Uma pesquisa do Datafolha divulgada neste sábado (3) revelou que quase metade dos eleitores de São Paulo ainda não definiu em quem votar para o Senado, a apenas um dia do primeiro turno da eleição, marcado para domingo (4). O levantamento, realizado entre os dias 2 e 3 de outubro, indica que a contagem pode trazer surpresas inesperadas. O cenário de indecisão abre espaço para mudanças de rumo nas urnas.
Indecisão dos eleitores: o que os números mostram
Na modalidade espontânea, em que o entrevistado não recebe a lista de candidatos, 47% dos participantes afirmaram não saber em quem votar. Esse índice de incerteza coloca a decisão final dos eleitores como um elemento altamente volátil.
Já na pesquisa estimulada, onde os nomes são apresentados, o resultado se equipara ao de outra pesquisa recente feita pela Quaest, apresentando um empate técnico quádruplo entre Guilherme Derrite (PP), André do Prado (PL), Simone Tebet (PSB) e Marina Silva (Rede). O empate demonstra que nenhuma candidatura tem vantagem clara quando os eleitores são lembrados dos nomes.
O impacto da desistência de Ricardo Salles também foi destacado: o ex-ministro anunciou sua retirada no início da semana, e seus votos serão considerados nulos, o que pode redistribuir eleitores indecisos entre os demais candidatos.
Como a pesquisa foi conduzida
O Datafolha, contratado pela Globo e pela Folha de S.Paulo, entrevistou 2.520 eleitores paulistas em todo o estado, garantindo representatividade nas principais regiões metropolitanas e interioranas. A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
O protocolo de registro na Justiça Eleitoral está identificado como SP-09337/2026, assegurando a legalidade e a transparência do levantamento. Os dados coletados foram analisados por equipes especializadas em comportamento eleitoral, que destacaram a importância dos eleitores indecisos como fator de risco para os candidatos mais bem posicionados.
- Pesquisa espontânea: 47% indecisos
- Pesquisa estimulada: empate técnico entre quatro candidatos
- Desistência de Ricardo Salles: votos nulos
Esses três pontos resumem o panorama atual e apontam para uma corrida acirrada nas urnas de domingo, onde cada voto pode mudar o placar final.
Perspectivas para o segundo turno e estratégias de campanha
Com a possibilidade de um segundo turno, os candidatos têm intensificado suas estratégias de mobilização. As equipes de campanha estão focando em visitas a bairros ainda não alcançados, uso de redes sociais para engajar eleitores indecisos e alianças com lideranças locais.
Especialistas apontam que a mensagem de confiança e proximidade com o eleitorado pode ser decisiva. Campanhas que apresentarem propostas claras sobre saúde, segurança e desenvolvimento econômico tendem a atrair o voto daqueles que ainda não se decidiram.
Além disso, a presença de marcação de pauta nas mídias tradicionais e digitais tem sido intensificada. Debates ao vivo, entrevistas em programas de grande audiência e produção de conteúdo em formato de vídeo curto são ferramentas usadas para ganhar a atenção dos eleitores que ainda não definiram sua escolha.
O segundo turno, caso se confirme, pode trazer novos cenários, já que o número de eleitores indecisos pode se reduzir à medida que as campanhas se concentram nos últimos dias. A capacidade de converter esses 47% de indecisos em votos efetivos será o grande teste para os candidatos que lideram nos primeiros índices.
Em resumo, a pesquisa do Datafolha evidencia que a eleição para o Senado em São Paulo ainda está aberta, com quase metade dos eleitores aguardando definição. O resultado final dependerá da eficácia das estratégias de campanha, da capacidade de mobilizar eleitores indecisos e da eventual redistribuição de votos nulos após a desistência de Ricardo Salles.








