Em 2026, a Capcom lançou Onimusha: Way of the Sword, trazendo de volta ao mercado a série de samurais que estava inativa há mais de 20 anos. O jogo chegou ao público brasileiro no segundo semestre, com distribuição física e digital, e já se destaca como um dos principais lançamentos da temporada.
Renascimento da franquia Onimusha
A decisão de reviver Onimusha surge em um momento em que a produtora japonesa acumula sucessos críticos e comerciais. Após o estrondoso desempenho de Resident Evil: Requiem e a boa recepção de Pragmata, a Capcom buscou diversificar seu portfólio com um título que mistura história, mitologia e ação.
O novo capítulo se inspira nos primeiros jogos da série, mas incorpora tecnologias modernas de renderização e física. O cenário é o Japão do início do século XVII, período marcado por conflitos internos e crenças sobrenaturais, o que oferece um pano de fundo rico para a narrativa.
Ao escolher Miyamoto Musashi como protagonista, a Capcom homenageia um dos maiores espadachins da história. A modelagem facial do personagem utiliza a imagem do lendário ator Toshiro Mifune, criando uma ponte entre o cinema clássico de Akira Kurosawa e o universo digital.
Jogabilidade e mecânicas inovadoras
O sistema de combate de Way of the Sword mantém a essência dos duelos de espada, mas adiciona camadas estratégicas. Musashi dispõe de uma manopla mágica que desbloqueia habilidades elementares, permitindo ao jogador alternar entre ataques rápidos, defesas parciais e contra‑ataques poderosos.
Os combates são estruturados como quebra‑cabeças em movimento: cada inimigo possui padrões de ataque únicos, e o jogador deve ler esses sinais para escolher a resposta ideal. Abaixo, alguns dos recursos de combate disponíveis:
- Desvio lateral: permite esquivar-se de golpes amplos.
- Aparar com a lâmina: reduz o dano recebido e abre janela para contra‑ataque.
- Uso de habilidades especiais da manopla: fogo, gelo e eletricidade.
- Combos de arma secundária: lanças, adagas e shurikens.
Além das lutas, o jogo inclui um sistema de progressão baseado em pontos de experiência (XP) e recursos coletáveis. Ao vencer um duelo, Musashi ganha “espíritos” que podem ser investidos em atributos como velocidade, força e resistência mágica.
Os itens consumíveis, como poções de energia e amuletos de proteção, são distribuídos ao longo de ambientes detalhados. Cada área oferece segredos que recompensam a exploração, criando um ciclo virtuoso entre combate e descoberta.
Apresentação visual e localização
Graficamente, Way of the Sword impressiona com texturas de alta resolução, iluminação dinâmica e efeitos de partículas que dão vida aos demônios do folclore nipônico. As batalhas contra criaturas gigantes são coreografadas como verdadeiras danças, combinando movimentos fluidos e cortes cinematográficos.
A trilha sonora, composta por músicos especializados em instrumentos tradicionais japoneses, reforça a atmosfera feudal e sobrenatural. Cada tema musical acompanha a intensidade da ação, variando entre momentos de tensão e calmaria.
O trabalho de localização para o português do Brasil merece destaque. As legendas foram adaptadas para manter o tom épico, enquanto o dublamento conta com vozes de atores reconhecidos no cenário nacional. Diálogos longos foram revisados para garantir fluidez e evitar traduções literais que poderiam quebrar a imersão.
Em termos de usabilidade, o menu de opções oferece ajustes de áudio, legendas e controle de dificuldade, permitindo que tanto novatos quanto veteranos encontrem o nível ideal de desafio.
Com aproximadamente 30 horas de campanha principal, o título oferece ainda conteúdo adicional, como modos de desafio e colecionáveis que desbloqueiam ilustrações dos artes originais da série.
Em resumo, Onimusha: Way of the Sword consegue equilibrar nostalgia e inovação, entregando uma experiência que agrada tanto aos fãs de longa data quanto aos jogadores que buscam um RPG de ação refinado.








