Dois helicópteros se chocaram na manhã desta terça‑feira, 3 de novembro de 2026, nas proximidades do vilarejo de Pheriche, a cerca de 12 km do acampamento‑base do Monte Everest, no Nepal. O acidente resultou na morte de um turista indiano e feriu um turista da Nova Zelândia e o piloto de um dos aparelhos.
Detalhes do acidente
Segundo a empresa de helicópteros Fishtail Air, a colisão ocorreu por volta das 8h15, horário local (23h15 de segunda‑feira em Brasília). As imagens que circularam nas redes sociais mostram as pás de duas aeronaves se encontrando enquanto ambas tentavam pousar no mesmo ponto de aterrissagem.
O outro helicóptero envolvido pertencia à Air Dynasty e transportava carga. A tripulação era composta por um único piloto, que escapou sem ferimentos. As condições climáticas no momento eram descritas como boas, porém a altitude de aproximadamente 4 mil metros acima do nível do mar aumenta a complexidade das operações aéreas.
Fatos técnicos apontam que a diferença de velocidade de descida entre as duas aeronaves pode ter contribuído para a colisão. Enquanto um helicóptero realizava uma descida mais rápida, o outro ainda mantinha uma trajetória mais lenta, culminando no impacto das hélices.
Vítimas e resgate
A vítima fatal foi identificada como Vasanth Kumar Balaramudu, turista indiano que participava de uma expedição ao Everest. Os feridos são um turista da Nova Zelândia e o piloto da Fishtail Air. Ambos foram estabilizados no local e, em seguida, transportados de helicóptero para Katmandu, onde receberam atendimento médico avançado.
A Autoridade de Aviação Civil do Nepal (CAAN) enviou equipes de investigação ao local e recolheu os destroços para análise. O porta‑voz Gyanendra Bhul afirmou que o acidente parece ter ocorrido quando os dois helicópteros tentaram pousar simultaneamente no mesmo ponto, mas que a causa final ainda está sob investigação.
- Vítima fatal: Vasanth Kumar Balaramudu (Índia)
- Feridos: turista da Nova Zelândia e piloto da Fishtail Air
- Local: Pheriche, 12 km do acampamento‑base do Everest
- Horário: 8h15 (local)
Os sobreviventes foram levados para hospitais de Katmandu, onde foram submetidos a exames de imagem e monitoramento intensivo. As autoridades locais garantiram que as famílias das vítimas serão acompanhadas durante o processo de repatriação e assistência.
Contexto da aviação no Nepal
Helicópteros são essenciais para o transporte de pessoas e carga nas regiões montanhosas do Nepal, especialmente nas rotas que dão acesso ao Himalaia. A geografia acidentada e as mudanças rápidas de clima tornam cada voo um desafio significativo para pilotos experientes.
Desde o ano 2000, o Nepal registra mais de 350 mortes em acidentes aéreos, refletindo a dificuldade de operar em altitudes elevadas e em condições meteorológicas voláteis. Nos últimos anos, o número de expedições ao Everest aumentou, sobretudo a partir de setembro, quando se inicia a temporada de escalada.
Com o aumento do fluxo de turistas e aventureiros, as companhias aéreas locais têm investido em treinamento avançado e em equipamentos de navegação mais precisos. Contudo, incidentes como o de Pheriche ressaltam a necessidade de protocolos ainda mais rigorosos para evitar conflitos de pista e melhorar a comunicação entre as aeronaves.
Especialistas recomendam que as empresas adotem sistemas de gerenciamento de tráfego aéreo específicos para áreas de alta densidade de voos, além de estabelecer zonas de pouso exclusivas para cada operador durante períodos críticos.
Enquanto a investigação prossegue, o acidente serve como um lembrete da fragilidade das operações aéreas em ambientes extremos e da importância de medidas preventivas para proteger tanto turistas quanto profissionais da aviação.








