Bad Omens chegou ao Brasil para fechar o Palco Sunset do Rock in Rio no sábado, 5 de setembro de 2026, trazendo sua mistura única de metalcore, pop e eletrônica. A apresentação marcou a primeira passagem da banda ao festival desde o Knotfest de 2024 e reuniu milhares de fãs de diferentes idades.
A volta ao Brasil e a estreia no Rock in Rio
Depois de dois anos longe dos palcos brasileiros, o grupo americano retornou com energia renovada. A presença no Rock in Rio foi planejada como um momento de celebração, coincidindo com o “Dia do Metal” no calendário do festival. A escolha do Palco Sunset reforçou o clima noturno e dramático que combina com o som da banda.
O set começou com “Specter”, faixa lançada recentemente que funciona como um convite sonoro para o público. Em poucos segundos, a produção de luzes e pirotecnia criou uma atmosfera de suspense que deu o tom ao restante do show. O público respondeu imediatamente, levantando os celulares e cantando junto.
A banda, formada em 2015, tem evoluído a cada álbum. O terceiro disco, “The Death of Peace of Mind” (2022), foi o ponto de virada que elevou o grupo a um patamar internacional. No Rock in Rio, três faixas desse álbum foram apresentadas, mostrando a maturidade da sonoridade.
O setlist e a conexão com o TikTok
O ponto alto da noite foi a performance de “Just Pretend”, música que se tornou viral no TikTok. O hit foi comparado à “Te esperando” de Luan Santana, mas com a carga emocional típica do metalcore. A letra fala sobre amar alguém impossível de alcançar, reforçando o tema da “sofrência” que acompanha o gênero.
No momento em que a banda chegou ao refrão, o público levantou os braços e os celulares, criando um mar de luzes que iluminou o palco. A energia foi tão intensa que até crianças presentes começaram a cantar, demonstrando que a música transcende gerações.
Além de “Just Pretend”, o repertório incluiu outras faixas marcantes:
- “The Death of Peace of Mind”
- “Left for Good”
- “What It Costs”
- “Concrete Jungle”
Essas músicas foram selecionadas para representar os três álbuns da banda, oferecendo um panorama completo da trajetória artística. Cada canção trouxe variações de ritmo, alternando entre breakdowns pesados e passagens melódicas.
O show também contou com os singles “Dying to Love” e “Specter”, que foram lançados nos últimos meses e ainda não fazem parte de um álbum oficial. Ambos foram incluídos como prévias do próximo disco, que ainda não tem data de lançamento definida.
Reações do público e expectativas para o futuro
Os fãs nas redes sociais elogiaram a performance, destacando a presença de voz de Noah Sebastian, que alterna entre gritos agressivos e sussurros melódicos. Comentários no Instagram mostraram uma divisão: alguns pediram mais do hit “V.A.N” em parceria com Poppy, enquanto outros preferiram a energia de “Just Pretend”.
A expectativa de uma participação especial de Poppy não se concretizou, mas a ausência não diminuiu a empolgação geral. O público reconheceu que a banda entregou um show completo, sem precisar de convidados para brilhar.
Além da música, o comportamento do público foi exemplar. Diferente de episódios anteriores, onde houve necessidade de orientar a plateia mais jovem, desta vez os fãs mais novos sabiam exatamente como curtir: menos dancinhas, mais headbanging e coros intensos.
Os críticos apontaram que Bad Omens conseguiu equilibrar a “sofrência” melancólica das letras com a potência sonora do heavy metal. Essa combinação cria uma experiência catártica, permitindo que os ouvintes expressem emoções intensas de forma coletiva.
Perfil da banda e influências
Bad Omens é composto por Noah Sebastian (vocais), Nicholas Ruffilo (guitarra), Joakim “Jolly” Karlsson (guitarra), Nick Folio (bateria) e o baixista que completa a formação. Desde o início, foram comparados ao Bring Me the Horizon, mas ao longo dos anos desenvolveram identidade própria.
O vocalista Noah destaca-se pela versatilidade, transitando entre screams agressivos e passagens mais suaves. Essa habilidade permitiu que a banda explorasse arranjos que misturam metal alternativo, pop, eletrônica e até influências de R&B.
Durante o show, Noah optou por caminhar pelo palco em vez de saltos acrobáticos, focando na conexão vocal com o público. Essa escolha foi bem recebida, pois reforçou a intensidade da performance sem distrações.
A banda também aproveitou o momento para reforçar sua presença nas plataformas digitais, lembrando os fãs de seguir os perfis oficiais e de compartilhar os momentos do show. A estratégia digital tem sido fundamental para manter a relevância entre as novas gerações de metalheads.
Com a estreia no Rock in Rio, Bad Omens demonstra que está pronto para liderar a nova onda do metalcore, combinando tradição e inovação. O próximo álbum, ainda sem data, promete trazer ainda mais experimentação sonora, mantendo a essência que conquistou fãs ao redor do mundo.








