A AtlasIntel anunciou a realização de duas pesquisas que medirão a corrida presidencial de 2026 nos menores colégios eleitorais do Brasil, Roraima e Amapá. Os levantamentos foram registrados no Tribunal Superior Eleitoral e terão divulgação prevista para a próxima semana. O objetivo é captar a percepção dos eleitores desses estados sobre candidatos à Presidência, governadores, senadores e os principais problemas locais.
Contexto da pesquisa e seus objetivos
A iniciativa da AtlasIntel surge em um momento de intensificação da disputa política nacional, com o ex‑presidente Lula (PT) já confirmado como candidato. Ao focar nos dois estados menos populosos, a empresa busca entender como tendências regionais podem influenciar o cenário nacional.
Os questionários foram estruturados para captar tanto a preferência por candidatos quanto a avaliação de desempenho de governantes atuais. Além disso, a pesquisa investiga a identidade política dos entrevistados, incluindo categorias como bolsonarista, petista, antipetista e antibolsonarista.
Para garantir a representatividade, a amostra será coletada entre 4 e 9 de setembro, seguindo critérios de proporcionalidade por sexo, idade e zona eleitoral. Os resultados serão publicados no site da AtlasIntel e enviados ao TSE.
Cenários testados para a corrida presidencial
Doze nomes foram incluídos no questionário presidencial, entre eles Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB) e Augusto Cury (Avante). Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU) e Renan Santos (Missão) também compõem a lista, ao lado de Lula (PT) e outros candidatos menores.
Em todas as hipóteses de segundo turno, Lula aparece como um dos concorrentes, confrontando diferentes adversários: Flávio Bolsonaro, Augusto Cury, Ronaldo Caiado (PSD), Zema (Novo) e Renan Santos. Essa estratégia permite avaliar a força da candidatura de Lula frente a perfis variados.
Além da preferência de voto, a pesquisa mede a imagem positiva ou negativa dos principais candidatos, bem como a taxa de rejeição – ou seja, aqueles que o eleitor afirmaria que “não votaria de jeito nenhum”.
- Imagem positiva ou negativa de Lula, Flávio Bolsonaro, Jair Bolsonaro, Renan Santos, Ronaldo Caiado, Zema e Augusto Cury.
- Rejeição medida por pergunta direta sobre candidatos indesejáveis.
O questionário também inclui perguntas sobre posicionamento ideológico, oferecendo opções que vão de direita a esquerda, permitindo mapear a polarização dos eleitores em Roraima e Amapá.
Análises regionais: Amapá e Roraima
No Amapá, a pesquisa testa cinco candidaturas ao governo estadual: Carlos Cley (PSTU), Clécio (União Brasil), Delegado Marcos (DC), Dr. Furlan (PSD) e Jairo Palheta (PCO). Um cenário de segundo turno entre Clécio e Dr. Furlan foi incluído para medir a competitividade entre os dois principais nomes.
Os eleitores são questionados sobre a aprovação de Clécio, sua reeleição e a avaliação de seu desempenho até o momento. Em seguida, Clécio e Dr. Furlan são comparados em áreas estratégicas como saúde, educação, segurança, combate à corrupção, geração de empregos, infraestrutura e transporte público.
Além das questões estaduais, o levantamento aborda a disputa pelo Senado, apresentando nomes como Randolfe, Lucas Barreto, Rayssa Furlan, Acácio Favacho e Alliny Serrão. Cada eleitor terá dois votos para senadores, e a pesquisa captura as preferências para esses cargos.
Os problemas mais citados pelos amostrados no Amapá incluem saúde, educação, criminalidade, corrupção, pobreza, desemprego, infraestrutura, inflação, saneamento, meio ambiente e, especificamente, a exploração de petróleo pela Petrobras próximo à foz do rio Amazonas.
- Saúde
- Educação
- Criminalidade
- Corrupção
- Pobreza
- Desemprego
- Infraestrutura
- Inflação
- Saneamento
- Meio ambiente
- Exploração de petróleo
Em Roraima, a lista de candidatos ao governo estadual inclui Arthur Henrique (PL), Clébio Genuíno (PCO), Farah Mesquita (Solidariedade), Rosi Aires (PSOL) e Soldado Sampaio (Republicanos). O cenário de segundo turno entre Arthur Henrique e Soldado Sampaio será testado para medir a força de cada um.
Assim como no Amapá, os dois principais candidatos são comparados em áreas como saúde, educação, criminalidade, tráfico de drogas, combate à corrupção, geração de empregos, infraestrutura, agricultura e turismo. Essa comparação ajuda a identificar quais competências são mais valorizadas pelos eleitores.
A pesquisa ainda avalia a aprovação e a avaliação de desempenho de Soldado Sampaio como governador, bem como a percepção sobre a gestão do ex‑governador Antônio Denarium. As respostas fornecem um panorama da satisfação com a administração atual e passada.
No âmbito do Senado, os nomes testados em Roraima incluem Chico Rodrigues, Teresa Surita, Nicoletti, Helena da Asatur e Hélio Fernando Barbosa Lopes, entre outros. Cada eleitor pode escolher dois candidatos, e a pesquisa captura as combinações mais populares.
Os maiores problemas apontados pelos eleitores roraimenses englobam saúde, educação, criminalidade, corrupção, pobreza, desemprego, infraestrutura, inflação, saneamento, meio ambiente e, adicionalmente, questões relacionadas à agricultura e ao turismo.
- Saúde
- Educação
- Criminalidade
- Corrupção
- Pobreza
- Desemprego
- Infraestrutura
- Inflação
- Saneamento
- Meio ambiente
- Agricultura
- Turismo
Ao cruzar as respostas sobre candidatos, ideologia e problemas locais, a AtlasIntel pretende oferecer um panorama detalhado das dinâmicas eleitorais nos dois estados. Essa informação pode ser crucial para partidos, candidatos e analistas que buscam ajustar suas estratégias de campanha.
Os resultados também serão úteis para entender como questões específicas, como a exploração de petróleo no Amapá ou a percepção sobre a gestão de Antonio Denarium em Roraima, influenciam a decisão do eleitor. Essa granularidade é rara em pesquisas nacionais.
Por fim, a divulgação dos dados na próxima semana permitirá que a mídia e o público em geral acompanhem a evolução da corrida presidencial de 2026, especialmente em regiões que costumam receber menos atenção nos debates nacionais.








