Uma nova pesquisa da Quaest, divulgada em 14 de setembro de 2026, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera a corrida presidencial com 36% das intenções de voto, três semanas antes do primeiro turno. O senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece em segundo lugar, com 31% das preferências, reduzindo a diferença para cinco pontos percentuais. O levantamento foi realizado em todo o território nacional, entre 10 e 13 de setembro, e traz um panorama atualizado da competição que se intensifica a cada dia.
Cenário atual da corrida entre Lula e Flávio Bolsonaro
Os números da Quaest indicam que Lula mantém a liderança, mas com um percentual inferior ao registrado na mesma fase da eleição de 2022. Enquanto em 2022 o ex‑presidente alcançava 42% das intenções de voto, agora ele registra 36%, sinalizando uma erosão de apoio nas últimas semanas de campanha. Flávio Bolsonaro, por sua vez, apresenta 31%, três pontos a menos que o desempenho de seu tio, Jair Bolsonaro, naquele mesmo período.
Essa redução da vantagem de Lula para cinco pontos ainda supera a margem de erro da pesquisa, que é de dois pontos percentuais, mas demonstra uma disputa mais equilibrada. Analistas apontam que a queda de Lula pode estar relacionada a questões econômicas recentes, ao desgaste natural de um mandato de quatro anos e à estratégia de mobilização dos adversários. Flávio Bolsonaro tem aproveitado a imagem de continuidade do legado de seu tio, ao mesmo tempo em que tenta se distanciar de eventuais controvérsias.
Além dos dois principais candidatos, a pesquisa traz outros nomes que ainda não conseguem romper o limiar de 5% de votação. Augusto Cury (Avante) aparece com 7%, enquanto Renan Santos (Missão) e Ronaldo Caiado (PSD) dividem 4% cada um. Romeu Zema (Novo) registra apenas 1% e os demais candidatos testados ficaram abaixo do limite de 1%.
Comparativo com a mesma fase de 2022
Para entender a evolução do cenário, é útil comparar os dados de 2026 com os da pesquisa Quaest realizada em setembro de 2022, também a três semanas do primeiro turno. Naquele momento, Lula liderava com 42% das intenções, enquanto Jair Bolsonaro tinha 34%, criando uma diferença de oito pontos. Em 2026, a diferença caiu para cinco pontos, indicando que a disputa está mais apertada.
Os percentuais absolutos de ambos os candidatos também diminuíram. Lula passou de 42% para 36%, e o candidato do PL caiu de 34% para 31%. Essa redução simultânea sugere que uma parcela maior do eleitorado está indecisa ou optando por candidatos menores. De fato, o número de eleitores indecisos subiu de 6% em 2022 para 10% em 2026, enquanto os eleitores que pretendem votar branco, anular ou não votar aumentaram de 5% para 7%.
O aumento dos indecisos pode ser interpretado como um sinal de que a campanha ainda tem espaço para influenciar a decisão final dos eleitores. Estratégias de debate, visitas a estados-chave e alianças partidárias podem ser decisivas para converter esses eleitores ainda em aberto.
Análise dos demais candidatos e do eleitorado indeciso
Além dos dois líderes, a pesquisa destaca alguns nomes que ainda não conseguem superar a barreira dos 5% de votação. Augusto Cury, conhecido por sua atuação como escritor e psicólogo, aparece com 7% de apoio, o que o coloca como o terceiro candidato mais mencionado. Renan Santos e Ronaldo Caiado compartilham 4% cada, mantendo uma presença discreta, mas potencialmente decisiva em caso de segundo turno.
Romeu Zema, governador de Minas Gerais, registra apenas 1% de intenção, indicando que sua candidatura ainda não ganhou tração nacional. Os demais candidatos testados não atingiram 1% e, portanto, não foram incluídos no ranking principal.
- Indecisos: 10%
- Voto branco, anulado ou abstenção: 7%
- Margem de erro da pesquisa: ±2 pontos percentuais
Esses números reforçam a importância de campanhas direcionadas a eleitores indecisos. Aumentar a confiança do eleitorado em relação a propostas concretas, apresentar planos de governo claros e responder a críticas pode ser a chave para mudar a balança nos últimos dias antes da votação.
Metodologia da pesquisa e implicações para a campanha
A Quaest entrevistou 2.004 eleitores em todo o Brasil, entre os dias 10 e 13 de setembro de 2026. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais, o que garante robustez estatística ao resultado apresentado. O registro da pesquisa foi feito na Justiça Eleitoral sob o número BR-03607/2026, assegurando transparência e rastreabilidade dos dados.
Para os candidatos, esses números têm implicações estratégicas claras. Lula, apesar de ainda liderar, precisará reforçar sua base e buscar reconquistar eleitores que possam estar vacilando. Flávio Bolsonaro tem a oportunidade de reduzir ainda mais a diferença, sobretudo se conseguir ampliar sua presença em debates e fortalecer alianças regionais.
Os demais candidatos, embora ainda com percentuais modestos, podem atuar como “candidatos de barganha” em um eventual segundo turno, negociando apoio a um dos líderes em troca de cargos ou políticas específicas. Essa dinâmica pode mudar o cálculo das campanhas e influenciar a formação de coalizões.
Em resumo, a pesquisa Quaest mostra que a corrida presidencial de 2026 está mais competitiva que em 2022, com uma diferença reduzida entre os dois principais candidatos e um eleitorado mais indeciso. O desenrolar das próximas semanas será decisivo para definir se Lula consolidará sua liderança ou se Flávio Bolsonaro conseguirá virar o jogo.








