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Detalhes da postura de Alexandre de Moraes e André Mendonça durante o discurso de Edson Fachin no STF

Na manhã de terça‑feira, 15 de junho, o plenário do Supremo Tribunal Federal recebeu a leitura do relatório preliminar feita pelo presidente Edson Fachin, que marcou o início de um julgamento de grande repercussão nacional. O evento ocorreu nas dependências do STF, em Brasília, e contou com a presença de todos os ministros, entre eles Alexandre de Moraes e André Mendonça, cujas reações foram observadas minuciosamente pelos repórteres.

Momento inicial da sessão

Ao abrir a sessão, André Mendonça entrou com a cabeça baixa, concentrado em anotações que já trazia consigo. Alexandre de Moraes, por sua vez, mantinha os papéis à vista, folheando documentos marcados com canetas de cores diferentes. Ambos permaneceram focados em seus materiais, sem trocar olhares com os colegas nos primeiros minutos.

Edson Fachin iniciou sua fala fazendo referência à história do Supremo, lembrando episódios da ditadura militar e ressaltando a importância da memória institucional. O presidente da Corte destacou que “a memória é responsabilidade” de todos os magistrados, um ponto que ecoou entre os presentes.

Comportamento dos ministros durante o discurso

Conforme Fachin avançava, Moraes alternava o olhar entre a frente da sala e os documentos que carregava. Em determinados momentos, ele baixava a cabeça para reforçar anotações, demonstrando atenção ao conteúdo apresentado.

André Mendonça, sentado próximo a Moraes, manteve o foco nas anotações até que o presidente do STF mencionou que o país estava de olho no julgamento. Nesse instante, Mendonça interrompeu brevemente a escrita e passou a ouvir atentamente.

Flávio Dino, que também acompanhava a sessão, apoiou a mão no queixo, folheou livros de Direito e, depois de não encontrar a informação desejada, recorreu a outro volume antes de consultar o celular para complementar a pesquisa.

Outros ministros apresentaram comportamentos distintos: Kássio Nunes Marques ajeitou a toga na cadeira e conferiu o celular, enquanto a ministra Cármen Lúcia permaneceu discreta em seu lugar, sem gestos marcantes.

Reações específicas ao relatório de Fachin

Aos 10h54, Dino e Moraes trocaram um sussurro breve enquanto Fachin continuava sua exposição. Moraes, para evitar que a sua boca fosse vista, colocou as mãos diante dos lábios, sinalizando preocupação com a interpretação do que dizia.

Dois minutos depois, Mendonça interrompeu momentaneamente a escrita e dirigiu o olhar diretamente ao presidente do STF, indicando maior atenção ao conteúdo que estava sendo apresentado.

Cristiano Zanin, ao lado, destacou trechos do relatório com uma caneta amarela fluorescente, deixando de lado os óculos de leitura, gesto que chamou a atenção dos colegas.

Quando Fachin abordou a manifestação da Procuradoria‑Geral da República, Moraes voltou a baixar a cabeça, analisando novamente os papéis à sua frente. O procurador‑geral Paulo Gonet acompanhava a sessão em silêncio, próximo ao presidente da Corte.

Desdobramentos ao longo da manhã

Às 11h07, Dino examinou pastas transparentes e relatórios específicos, gesticulando para solicitar mais café. No mesmo instante, Fachin relatou a decisão que afastou o diretor‑geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e Moraes manteve o olhar fixo à frente, sem interrupções.

Kássio Nunes Marques, sentado do outro lado da bancada, também não trocou olhares com os demais magistrados durante esse trecho, mantendo postura concentrada.

Por volta das 11h14, Moraes movimentou as mãos e procurou um assessor que chegou alguns segundos depois. Enquanto Fachin narrava a primeira prisão de Daniel Vorcaro, tanto Moraes quanto Mendonça dirigiram o olhar simultaneamente ao presidente do STF, indicando um momento de maior engajamento.

Logo após, Fachin avançou no relatório, tratando das manifestações encaminhadas à Presidência da Corte antes do julgamento. O assessor retornou ao lado de Moraes, que havia solicitado apenas um café.

Às 11h18, Flávio Dino deixou o plenário, seguido por Gilmar Mendes, que já havia se retirado antes. A leitura do relatório continuava, e embora Moraes e Mendonça permanecessem fisicamente próximos, não houve registro de diálogo ou troca de olhares desde o início da sessão.

O comportamento observado revela uma dinâmica de concentração individual, onde cada ministro prioriza a leitura e a anotação de informações relevantes, ao mesmo tempo em que demonstra respeito ao discurso do presidente da Corte.

Em resumo, a sessão do STF naquele dia destacou não apenas o conteúdo jurídico do relatório de Edson Fachin, mas também a postura silenciosa e meticulosa dos ministros, que optaram por analisar documentos e fazer anotações detalhadas, sem interrupções verbais, contribuindo para a atmosfera de seriedade que permeou o julgamento.

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