Na manhã desta segunda‑feira (12), os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) participaram de cerimônias religiosas católicas em homenagem ao Dia de Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, em Brasília.
Missas distintas, mesmo propósito
Lula iniciou a agenda às 9h na capela do Palácio da Alvorada, onde celebrou uma missa dedicada à Nossa Senhora. O ritual contou com a presença de autoridades do governo e de lideranças religiosas, reforçando a tradição de buscar proteção divina antes da reta final da campanha.
Ao mesmo tempo, Flávio Bolsonaro esteve na Catedral de Brasília, acompanhado de seu candidato a vice‑presidente, Alfredo Gaspar (PL). O evento incluiu cantos, leituras bíblicas e a bênção da imagem da santa, marcando a presença dos candidatos no centro da fé católica nacional.
Geraldo Alckmin segue para Aparecida
O candidato à vice‑presidência, Geraldo Alckmin (PSB), fez um registro em vídeo enquanto se dirigia ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior de São Paulo. Ao lado da esposa, Lu Alckmin, ele declarou que irá orar pela saúde do Papa Francisco, que enfrentará cirurgia para retirada de um nódulo pulmonar.
Chegando à Basílica por volta das 8h40, Alckmin encontrou outros políticos aguardando o início da missa solene das 9h, presidida pelo arcebispo Dom Mário Antônio da Silva. A presença do candidato à vice‑presidência reforçou a importância simbólica do local durante a campanha.
Polêmica sobre a padroeira
Na última semana antes do primeiro turno das eleições de 2026, a figura de Nossa Senhora Aparecida tornou‑se centro de debate político. Publicações nas redes sociais sugeriram que Flávio Bolsonaro teria planos para retirar o título de Padroeira do Brasil, informação que o próprio candidato negou categoricamente.
A alegação gerou respostas da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e de setores da Justiça. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) autorizou a divulgação de matérias sobre o tema, desde que não vinculassem o suposto projeto diretamente ao candidato do PL.
Os apoiadores de Lula aproveitaram a controvérsia para reforçar sua conexão com a tradição católica, enquanto críticos de Flávio buscaram questionar sua postura perante a fé popular.
Impacto nas campanhas presidenciais
A Basílica de Aparecida, além de ser o maior templo católico do país, consolidou‑se como palco estratégico nas campanhas. Milhões de romeiros visitam o santuário anualmente, e políticos sabem que um gesto de devoção pode gerar repercussão positiva entre eleitores religiosos.
Ao participar das missas, Lula e Flávio demonstraram respeito à tradição e buscaram reforçar laços com o eleitorado católico. A presença de Alckmin, por sua vez, destacou a tentativa de unir a campanha à mensagem de esperança e oração, especialmente diante da preocupação com a saúde do Papa.
Analistas apontam que a disputa por símbolos religiosos pode influenciar a decisão de eleitores nas regiões onde a religiosidade tem peso cultural significativo, como o Sudeste e o Centro‑Oeste.
- Missas realizadas em Brasília e Aparecida;
- Lula e Flávio Bolsonaro marcaram presença em eventos distintos;
- Alckmin destacou oração pela saúde do Papa;
- Polêmica sobre a suposta retirada do título de Padroeira;
- Basílica como cenário de campanha presidencial.
Com as eleições se aproximando, a estratégia de usar a fé como elemento de comunicação política ganha destaque. Os candidatos continuam a percorrer o país, buscando equilibrar propostas de governo com gestos simbólicos que ressoem nas diversas camadas da sociedade brasileira.








