Clara Aguilar, produtora de conteúdo e ex‑participante de reality show, revelou nesta semana detalhes de agressões e ameaças sofridas após o término de seu relacionamento com o produtor musical Giu Daga. O desabafo foi gravado em vídeo e divulgado nas redes sociais, onde a influenciadora descreve episódios de violência psicológica, física e tentativas de extorsão patrimonial. A denúncia ocorreu em São Paulo, em março de 2024, e tem gerado intenso debate sobre violência doméstica e direitos de mães solteiras.
O que motivou o desabafo público de Clara
Segundo a própria Clara, a decisão de expor a situação ao público surgiu da necessidade de proteger seu filho de oito anos e de alertar amigos e familiares sobre o comportamento abusivo do ex‑companheiro. Ela afirma que, apesar de tentar formalizar o divórcio há dois anos, enfrentou constantes mudanças de postura por parte de Giu, que alternava entre promessas e agressões.
Em seu relato, Clara menciona que foi empurrada a ponto de quebrar um dedo, além de ter sido alvo de ameaças de perder a guarda do filho. Ela descreve ainda a chantagem emocional, com o ex acusando‑a de ser uma “péssima mãe” e exigindo metade do patrimônio que ela construiu ao longo da carreira.
Tipos de abusos relatados
Clara detalhou uma série de comportamentos que configuram abuso psicológico e físico, incluindo:
- Ameaças de perder a guarda do filho.
- Pressão para ceder metade dos bens adquiridos com seu próprio esforço.
- Violência física que resultou em lesão corporal (dedo quebrado).
- Intimidação por meio de processos judiciais falsos relacionados a vídeos íntimos.
- Desvalorização constante da saúde mental, com acusações de loucura.
Além desses pontos, a influenciadora destacou que o ex‑companheiro tentou usar gravações feitas para plataformas digitais como moeda de troca, ameaçando divulgar o conteúdo caso não fosse atendida.
Impactos na saúde mental e na rotina
Clara revelou que convive diariamente com um quadro de ansiedade e depressão, tratado com cinco medicações psiquiátricas diferentes. Ela relata que a situação tem prejudicado seu desempenho acadêmico, já que não consegue comparecer às aulas presenciais da faculdade.
“Eu tomo cinco remédios psiquiátricos por dia e sinto que vou precisar deles para o resto da vida”, afirmou em lágrimas. O desgaste emocional a impede de manter uma rotina produtiva, afetando também sua atuação como criadora de conteúdo.
Repercussão e respostas da comunidade
Após a publicação do vídeo, seguidores e colegas de indústria se mobilizaram para oferecer apoio à influenciadora. Muitas mensagens de solidariedade foram compartilhadas, ressaltando a importância de denunciar violência doméstica e de proteger a integridade das mães.
Especialistas em direito de família comentaram que a tentativa de extorsão patrimonial pode ser enquadrada como crime de extorsão e que a guarda do filho será avaliada com base no melhor interesse da criança, considerando o histórico de abusos.
Organizações de apoio a vítimas de violência doméstica também se pronunciaram, incentivando Clara a buscar medidas protetivas e a registrar boletim de ocorrência para formalizar as denúncias.
Próximos passos e possíveis desdobramentos legais
Clara afirmou que, apesar do risco de processos judiciais, não tem medo de enfrentar a justiça para garantir seus direitos e a segurança de seu filho. Ela pretende manter o vídeo como prova e buscar auxílio de advogados especializados em direito de família e violência doméstica.
O ex‑companheiro ainda não se pronunciou oficialmente, mas fontes próximas ao caso indicam que ele pode tentar usar o suposto vazamento de conteúdo íntimo como arma de pressão. A expectativa é que o caso siga para o tribunal, onde a divisão de bens e a guarda serão decididas.
Enquanto isso, Clara continua produzindo conteúdo nas redes sociais, mas com frequência reduzida, devido ao desgaste emocional e à necessidade de cuidar da saúde mental.
O caso de Clara Aguilar serve como um alerta para a sociedade sobre a gravidade dos abusos psicológicos e financeiros dentro de relacionamentos, reforçando a importância de políticas de proteção às vítimas e de apoio institucional.








