Uma nova pesquisa da AtlasIntel revelou as intenções de voto para o segundo turno da eleição presidencial, divulgada na segunda‑feira, 19 de outubro de 2026, com cobertura nacional. O levantamento traz números que colocam o senador Flávio Bolsonaro à frente de Luiz Inácio Lula da Silva por uma margem reduzida. Os resultados refletem o impacto das recentes medidas adotadas pelo governo Lula.
Contexto da pesquisa e metodologia
A AtlasIntel conduziu o estudo entre os dias 13 e 18 de outubro, entrevistando 4.998 eleitores em todo o país. A amostra foi selecionada para representar todas as regiões, faixas etárias e níveis de escolaridade, garantindo diversidade de opiniões. A margem de erro foi estabelecida em um ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
Essa é a primeira pesquisa realizada após a revogação da escala de trabalho 6×1, medida que gerou intenso debate nas últimas semanas. O fim da jornada intensiva foi apresentado como uma das principais apostas do governo para melhorar a popularidade. Além disso, a pesquisa incorpora votos brancos e nulos, oferecendo uma visão mais completa do cenário eleitoral.
Resultados do segundo turno
Na simulação do segundo turno, Flávio Bolsonaro alcançou 51,1% dos votos válidos, enquanto Lula ficou com 48,9%. A diferença de 2,2 pontos percentuais ultrapassa a margem de erro, indicando uma vantagem técnica de 0,2 ponto. No levantamento anterior, divulgado em 9 de outubro, o senador tinha 52,8% das intenções, mostrando uma leve retração.
Quando se considera o total de votos, incluindo brancos e nulos, Flávio registra 49,8% e Lula 47,6%. Os eleitores que optaram por voto em branco, nulo ou indeciso somam 2,6% do total. Esses números sugerem que a corrida está muito equilibrada, com poucos eleitores ainda indecisos.
Avaliação das políticas recentes
O governo Lula promoveu, na última semana, a isenção de impostos federais sobre combustíveis, medida que recebeu 54% de avaliações como ótima. Essa política foi apontada como a mais aprovada entre as iniciativas recentes. Em contraste, a criação do “pé‑de‑meia” universitário, que prevê um auxílio de 700 reais, foi considerada péssima por 41% dos entrevistados.
O fim da escala 6×1 foi avaliado de forma mista: 51% dos participantes classificaram a medida como ótima, 3% como boa, 8% como regular, 6% como ruim e 33% como péssima. Apesar da maioria favorável, a parcela que a julgou péssima demonstra que ainda há resistência entre certos setores.
Quanto à avaliação geral da gestão atual, 52,3% dos entrevistados desaprovaram, enquanto 46,2% aprovaram. Apenas 1,5% declararam desconhecer a situação. Quando a qualidade do governo foi classificada, 50,6% o consideraram ruim ou péssimo, 40,7% como ótimo ou bom, e 8,6% como regular.
Repercussões políticas e perspectivas
Os números sugerem que Flávio Bolsonaro pode manter a liderança, mas a diferença estreita deixa espaço para mudanças de última hora. Analistas apontam que a estratégia de campanha de Lula, focada em políticas de alívio econômico, pode ainda mobilizar eleitores indecisos. Por outro lado, a base de Flávio tem se mostrado resiliente, apesar de críticas sobre a condução de sua campanha.
Especialistas em ciência política destacam que a margem de erro de um ponto percentual torna cada ponto percentual crucial. Uma variação de poucos eleitores em estados decisivos pode inverter o resultado final. Assim, as próximas semanas serão marcadas por intensas mobilizações de campo, debates televisivos e anúncios de novas propostas.
Além das questões econômicas, temas como segurança pública, educação e saúde continuam no centro das discussões. O eleitorado urbano tem demonstrado maior inclinação ao candidato que propõe reformas estruturais, enquanto o eleitor rural permanece mais atento a políticas de crédito e apoio ao agronegócio.
Em síntese, a pesquisa AtlasIntel oferece um panorama detalhado das intenções de voto, das percepções sobre as políticas recentes e do nível de aprovação da gestão. O cenário permanece volátil, e os candidatos ainda têm margem para ajustar suas estratégias antes da votação final.








