A pesquisa AtlasIntel revelou a vantagem de Mailza Assis sobre Alan Rick no segundo turno da disputa pelo governo do Acre, divulgada em 24 de outubro de 2026, baseada em entrevistas realizadas entre 18 e 23 de outubro no estado. Os resultados apontam um cenário decisivo para a corrida eleitoral, com diferenças expressivas em diversos grupos de eleitores.
Cenário geral da pesquisa
Quando os números são ajustados para excluir brancos, nulos e indecisos, Mailza Assis alcança 60,4% das intenções de voto, enquanto Alan Rick fica com 39,6%. Essa margem de 20,8 pontos percentuais supera a margem de erro de 3 pontos, reforçando a consistência da vantagem apresentada.
O levantamento ouviu 1.191 eleitores acreanos, utilizando recrutamento digital aleatório, e apresenta nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob os números AC-07723/2026 e BR-09499/2026, garantindo transparência e rastreabilidade dos dados.
Além dos números absolutos, a pesquisa indica que 9,1% dos entrevistados pretendem votar em branco ou anular a cédula, e 2,7% ainda não definiram sua escolha. Esses eleitores podem ser decisivos caso haja mudanças de última hora no comportamento da campanha.
Análise por grupos demográficos
Os cruzamentos demográficos revelam que a liderança de Mailza Assis se mantém robusta entre homens e mulheres, embora com intensidades diferentes. Entre os homens, ela registra 48,9% contra 42% de Alan Rick; entre as mulheres, os números sobem para 56% e 28,3%, respectivamente.
Nas faixas etárias, a candidata também apresenta vantagem clara. Nos eleitores de 16 a 24 anos, Mailza tem 59,6% enquanto Alan Rick obtém 17,6%. Na categoria de 25 a 34 anos, os percentuais são 52% a 40,1%.
Para eleitores de 35 a 44 anos, a diferença aumenta para 61,6% a 40,2%. Entre os de 45 a 59 anos, a liderança diminui levemente, ficando em 48,3% contra 38,5%.
Quanto à renda, a pesquisa indica que Mailza Assis lidera em todas as faixas analisadas. Na categoria até R$ 2 mil, ela tem 56,1% contra 32,4% de Alan Rick; na faixa de R$ 2 mil a R$ 3 mil, os números são 52,3% a 30,7%.
As afiliações religiosas também mostram padrões distintos. Entre católicos, Mailza obtém 62,9% e Alan Rick 28,7%. Entre evangélicos, a diferença é menor: 48,7% a 42,5%.
- Homens: 48,9% x 42%
- Mulheres: 56% x 28,3%
- 16‑24 anos: 59,6% x 17,6%
- 25‑34 anos: 52% x 40,1%
- 35‑44 anos: 61,6% x 40,2%
- 45‑59 anos: 48,3% x 38,5%
- Renda ≤ R$ 2 mil: 56,1% x 32,4%
- Renda R$ 2‑3 mil: 52,3% x 30,7%
- Católicos: 62,9% x 28,7%
- Evangélicos: 48,7% x 42,5%
Implicações regionais e eleitorais
O desempenho de Mailza Assis varia também por região dentro do Acre. Na capital, ela registra 52,5% das intenções de voto, enquanto Alan Rick tem 32,8%. Em Cruzeiro do Sul, os números são 54,9% a 37,4%, e na região intermediária de Rio Branco, 57,6% contra 36,1%.
Essas diferenças regionais devem ser analisadas com cautela, pois as bases amostrais são menores que a amostra total, o que pode gerar maior volatilidade nos resultados.
Ao cruzar a intenção de voto para governador com a preferência presidencial, a pesquisa destaca correlações interessantes. Entre eleitores que pretendem votar em Lula, Mailza obtém 65% e Alan Rick 15,1%. Já entre os que apoiam Flávio Bolsonaro, os percentuais são 54,3% a 40,8%.
Esses dados sugerem que a escolha presidencial pode influenciar, mas não determina, a decisão para o governo estadual, indicando que outros fatores locais ainda têm peso significativo.
O levantamento também traz o fluxo de eleitores que votaram em outros candidatos no primeiro turno. Entre os eleitores de Thor Dantas, Mailza captura 47,7% e Alan Rick 17%. Entre os de Tião Bocalom, os números são 45,3% a 47,7%.
Essas migrações de voto revelam que a disputa ainda tem pontos de vulnerabilidade, principalmente entre os eleitores que ainda não definiram seu candidato ou que migraram de outros nomes.
Em síntese, a pesquisa AtlasIntel oferece um panorama detalhado da corrida pelo governo do Acre, apontando uma vantagem consistente de Mailza Assis, mas também destacando áreas onde a competição permanece acirrada. Os partidos e candidatos ainda têm margem para ajustar estratégias até o dia da votação.








