A mais recente pesquisa do instituto AtlasIntel revelou que a corrida presidencial entre Flávio Dino e Luiz Inácio Lula da Silva está tecnicamente empatada, com margem de erro de um ponto percentual. O levantamento foi divulgado às 19h30 do sábado, 24 de outubro, e abrangeu entrevistas realizadas entre 18 e 23 de outubro em todo o território nacional. O estudo consultou 4.990 eleitores e tem nível de confiança de 95%.
Metodologia e margem de erro
O instituto aplicou questionários presenciais e por telefone, garantindo a representatividade das cinco regiões do Brasil. Cada região recebeu um peso proporcional ao número de eleitores cadastrados no Tribunal Superior Eleitoral, o que reforça a validade dos resultados.
O tamanho da amostra, 4.990 entrevistas, permite um intervalo de confiança de ±1 ponto percentual para cada candidato. Essa margem de erro é considerada padrão em pesquisas de grande escala e assegura que as diferenças menores que um ponto não sejam interpretadas como vantagem definitiva.
Para o cálculo, foram excluídos os votos em branco e nulos, focando apenas nas intenções de voto válidas. Essa prática evita distorções que poderiam inflar artificialmente a participação de candidatos com baixa adesão.
A pesquisa foi registrada oficialmente no sistema do Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-06380/2026, garantindo transparência e possibilidade de auditoria por parte de órgãos fiscalizadores e da sociedade civil.
Resultados por candidato
Flávio Dino, do Partido Liberal, lidera com 50,8% das intenções de voto, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva, do Partido dos Trabalhadores, registra 49,2%. Ambos os números já consideram a exclusão de brancos e nulos.
Dentro da margem de erro de um ponto para mais ou para menos, os dois candidatos permanecem tecnicamente empatados. Essa situação indica que a disputa ainda pode mudar nos próximos dias, sobretudo se houver novas mobilizações ou eventos de grande repercussão.
O levantamento também apontou variações regionais significativas. No Norte, Dino supera Lula em 3 pontos; no Nordeste, a diferença é de 2 pontos a favor de Lula; no Centro-Oeste, a vantagem recai sobre Dino em 1,5 ponto; enquanto no Sul e Sudeste, a disputa está praticamente equilibrada, com diferença inferior a 0,5 ponto.
- Nordeste: Lula +2,0 pontos
- Norte: Dino +3,0 pontos
- Centro-Oeste: Dino +1,5 ponto
- Sudeste: empate
- Sul: empate
Comparado a pesquisas anteriores, o desempenho de Dino mostrou crescimento constante nas últimas quatro semanas, enquanto Lula manteve uma base estável, porém ligeiramente reduzida em alguns estados-chave.
Especialistas apontam que eleitores indecisos ainda representam cerca de 6% do eleitorado pesquisado. Esse contingente pode ser decisivo, já que ainda não se decidiu entre os dois principais candidatos.
Avaliação da gestão atual e implicações eleitorais
Quando questionados sobre a avaliação da gestão de Lula no atual mandato, 62% dos entrevistados manifestaram desaprovação, enquanto apenas 28% expressaram aprovação. Essa percepção negativa pode influenciar o voto de eleitores que ainda não definiram sua preferência.
Os motivos citados para a desaprovação foram variados, mas alguns temas se destacaram como mais recorrentes entre os respondentes.
- Inflação e aumento do custo de vida
- Desconfiança em relação a políticas de segurança pública
- Percepção de corrupção persistente
- Insatisfação com a velocidade de avanços em infraestrutura
Analistas sugerem que a desaprovação da gestão pode favorecer o candidato da oposição, sobretudo se ele conseguir capitalizar essas críticas nas campanhas de última hora.
Entretanto, a base tradicional de Lula ainda demonstra fidelidade partidária, o que pode neutralizar parte do impacto negativo. A capacidade de mobilizar eleitores nas áreas urbanas e no Nordeste será crucial para manter a vantagem histórica.
Em termos de cenários, há três possibilidades principais: um segundo turno muito reequilibrado, com vitória decidida por poucos pontos; um turno decisivo para Dino, caso consiga converter os indecisos e os eleitores insatisfeitos com a atual gestão; ou ainda uma vitória de Lula, se conseguir reverter a percepção de desaprovação através de propostas de curto prazo e alianças estratégicas.
O panorama indica que a disputa permanece aberta e que os próximos dias serão decisivos para definir a estratégia de campanha de ambos os candidatos. A atenção dos analistas se volta agora para os debates televisivos, os encontros com lideranças regionais e as possíveis alianças com partidos menores.
Em síntese, a pesquisa AtlasIntel oferece um retrato fiel da polarização atual, mostrando um empate técnico que pode ser alterado por fatores como a avaliação da gestão, a mobilização de eleitores indecisos e a eficácia das mensagens de campanha nos últimos dias antes do segundo turno.








