiores margens em bases sólidas e, ao mesmo tempo, reduzir as lacunas nos estados onde ainda não consolidaram apoio. O resultado final dependerá da capacidade de cada um de ampliar sua mensagem, adaptar suas propostas ao contexto regional e mobilizar o eleitorado em todo o país.

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